Carimbar, carimbar e soltar a imaginação

Rita Care - Delirios Carimbados - Abril 2017 (3) - 1024

Carimbar, carimbar e soltar a imaginação

Estou numa fase de desenho para imaginar e criar e também para explicar ideias e contar histórias através do desenho.  Criei outro blog – Papiro Gráfico para dar vida a este último objectivo.

No último sábado, depois de passar uma fantástica manhã a desenhar do Seixal para o Barreiro já não me apetecia mais desenhar a partir do real.

Virei-me para dentro com ajuda dos carimbos da Marilisa Mesquita. Se desenhar ao estilo urban sketching é encontrar-nos com a criança dentro de nós, carimbar por ali fora é reviver essa criança que fomos com a vantagem de já sabermos o que queremos dos carimbos e dos desenhos.

Rita Care - Delirios Carimbados - Abril 2017 (2) 1024

Rita Care - Delirios Carimbados - Abril 2017 (1) - 1024

Anúncios

FS 2´´ no Farol de Santa Marta, Cascais

Às vezes esqueço-me de publicar os desenhos que fiz no contexto de eventos em grupo… Mas que falta fazia neste blog os meus rabiscos do Farol de Santa Marta, em Cascais, que é um tema abundante por aqui, como se pode ver neste LINK.

Lá fomos em visita com os Foto&Sketchers 2 Linhas e com o apoio do Farol-Museu!

rita-care-farol-sta-marta-cascais-28jan2017-red
Farol-Museu de Santa Marta, Cascais
Saí de casa já com o diário carimbado para explorar depois o desenho no papel de um caderno oferecido pela Teresa Ogando, que tinha como destino ser uma agenda telefónica. Há muito tempo que não usava os carimbos e soube-me mesmo bem!
Já nesta dupla página em baixo explorei a composição de objectos relacionados e expostos no Farol Museu de Santa Marta.  Também não usava lápis-de-cera há muito, mas mesmo muito tempo!
rita-care-farol-sta-marta-cascais-28jan2017-red-2
Farol Museu de Santa Marta, Cascais
O Farol Museu de Santa Marta ofereceu-nos as entradas – um autocolante cor-de-rosa colado na mão deu acesso livre! – para visitarmos os seus espaços e também para espreitarmos a Casa de Santa Maria ali ao lado. Esqueci-me de desenhar um sorriso lá dentro…
Estarmos ali entre aqueles edifícios coloridos, com formas peculiares, faz-nos sentir como se estivéssemos dentro de um conto de fadas à beira-mar plantado.
As vistas do farol para a vizinhança podem ser vistas também nas minhas FOTOS.

Da Varanda – O Palácio da pena que não se vê

Um gatafuho da minha varanda para o Palácio da Pena que mais se parece com duas cabeças de alfinete. Numa grande parte dos dia não se vê, porque um cogumelo gigante e funguento de nuvens é residente habitual da Serra de Sintra…

Os carimbos são para representar a vegetação de Sintra, sempre muito verdejante.

Desenho para o caderno da Sofia D.

DSC_0036

Brasil no Parque dos Poetas carimbado

A “voar” completamente fora da minha zona de conforto, trabalhando em maior do que A3, com Bic Soft e com carimbos previamente e estrategicamente colocados a pensar no desenho desejado.

No Dia Internacional dos Museus (18 de Maio), acordei sonhando em carimbar, carimbar, carimbar uma dupla página, construindo uma base para um desenho no Parque dos Poetas, um museu da poesia e de arte escultórica ao ar-livre. Antes de sair estive a carimbar ao pequeno-almoço. No final do dia, ia convencida que nos espaços em branco por entre a vegetação carimbada desenharia a Pirâmide dos Poetas.

Mas o vento…

 

Passeei-me em redor da Pirâmide, subi lá acima, circulei para absorver toda aquela paisagem maravilhosa de Lisboa, da Ponte 25 de Abril, da Margem Sul, do Tejo, do Bugio a dar as boas vindas ao mar num dia de céu muito azul… Quase voei levada pelo vendaval típico do local… Desci procurando refúgio no lado dos poetas de língua Portuguesa oriundos de lugares longínquos de Portugal. Fiz de conta que estava na praia e estendi-me na relva junto à escultura de Francisco Brennand dedicada a Manuel Bandeira (Brasil, 1886-1968), intrigada por todas as representações femininas sofrerem aparentemente de uma enorme Sede…

Rita Caré - Maio2016 - P.Poetas - M.Bandeira - 1000

Explorando o placard informativo (dos poucos legíveis por todo o parque… pelo menos àquela hora com o sol a “bater” do lado de Cascais…), convenci-me que elas sofrem de amores insatisfeitos, que Manuel Bandeira talvez procurasse incessantemente.

Tenho de partir em viagem para os poemas deste autor…