Rabiscos de Ciência no Instituto Gulbenkian de Ciência

No Dia Aberto 2018 do Instituto Gulbenkian de Ciência (IGC)  da Fundação Calouste Gulbenkian, o grupo FotoSketchers 2 Linhas tiveram visitas guiadas  com a investigadora Joana Carvalho a laboratórios que se dedicam à descoberta do desconhecido sobre desenvolvimento, evolução e biodiversidade. Observámos duas espécies “Top Model” do IGC, moscas do vinagre e borboletas. O grupo da tarde visitou o biotério das moscas.

Visitar um laboratório onde se trabalha todos os dias é uma uma experiência muito interessante.

Os investigadores são pessoas muito criativas. Olhem o que desenharam com o musgo. Reparem nestes detalhes no laboratório. O sentido de humor e o espirito critico sempre presentes!

 

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Para Adopção Responsável | Rabiscos com cães no canil do Seixal

Caes-Croacs-Seixal-L1B_Out2018_Por Rita Care (1)

A L1B em parceria com o Pelouro da Segurança Alimentar e Bem-Estar Animal da Câmara Municipal do Seixal organizaram uma actividade de urban sketching no espaço do canil e gatil municipal e lá fomos rabiscar, em missão, para a promover a adopção responsável.

O Xico morreu com leucemia com menos de 5 anos. Isso aconteceu em 2011 ou 2012. O Xico foi um dos Amores da minha vida e tive um grande desgosto, porque a Vida o levou cedo demais. Estive cerca de 7 anos a viver sem a companhia canina. Essa ausência permitiu-me fazer outras coisas, muitas coisas, muitas… Tantas que não quis ouvir o meu coração a chamar por outro cão. Mas, finalmente na Páscoa de 2018, não pude mais deixar de ouvir. Então, uma semana depois chegou o Tomé. Depois do Tomé veio o Boris, apenas por umas horas, e depois veio o Pipo, que ficou apenas três dias. As histórias do Boris e do Pipo tiveram finais felizes comigo. Imagino que outros Boris, outros Pipos, outras Guidas venham por instantes e lhes dê um feliz destino… O meio coração não poderá mais conseguir não ir buscar uma trela a correr para não os deixar partir sem orientação na vida.

Aprendi as minhas lições… espero. Aprendi que não devo mais viver sem cão e que já não tenho capacidade física, mas sobretudo emocional para educar uma criança canina, como o Pipo. Prefiro adaptar-me as necessidades muito relevantes de um cão de meia idade, que pode trazer muitos problemas emocionais consigo (incluindo agressividade), do que andar a fazer 3 máquinas de roupa por dia, por causa de xixis e cocós pelos tapetes e assim.

Por favor adopte, mas apenas se tiver bem consciente que levará consigo um novo amigo com uma história de vida, que pode ter sido extremamente difícil. Tenha consciência de que custará muitos euros de diversas formas. Por favor, adopte com responsabilidade.  Trate de todas as formalidades legais relacionadas com a adoptação, cuide da alimentação, da saúde e nunca abandone a criatura. Não se esqueça de lhe pôr o chip e da plaquinha metálica na coleira com o nome dele(a) e um, ou mais do que um, nº telemóvel (a plaquinha é uma peça absolutamente fundamental). Não deixe os seus animais caminharem sozinhos na rua.

Apanhe sempre os dejectos pela saúde do seu animal, das crianças e da sua. E porque os passeios são um nojo em Portugal. Cada um tem o seu papel. Cumpra-o!

Tenha muita paciência com os cães seus vizinhos que ladram e uivam com saudades dos donos na sua ausência. Seja muito paciente. Os cães têm emoções, sentimentos e memórias. Cada um é diferente do outro. Todos têm a sua própria personalidade. Não existe um cão igual. Os cães foram criados pelo homem há milhares de anos. Eles foram criados à nossa imagem e semelhança. Olhe bem para a expressão do seu pequeno. É fácil perceber se está, ou não, feliz. Os olhos deles também sorriem :)

Estou perdida de amores pelo Tomé, mas o Xico está sempre comigo. Quase todos os dias me lembro dele. Também me lembro-me muitas vezes do Bartolomeu, do Xanax, do Skakeaspeare, da Guida, da maluca da Rusky (ela roía pedras e mamou no meu cabelo quando a salvei com apenas 20 dias…) e de tantos outros. Ao longo dos últimos 37 anos, partilhei a vida com mais de trinta cães e cadelas, em alguns momentos foram cinco em simultâneo, todos a vivermos no campo, onde cheira a verde e a fumo de lareira. Agora não tenho lareira, mas tenho o Tomé. Deixo o Tomé fazer o que nunca antes deixara, ele dorme comigo na manta dele, sob o meu edredon, e entra na cozinha. O Tomé é o único verdadeiro cão de guarda que tive. Precisa desesperadamente de me guardar quando estou em casa e então, depois de muitos meses de aprendizagem, eu aprendi que tinha que o deixar estar sempre comigo ao meu lado e a ver-me.

Na CROACS, no Seixal, existe um canil e gatil, no qual existem cães e gatos aguardando uma segunda oportunidade de Vida. Todos os meses existe uma acção de rua, na qual poderá visitar alguns desses animais e conversar com profissionais e voluntários que dão orientações sobre Adoptar de forma responsável.

 

 

 

 

 

“Neptuna” no Parque Bensaúde

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Penso que esta senhora da escultura de Laranjeira Santos, no Parque Bensaúde, nas Laranjeiras-Lisboa, não tem nome, porque “Cabeça de Mulher” não é nome que se dê a uma escultura… Não acham?!

Mas tratei disso já há algum tempo, porque ela é tão desenhável e graficogénica, desenhada por tanta gente, que tinhamos que lhe chamar mais… Podia ser um homem, não é…? Neptuna! Neptuna parece-me o nome adequado.

Sou muito fascinada por esta figura. Às vezes sento-me na esplanada do bar de costas para ela para não me desconcentrar.

Reparem no carimbo de mim produzido pela Marilisa Mesquita (também Aqui) a partir de um desenho da Mónia Abreu.

 

P.S. “Neptuna” é um nome maravilhoso para dar a uma gata… Mas eu não tenho gatas, só tenho cães :)

 

 

 

 

Desenhar Barro(s) na Quinta da Fidalga, Seixal

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Capelinha da Quinta da Fidalga | Foto de Manuela Rolão

 

Há momentos de viragem na vida de uma pessoa… O dia 8 de Setembro de 2018 foi um deles. O calor levou as dores… quase. Foi um dos dias mais descontraídos que tive em mais de um ano.

Foi incrivelmente doce!

Não é só o Seixal, que adoro, nem só a bela Quinta da Fidalga. São as pessoas para as quais o desenho nos leva. As pessoas são o principal. Há-as muito especiais, como é o caso da Manuela Rolão.

O tema “Barro” não me interessava, o que me interessava era voltar a sentir-me Viva a desenhar.

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Escultura de Bela Mestre | Foto de Manuela Rolão

Aquela manhã foi tão magnífica, tão leve, senti-me tão Viva que adormeci na minha cadeira de praia no final da sessão. Foi um adormecer embalado pelo sol e pelo calor humano. Um dia muito raro nos últimos 2 anos.

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Painéis de Azulejos da Quinta da Fidalga | Foto de Manuela Rolão

 

 

Do Janeiro Abraçado e morno

Em Janeiro de 2018, alguns Amigos andaram comigo quase ao colo, dada a minha falta de condição física, num dos mais dificeis momentos da Vida. E levaram-me a passear e a sentir que coisas “minúsculas”, como fazer um rabisco minimalista, apanhar sol e olhar uma Árvore, pode ser do melhor que temos para nos agarrarmos a Viver, um momento,  uma linha e um raio de sol de cada vez.

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A ÁRVORE nas Laranjeiras, Benfica

 

 

Vamos desenhar 4L com os ÉSk, em Igrejinha

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No início de Setembro estava um calor abrasador, mas mesmo assim enchi-me de coragem, meti-me no carro e lá fui eu para Igrejinha, acompanhada por amiga dos rabiscos.

Almoçámos pelo caminho e depois sentámo-nos em frente à porta da Igreja em Igrejinha, no Concelho de Évora. Logo de seguida foi uma aventura para desenhar Renaults 4L num encontro dos Évora Sketchers.

Uma semana na praia sem fazer NADA… e a engordar com bolas de berlim

 

A minha semana numa praia do Algarve descreve-se assim.

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Foi qualquer coisa parecida com esta imagem quase todos os dias. Fiquei a olhar para a multidão vestida com os seus coloridos fatos de banho, toalhas e chapéus-de-sol, ou a dormir na areia quente, ao som típico que conhecemos de uma praia Algarvia semi-cheia. Há mais de vinte anos que não experimentava nada no género, mas fiquei com a sensação de que para o ano estou lá outra vez, se puder, com o objectivo de não fazer rigorosamente NADA, para além do básico para sobreviver no dia-a-dia.

Felizmente tive a companhia da Alice, 4 anos e no Instagram @os4reismagos, que desenho nas minhas aguadas enriquecendo-as com obras abstractas maravilhosas (tenho inveja de tal representação de peixes…), usou as minhas aguarelas semi-profissionais e as encheram de grãos de areia, o que na verdade não quero nada saber, porque adoro que ela use os mesmos materiais que eu. Também brincámos com rabiscos sobre manchas de aguarela impressas e fizemos colagens (não apresentadas aqui) e sorrimos :)

 

Não digam a ninguém que abusei a sério nas Bolas de Berlim, que as há normais, com ou sem creme, com nutela, com chocolate e produzidas com farinha de alfarroba em vez da farinha tradicional de trigo. Entretanto, também ouvi falar de produção com algas azuis…

 

 

 

Do risco mínimo para a “Ópera Chinesa”

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Traje dos Remendos na Exposição “Ópera Chinesa”, Museu do Oriente

No encontro dos Foto e Sketchers 2 Linhas, organizado no Museu do Oriente, a roupa que mais me impressionou na exposição “Ópera Chinesa” foi esta, pela sua aparentente humildade, através dos remendos cosidos. Mas este design foi criado propositadamente e apresenta-se muito luxuoso. A sua grande simplicidade de linhas e as cores atrairam-me imediatamente o olhar.

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Instrumentos musicais, disco de vinil e fantoche, na exposição “Ópera Chinesa”, no Museu do Oriente

Na parte mais interessante da exposição encontrei alguns instrumentos musicais fascinantes, uma colecção de discos de vinil com capas maravilhosas. E o mais giro de tudo, existia uma caixa azul, com buracos circulares, para espreitarmos lá para dentro, onde encontrávamos fantoches, outros brinquedos e jogos. Para verem fotos desses objectos da “Ópera Chinesa”, visitem os posts no blog dos FS 2´´.

Dei ainda com diários gráficos criados para preparar as peças de teatro.

 

 

Rabiscos Felizes com os Qual Alcatraz

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Nos rabiscos e parvoíces maravilhosas na Fábrica da Pólvora de Barcarena com os Qual Alcatraz.

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Reportagem Desenhada | Prémio Acesso Cultura Linguagem Simples para o Museu da Presidência

Reportagem desenhada da entrega do Prémio Acesso Cultura – Linguagem Simples por Rita Caré
Reportagem desenhada da entrega do Prémio Acesso Cultura – Linguagem Simples por Rita Caré

Reportagem Desenhada
Prémio Linguagem Simples para o Museu da Presidência

No dia 13 de Março de 2018, o Museu da Presidência recebeu o Prémio Acesso Cultura – Linguagem Simples numa cerimónia realizada no Teatro Nacional D. Maria II, em Lisboa. A Acesso Cultura entregou ainda uma Menção Honrosa à empresa Formas Efémeras.  “Foi uma cerimónia curta, bonita, emotiva”, lê-se numa publicação do Facebook da associação.

O texto introdutório da exposição “Boa Viagem, Senhor Presidente! De Lisboa até à Guerra. 100 anos da primeira visita de Estado” foi o escolhido pelos jurados, composto por Cristina Nobre Soares, Hugo Sousa e Rita Tomás. Segundo o júri, citado em COMUNICADO da Acesso Cultura, “De entre os vários textos que podemos encontrar numa exposição, é ao texto do painel de introdução que cabe, em primeira mão, a responsabilidade de influenciar a experiência da visita. É ao depararem-se com este texto que os visitantes se interrogam: “O que vou ver? Porque é que me querem mostrá-lo? O texto vencedor do Prémio Acesso Cultura – Linguagem Simples 2018 não deixa margem para dúvidas quanto ao que vai ser visto e ao porquê do tema escolhido.”. Os textos premiados e a justificação sobre a sua escolha estão disponíveis para CONSULTA.

Sobre a relevância deste prémio no contexto da Acessibilidade em Portugal, Maria Vlachou, directora executiva da Acesso Cultura, explicou tratar-se “de um prémio de reconhecimento, um reconhecimento de quem se esforça para contrariar a forma habitual de fazer as coisas (aquela que todos conhecemos e que nos deixa confortáveis) e de tentar enfrentar aquela que todos reconhecemos como uma barreira: a linguagem que usamos para comunicar com o público em geral, com pessoas que não sabem o que nós sabemos. No entanto, a distância é grande entre a teoria e a prática. Reconhecer não é fazer… E enquanto somos todos capazes de identificar os erros de outros, quando se trata de nós, temos medo de arriscar a ser claros, de repente a comunicação clara parece ficar equiparada a uma forma simplista ou infantilizada de comunicar. Sempre no nosso caso, nunca no dos outros.”.