Vamos desenhar 4L com os ÉSk, em Igrejinha

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No início de Setembro estava um calor abrasador, mas mesmo assim enchi-me de coragem, meti-me no carro e lá fui eu para Igrejinha, acompanhada por amiga dos rabiscos.

Almoçámos pelo caminho e depois sentámo-nos em frente à porta da Igreja em Igrejinha, no Concelho de Évora. Logo de seguida foi uma aventura para desenhar Renaults 4L num encontro dos Évora Sketchers.

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Porque é que Rabiscas / Desenhas? | Why do you Sketch?

In English below

 

Porque é que Rabiscas/Desenhas?

Aproveitei o desafio da Liz Steel para reflectir sobre o Porquê de desenhar há tantos, tantos anos, mais de 20.

Estimada Liz Steel,

dependendo do momento, Rabisco / Desenho & Pinto para:

. Encontrar o Silêncio.
. Esvaziar o cérebro de tudo em redor e focar-me em algo que chame a minha atenção.
. Estar sozinha no mais estranho dos silêncios experenciado no meio de uma  multidão.
. Estar com outros sketchers (rabiscadores / desenhadores de rua) no mais especial dos silêncios.
. Encontrar-me. Encontrar o meu eu interior, perdido no ruído do meu cérebro.
. Trazer a mim espaços, locais, coisas, pessoas… (o que eu considero estético provavelmente não é o mesmo que tu e outras pessoas consideram).
. Sentir-me Livre.
. Ouvir melhor.
. Agarrar momentos para sempre (com pequenos detalhes).
. Compreender.
. Explicar.
. Aprender sobre mim própria, sobre as pessoas, sobre todos os detalhes de algo ou alguém, sobre a forma como o mundo funciona, sobre como uma máquina funciona, sobre uma teoria, sobre desenhar, sobre pintar, sobre materiais de desenho e pintura.
. Para partilhar histórias, para contar histórias, para ver histórias (reais ou imaginadas).
. Para crescer como ser humano.
. Para ser feliz como os miúdos com os seus brinquedos.
. Rabiscar e desenhar é a actividade mais enriquecedora que alguma vez experimentei.

Rita Caré, 19 Out 2017

 

Why do you Sketch?

Once Liz Steel asked Why do you Sketch, I reflected on Why do I do it for more than 20 years.

Dear Liz Steel, I will do my best with my unperfect English.

Depending on the momentum… I SKETCH & PAINT To:

. Find Silence.
. Empty my brain from everything around and focus on something that calls my attention.
. Be alone in the most strange silence experienced in the middle of a crowd.
. Be with other sketchers in the most special shared silence.
. Find myself. To find the inner me lost in my noisy brain…
. To bring aesthetic places, things, people (what I consider aesthetic probably is not the same for you and for many people) to my life.
. To feel Free.
. To listen better.
. To catch moments forever (with tiny details).
. To understand.
. To explain.
. To learn about myself, about people, about all the details of something or someone, about how the world works, about how a machine works, about how a theory works, about drawing, about painting, about fine arts materials.
. To share stories, to tell stories, to watch stories (real and from imagination).
. To grow up as a human being.
. To be happy like kids with their toys.
. Sketching is the most enriching activity I’ve ever tried.

Rita Caré, 19th Oct 2017

Florestas Tropicais no Oceanário

No dia 1 de Janeiro de 2017, fui resolver uma promessa feita a mim própria quando entreguei o projecto de Mestrado. A data parecia gira, porque icónica: o primeiro dia do ano, do resto da Vida. Quase não se podia andar… os tanques maiores estavam inacessíveis pela quantidade de pessoas. Perguntávamos se seriamos as únicas Portuguesas por entre a multidão.

O momento com estas características movimentadas ao redor, a complexidade de formas e o movimento dos peixes convidava ao desenho cedo e semi-cego. Muito bom para descontrair. Foi uma espécie de garden sketching zen.

Gosto tanto destes rabiscos serenos que não tenho coragem para os pintar.

rita-care-florestas-tropicais-oceanario-72

Depois passámos meia hora ou mais a observar as lontras marinhas, seres muito interessantes no seu comportamento.

O Mar e o Jardim em Cascais e o Lumina

Participei no 1º dos encontros incluído na Semana a Desenhar na Rua, organizado pela Oficina do Desenho nas ruas de Cascais. No nosso percurso parámos no miradouro para a Baía de Cascais, junto à estátua do Rei D. Carlos I e no Parque Marechal Carmona.

Passei o Verão a experimentar materiais que uso pouco: caderno de papel kraft, lápis-de-cor, lápis de pastel branco e canetas de feltro. Ontem fui ainda mais longe e usei esferográficas de cores.

rita-care-cascais-10set2016-1000

Desenhei o Rei D. Carlos I já praticamente às escuras e portanto digamos que inventei muito…

Depois arrastei-me por Cascais atraída pelas instalações do Lumina 2016 – Festival de Luz, que está também a acontecer por estes dias. Há peças muito belas de luz fria que nos aquecem a alma.

Praia “só” quando fica mais “frio” !

Desde que entrou Agosto, só consegui ganhar coragem para ir à praia no Domingo passado, quando a temperatura desceu um pouco…

Rita Care - PedraSal-Ago2016 (1) - 1000

Tive audiência… e comi a primeira bola de berlim na praia desde há talvez duas décadas…

Rita Care - PedraSal-Ago2016 (2) - 1000

Qual é coisa qual é ela que foi um desenho inventado…?

O trânsito de navios cargueiros em frente à Pedra do Sal, Cascais, é impressionante.

Já comecei a deixar de ter receios que algum banhista me ameace por se ver rabiscado nos meus cadernos… é que além do mais as pessoas ficam quase sempre maiores de que realmente são…

Árvores-de-fogo gigantes na Praça da Alegria

Estive no Jardim Alfredo Keil, na Praça da Alegria, durante uma hora para me dedicar a  estas árvores enormes, que estavam na lista de espera de “altamente rabiscáveis” desde o memorável Encontro 49 dos Urban Sketchers Portugal em 2014! Diverti-me muito nesse encontro.

As Metrosideros excelsa, conhecidas também por Árvores-de-fogo (por causa das suas flores vermelhas) fazem parte de uma colecção de árvores classificadas que existem naquele jardim. Estas duas têm a particularidade de ter uma imensidão de raízes aéreas caídas o que ainda as torna mais únicas.

Rita Care - Praça da Alegria - Lx - Jul 2016  (800x579)
Metrosideros excelsea a preto e branco

Lamentável é o estado de degradação daquela praça que bem precisa de uma lavagem de cara, por exemplo, com mais de belos grafites em algumas paredes, o chão e o mobiliário de jardim remodelados…

 

Rabiscos na revista “Oeiras em Revista”

OeirasEmRevista115-2016 - Rita Care (2) OeirasEmRevista115-2016 - Rita Care (1)

Desenhos de vários Sketchers na revista Oeiras em Revista sobre Turismo.

A revista em papel é gratuita e costuma estar disponível nos edifícios municipais, bibliotecas e no Mercado de Algés.

OeirasEmRevista115-2016

P.S. Adoram chamar-me Car(r)é… o que é que vou fazer… que coisa…

Do Adamastor para o Tejo

Sentei-me numa das esplanadas do Miradouro do Adamastor, em Lisboa, a beber uma limonada e a levar com uns esguichos de água para cima de mim e do caderno, cujas folhas nem tinham tempo de humedecer, tal era o calor.

Comecei por desenhar o guindaste do lado esquerdo, depois desenhei o cacilheiro, a Ponte 25 de Abril, a outra margem e o Cristo Rei. Quando dei por mim tinha o guindaste dentro de água, claro…

Lembrei-me logo daquela pergunta “retórica” típica destes momentos: “mas alguém estava lá contigo para ver”… se o guindaste lá estava?! ;-)

E o que é que isso interessa…? O Cacilheiro também não faz aquele percurso… Continuei por ali fora a desenhar um barco ali, outro acolá e por aí fora… Tem que ser rápido, porque eles passam depressa!

DoAdamastor-25Abril-Jul2016

Confesso que só uso lápis-de-cor “mágicos”, porque não me apetece carregar com a caixa dos 24. Os desenhos ganhariam muito se os usasse, mas tenho preguiça… E estes servem para o olho, sobretudo nestas folhas de papel escuro e bem acompanhados com um bom lápis de pastel branco.

Pessoas irrequietas…

Mesmo com este calor não há sossego para as conseguir desenhar. Até na relva não param quietas…

Desfile nas escadarias - Rita Care - 7-2016
Para cima e para baixo, sentadas a olhar o vazio, a ler… 

 

Desfile na relva - Rita Care - 7-2016
Na relva ninguém pára quieto, rebolam-se, levantam-se, deitam-se, levantam-se, vão-se embora, vêm outras… e os patos e as patas desinibidos em busca de petiscos nas sandálias alheias…

Veleiros e naus

Tall Ships em Lisboa 2016