SketchNotes Challenge: Project Planning

I finally decided to buy a new small tablet with the specific purpose of producing digital drawings. To practice and being motived I’ve participated on the September SketchNote Challenge of the SketchNote Hangout Project, coordinated by Makayla Lewis. This challenge was focused on Project Planning which is one of my favourite areas of study.

Sketchnotes, SNChallenge, SNHangout, Project Planning, Project Manager, Rita Caré, Makayla Lewis

I’ve been participating in the SNChallenges for more than 1 year. It usually take about 1h – 1h30 to fill in, but this time it took me about 6-8 hours to finish

Anyway, it has been a great time of practice. I LIKE it! 
Thank you Makayla for your support and enthusiasm!

If you wish to check my previous Sketchnotes follow my hashtag #rabiscarideias here and on social media. At this blog, follow the link Papiro Gráfico.

Apontamentos Desenhados do meu Perfil Profissional e não só…

Perfil rabiscado (actualização Agosto 2019)

Os Rabiscos de Ideias entraram na minha vida há quase dois anos. Um belo dia pûs-me a pesquisar informação sobre infografias. E de repente fui dar com o Doug Neill e o seu projecto “Verbal To Visual”, que é cada vez mais uma escola internacional de Rabiscos de Ideias. A minha história Verbal To Visual continua em baixo.

Depois desse tempo nas andanças dos rabiscos de ideias, apareceu a oportunidade de conhecer muitos dos sketchnoters que sigo na Internet. Onde? Em casa! Em Lisboa, durante o SketchNote Camp 2018! :D

Essa conferência pode ser seguida nas várias redes sociais através das hashtags: #isc18lx e/ou #ISC18LX

Tal como diz o Doug Neil, “Let’s give it a try to #SketchNotes“.

Os inscritos foram convidados a enviar o seu perfil para o livro da conferência. E daí surgiu este Rabisco de Ideias da minha vida profissional e académica até Setembro de 2018.

I’m Rita Caré, my nickname  is @ritacarepapiro at Facebook, Twitter  & Instagram  and my favourite hashtag is #RabiscarIdeias

 
 
Rabiscos de Ideias - Perfil de Rita Care - Set 2018 - Comunicacao Ciencia - SciComm
Perfil rabiscado (versão de Setembro de 2018)
 

Identifiquei-me imediatamente com o Doug Neill do Verbal To Visual, porque para além de explorar o desenho de uma forma totalmente diferente da minha, ele tem formação científica. Foi um professor frustrado com o sistema norte americano do ensino básico e secundário. Então, pôs as mãos na massa e ao longo dos últimos cinco anos montou uma escola deste tipo de desenho que explora os conceitos (conhecido por sketchnotes, visualnotes, rabiscos de ideias, apontamentos desenhados, pensamento visual ou reportagem gráfica, etc…).

O Doug produz os seus materiais para todos, mas tem uma tendência muito grande para ir de encontro às necessidades que os professores têm (embora a maioria nem sequer saiba disso) e para os incentivar a utilizar esta ferramenta com os seus alunos.

Imaginem isto no contexto mítico e terrível de que se estamos a desenhar é porque não estamos atentos e de que “eu não sei desenhar nem nunca saberei”.

Os meus rabiscos de ideias estão já por aqui meio desarrumados sob as categoria Papiro Gráfico e Reportagem Desenhada.

Se tem interesse em conhecer as minhas histórias de vida, pode ler o meu resumo e o meu perfil escrito por Carolina Lobão Figueira.

1ª Reportagem Gráfica com Ciência | Peixes também precisam de amigos!

1ª Reportagem Gráfica com Ciência
Os Peixes também precisam de amigos!

Ler Comunicado do IGC – PT Read IGC Press Release – ENG

Equipa de cientistas do Instituto Gulbenkian de Ciência, do ISPA – Instituto Universitário, e da Fundação Champalimaud, demonstraram que os peixes-zebra precisam de suporte social para ultrapassarem situações adversas. Ou seja, os peixes-zebra precisam de amigos para viverem a vida com maior qualidade quando se vêem perante alguma ameaça.

Esta investigação sugere que a espécie de peixe-zebra é assim um modelo biológico de eleição para estudar comportamentos sociais e os mecanismos neurais subjacentes.

Ana Faustino explicou que “Apesar do comportamento de suporte social do peixe-zebra não ter a complexidade do suporte social verificado em humanos, a investigação em peixe-zebra vai permitir-nos explorar em profundidade os mecanismos neurais envolvidos neste comportamento social tão central para o bem-estar e saúde mental humana, nomeadamente pela relevância que assume em determinadas doenças psicológicas, como é o caso da depressão”.

O artigo científico no qual este tema foi explorado está publicado na revista Scientific Reports.

Ler o comunicado de imprensa completo do IGC em Português.
Read the full version of IGC press release in English.

Reflexão / Auto-crítica:

  • Esta reportagem não demorou muito tempo a criar, porque o comunicado do IGC explica muito bem os pontos chave relacionados com a investigação, o que permitiu que a estrutura desta reportagem seja bastante simples.
  • Inspirei-me nos peixes da aguarela publicada com o comunicado, que é belissima.
  • Preciso de continuar a praticar, a praticar, a praticar a escrita à mão, que no tablet ainda é um desafio maior.
  • Estou muito feliz com esta reportagem gráfica! :D

NOTA ADICIONAL

Esta imagem teve mais de 3000 visualizações na minha Página do Facebook em poucas horas, após o IGC a ter partilhado na sua própria página. Isso foi muito motivador para mim e por isso considero os Rabiscos de Ideias cada vez mais importantes para mim e para quem os pratica e divulga.

Reportagem Gráfica - Os Peixes também precisam de Amigos
Reportagem Gráfica – Os Peixes também precisam de Amigos

Papiro papirus, porque… | Facebook sempre a inventar…

Agora há uma caixinha lateral nas páginas do Facebook, nova, claro! Somos convidados a  preenchê-la… Diz que fica tudo muito mais eficiente, mas o que uma pessoa sente é que o sistema vai de mal a pior…

Mas pensamentos +++ e o lado bom da coisa é que estimulou o exercício de reflexão pela escrita de outra maneira (há sempre muitas) sobre o que é isto do Papiro papirus e do que é que tenho andado para aqui a fazer…

PapiroFacebook

Papiro papirus, porque…
  • Anseio por me tornar melhor contadora de histórias e de ideias com palavras e imagens.
  • Sou comunicadora de cultura e ciência e passo o dia a criar e a gerir a divulgação de conteúdos sobre estes temas.
  • Sou ilustradora sempre que posso ao nivel profissional para complementar a informação que divulgo.
  • Desenho muito, porque o meu corpo e a minha mente precisam. Aprendi a fazê-lo com algumas das pessoas mais marcantes da minha vida. Adoro Ensinar a desenhar sempre que consigo um tempo extra e aparece quem queira vir aprender.

Aviso aos Visitantes | Blog Papiro Gráfico vem para aqui

Há algum tempo comecei a explorar uma “coisa” chamada “Sketchnotes“, que é o mesmo que dizer esquiços de conceitos, pensamento visual ou assim… Gosto de lhes chamar Rabiscos de Ideias. Nessa exploração, criei um outro blog, o Papiro Gráfico – Pensamento Visual | Repórter de Histórias Visuais.

Rita Caré - Ainda não acabei de pensar nisso... 22 Nov 2017

Mas, não me apetece nada ter outro blog para gerir. Também tenho a sensação que isso não faz sentido, porque sou um todo no Desenhar. Desde os 20 ou 21 anos, quando aprendi a desenhar, tenho desenhado menos ou mais, consoante as fases da vida. Adoro desenhar e pintar, explorando muitas técnicas e objectivos diferentes. Também desenho na mente, ou seja, olho para qualquer coisa e penso como a poderia desenhar, mesmo que depois não crie algo visível. Isto tornou-se um vício com o Urban Sketching. Também desenho para pensar. E é aí que entram os rabiscos de ideias.

Pensamento Visual . Reportagem Gráfica| by Rita Caré @ Papiro Gráfico 2017

Assim, tal como o Urban Sketching tomou conta deste blog depois da aguarela em abstracto ter aqui vivido tanto tempo, agora vou incluir os meus Rabiscos de Ideias nesta casa.

Peço desculpa, mas nos próximos tempos irão receber muitos avisos de que foi publicado aqui um post  que talvez já conheçam e com uma data antiga. É que planeio publicar todos os posts do Papiro Gráfico aqui mesmo, numa secção com este mesmo nome, onde ficarão todos arrumados,  nesta que é a minha casa online há mais anos. Há quase 11. O tempo deste blog passou como o tempo do desenhar, quase que não dei por tantas horas, meses, anos aqui metida.

Não é só o desenhar. Sou blogger de Alma. Podem não saber disso, pode não vos parecer, mas escrever é para mim ainda mais importante do que desenhar. Sou teclado-dependente. As histórias são o mais importante. Todos os desenhos têm uma história para contar, mesmo que nunca venha a ser conhecida publicamente. Reescrevê-las 20 vezes antes de clicar no “publicar” ou mais ainda, ou já depois de publicadas e muito divertido e o mais importante me tornar mais Clara, a mais dificil de todas as tarefas.

Para seguir os Rabiscos de Ideias aqui cliquem no link do projecto Papiro Gráfico

Define-te Rita… | Prefiro desenhar-me…

Ontem fui entrevistada por uma aluna do Mestrado de Comunicação de Ciência, para a disciplina de Jornalismo de Ciência e Tecnologia. A Carolina Figueira tem que escrever o meu perfil. Estivemos bastante tempo à conversa sobre o meu passado, o que tenho feito na Vida por aí. Ela vai falar com algumas pessoas muito importantes da minha vida pessoal e profissional para compor o seu trabalho.

Estou um bocado nostálgica hoje.

Tenho saudades tuas Pata. Não sinto falta nenhuma dos tempos de garotas e do início da vida adulta, mas tenho saudades nossas, das conversas noite dentro sobre quase tudo, de rirmos tontas de coisas que só nós percebíamos. Tantas vezes não precisavamos de falar, bastava um olhar e sabíamos o que estavamos a pensar.

Durante a entrevista, a Carolina pediu-me para eu me definir. Respondi-lhe que preferia desenhar-me! Fiz um desenho muito à pressa e muito feio no caderno dela. Vim para casa pensar nisso e hoje de manhã criei este desenho digital que é o novo logo para o meu blog dos Rabiscos de Ideias, o Papiro Gráfico, que anda ainda mais quieto do que este blog, mas isso vai mudar em breve.

Rita Caré - Ainda não acabei de pensar nisso... 22 Nov 2017

Não sei se eu e a Pata realmente compreendemos o que significa que “eu ainda não acabei de pensar…” Nunca vou acabar de pensar nisto, naquilo e em tudo o que me interessa e me apaixona, por exemplo: de onde viemos, para onde vamos…?

A Pata nem sempre compreende porque é que eu perco o meu precioso tempo a pensar “demais”, mas aceita-me como Sou. Talvez seja das poucas pessoas que me aceita como sou, a Tita.

 

Novo Logo | Define-te Rita… – Prefiro desenhar-me…

Logo – Papiro Gráfico | Ainda não acabei de pensar nisso…

Fui entrevistada por uma aluna do Mestrado de Comunicação de Ciência, para a disciplina de Jornalismo de Ciência e Tecnologia. A Carolina Figueira tem que escrever o meu perfil. Estivemos bastante tempo à conversa sobre o meu passado, o que tenho feito na Vida por aí. Ela vai falar com algumas pessoas muito importantes da minha vida pessoal e profissional para compor o seu trabalho.

Durante a entrevista, a Carolina pediu-me para eu me definir. Respondi-lhe que preferia desenhar-me! Fiz um desenho muito à pressa e muito feio no caderno dela. Vim para casa pensar nisso e hoje de manhã criei este desenho digital que é o novo logo para o meu novo projecto Papiro Gráfico – Pensamento Visual de Ideias, que tem andado ainda mais quieto do que o Papiro papirus , mas isso vai mudar em breve.

NOTA – Este texto foi publicado em 11 de Janeiro de 2018, Dia Mundial dos Rabiscos de Ideias (World SketchNote Day), apesar de ter sido publicado em 27 de Novembro de 2017.

Reportagem Gráfica com Sue Pillans sobre Rabiscos de Ideias com Ciência

Rita Care - SN_Hangout w Sue Pillans 25jun2017 (2) - 1200
Sketchnote Hangout com Sue Pillans | 1 de 2

Este Sketchnote Hangout com a Sue Pillans, conhecida também por Dr. Suzie Starfish, foi um bocadinho complicado de assistir, porque não estava na serinidade do lar – Não podia perder um SN Hangout sobre ciência! Depois de ver as reportagens de outros participantes até acho que consegui captar muita informação.

Esta é a 3ª versão e talvez venha a haver uma 4ª versão melhorada para três páginas ou para uma página A3. Continuo a dizer que quando conseguir à 2ª versão faço uma festa de rabiscos!!

Rita Care - SN_Hangout w Sue Pillans 25jun2017 (1) - 1200
Sketchnote Hangout com Sue Pillans | 2 de 2

Reflexão / Auto-crítica:

  • Esta 3ª versão não é muito diferente da segunda, tal como aconteceu nas experiências anteriores. Consegui mais espeços em branco na primeira página e na metade esquerda da segunda.
  • O layout da 2ª página tem os textos um pouco encavalitados, mas acho que melhorei muito, sobretudo porque agora sinto que sei escolher melhor que marcadores usar para este tamanho de páginas (A5) e também consigo criar tipos de letras diferentes. Tenho mesmo de me mentalizar que devo usar uma régua para que os textos fiquem direitos.
  • Tenho também de melhorar na função de cada tipo de letra e na função de cada uma das 3 ou 4 cores a usar.
  • Talvez venha a haver uma 4ª versão utilizando A3 e marcadores em vez de canetas, uma estrutura melhorada com mais brancos, mais ícons e menos texto.

Vídeo | Desenhemos! Para comunicar, educar/aprender e ter saúde

Neste vídeo o cartoonista Jorge Arranz encoraja-nos a desenhar mesmo que não sejamos necessariamente artistas. Explica porque devemos ser educados a desenhar, tal como a falar e a escrever. E anda defende que o desenho faz bem à saúde e ajuda a recuperá-la.

VALORES DO DESENHO

1 – Comunicar
2 – Educar / Aprender
3 – Terapia / Melhorar a saúde

Em modo “medíocre” explicado tim-tim por tim-tim…

O Doug Neill publicou hoje um post sobre o sentimento de mediocricidade e o real sentido da palavra. Vamos a meio do caminho, portanto… quer dizer o meu caminho é muito mais que meio.

Identifico-me muito com o tema explorado. No meu caso tenho andado a sentir-me desmotivada e sem energia para dar continuidade aos meus projectos.

No meio do caminho encontramo-nos com muitas dificuldades, algumas delas têm a ver com uma auto-sabotagem que leva à procrastinação… Quem deseja que os dias tenham grande significado prático candidata-se a deparar-se com esta “Mediocricidade” que o Doug explora a partir do livro do Todd Henry “Die Empty”.

Estão a ver aquele poema do Fernando Pessoa, “Pedras no Caminho”…? Era bem rabiscado a propósito de construir castelos, os nossos… Perder-nos do caminho e do caminhar faz parte do ir e do aprender construindo.

Reportagem Gráfica | Conversas sobre o Indizível nos Museus

Conversas sobre o Indizível nos Museus | Reportagem Desenhada por Rita Caré
Conversas sobre o Indizível nos Museus | Reportagem Desenhada por Rita Caré
Conversas sobre o Indizível nos Museus | Reportagem Desenhada por Rita Caré
Conversas sobre o Indizível nos Museus | Reportagem Desenhada por Rita Caré
Conversas sobre o Indizível nos Museus | Reportagem Desenhada por Rita Caré
Conversas sobre o Indizível nos Museus | Reportagem Desenhada por Rita Caré
Conversas sobre o Indizível nos Museus | Reportagem Desenhada por Rita Caré
Conversas sobre o Indizível nos Museus | Reportagem Desenhada por Rita Caré
Conversas sobre o Indizível nos Museus | Reportagem Desenhada por Rita Caré
Conversas sobre o Indizível nos Museus | Reportagem Desenhada por Rita Caré
Conversas sobre o Indizível nos Museus | Reportagem Desenhada por Rita Caré
Conversas sobre o Indizível nos Museus | Reportagem Desenhada por Rita Caré

Clicar nas imagens

Reportagem Desenhada Conversas sobre o Indizível nos Museus | Publicado em XZibit Art |

Como se diz o indizível nas exposições e nas colecções de museus? Que histórias são essas? O que fica por dizer? Pode-se ou deve-se dizer tudo sobre um objecto ou sobre uma personalidade histórica? Que abordagens são utilizadas para contar o indizível? Estas eram algumas das questões que pairavam no início dmais recente debate da Acesso Cultura, organizado no Museu do Dinheiro, no passado dia 18 de Abril de 2017.

A Acesso Cultura quis assim lançar a reflexão sobre o tema escolhido para o Dia Internacional dos Museus a celebrar-se um mês depois, em 18 de Maio: “Museus e histórias contestadas: dizer o indizível em museus”.

Ao longo da conversa, animada e em tom informal, participaram convidados de alguns museus Portugueses: Clara Vaz Pinto e Xénia Ribeiro do Museu Nacional do Traje; José Pedro Sousa Dias do Museu Nacional de História Natural e de Ciência; Luís Farinha do Museu do Aljube; Maria José Machado Santos e Marta Guerreiro do Museu da Marioneta; e Sara Barriga do Museu do Dinheiro. O debate foi moderado por Ana Rita Canavarro, Museóloga.

Luís Farinha destacou que o indizível no Museu do Aljube – Resistência e Liberdade é, por exemplo, o silenciamento e o secretismo das histórias de humilhação, clandestinas e abstractas de presos políticos da época da Ditadura Salazarista e que ainda estão vivas. Neste museu o indizível é explorado, por exemplo, através de conversas e visitas guiadas.

No Museu da Marioneta existe uma grande dificuldade em expor os objectos, pois as marionetas são construídas para serem utilizadas por actores facilitadores dos seus movimentos e em contexto de peças de teatro ou performances, explicou Marta Guerreiro. Expor uma marioneta pode ser visto como um contra-senso em relação à sua natureza, não devendo ser exposta como um ser inanimado.

Indizível é também a dificuldade dos museus em comunicar com os visitantes em exposições sobre temas científicos, chamou a atenção José Pedro Dias. Ainda neste contexto, Luís Farinha destacou a dificuldade em fazer compreender aos visitantes a violência física e emocional sentida pelos presos políticos.

Alguns dos convidados defenderam a necessidade dos museus tomarem uma posição, ou seja, de não serem neutros em relação a temas específicos, e também de criarem desconforto nos visitantes, abordando memórias e conflitos dolorosos. Consideraram ainda que os museus podem contribuir para a compreensão mútua e para a reconciliação, mesmo que não criem consensos.

Questionada sobre qual a relevância de “dizer o indizível” do ponto de vista da Acesso Cultura, Maria Vlachou (Directora Executiva) destacou que “É mesmo uma questão de relevância: a relevância dos museus para as pessoas. Cada história que não se diz é uma pessoa a quem não é dado reconhecimento. Esta questão do indizível diz respeito a vários aspectos do trabalho dos museus: às suas colecções, ao que lá está e não está, ao que se mostra e não se mostra, à forma como se interpreta cada objecto, ao perigo das “histórias únicas” (no sentido das versões únicas), às relações que se criam ou não se criam com as pessoas, ao seu envolvimento ou à sua exclusão.”.

A Acesso Cultura é uma associação sem fins lucrativos que tem como missão a melhoria das condições de acesso – físico, social, intelectual – aos espaços culturais e à oferta cultural. Maria Vlachou acrescentou ainda: “Não há condições de criar acesso se não se procura ser relevante na vida das pessoas. Se não se for relevante, podemos muito bem perguntar: Acesso a quê? Para quê?”.

A sessão foi traduzida em Língua Gestual Portuguesa por Maria José Almeida, com o apoio da Escola Superior de Educação de Setúbal. Desenho e texto: Rita Caré Publicado originalmente em XZibit Art 

NOTA O resumo deste debate, que aconteceu em diferentes cidades em simultâneo, está disponível AQUI

Deixarmos as páginas ensinarem-nos… a ESCREVER

ESCREVER é ao mesmo tempo o meu inferno e uma benção. A escrita vive em mim nessa dualidade, porque é tão difícil escrever bem e claramente, mas é lá que me reencontro, enfrento os meus demónios e me redescubro. Mesmo que quisesse deixar de escrever não seria possível. Se o fizesse estaria a abandonar-me.

A maior parte das pessoas que me conhecem acham que vivo dentro de desenhos, mas nenhuma imagem me representa melhor do que umas mãos frenéticas num teclado. Essa sou eu.

As letras são para uma reflexão cá dentro e o cumprimento da minha profissão. Os desenhos são para uma reflexão do mundo lá fora. Estou a reaprender a escrever à mão para lá das teclas. Estou a aprender a desenhá-las, como se fossem qualquer objecto ou paisagm que me fascina… Está a ser um processo doloroso para a minha mão, os meus dedos, o meu braço, as minhas costas, o meu corpo, mas quero muito cumprir este propósito. O Doug Neill do projecto “Verbal to Visual” é o meu mais recente guia dos rabiscos, que não são quaisquer desenhos. Não. Estes Rabiscos de Ideias são criados e ensinados para pensar, estruturar o pensamento e comunicar conceitos. Por entre mais de 100 vídeos disponíveis no seu canal de You Tube, o Doug publicou recentemente este vídeo muito diferente, muito especial, que me guia uma e outra vez para a “coisa” dO ESCREVER. Vejam, leiam e oiçam esta citação “Who Will Teach Me To Write?” do livro “The Writing Life” de Annie Dillard sobre como as páginas nos ensinam a escrever… se nós deixarmos…

Deixarmos as páginas ensinarem-nos… a ESCREVER

Doug Neill - Who will teach me to write

ESCREVER é ao mesmo tempo o meu inferno e uma benção. A escrita vive em mim nessa dualidade, porque é tão difícil escrever bem e claramente, mas é lá que me reencontro, enfrento os meus demónios e me redescubro. Mesmo que quisesse deixar de escrever não seria possível. Se o fizesse estaria a abandonar-me.

A maior parte das pessoas que me conhecem acham que vivo dentro de desenhos, mas nenhuma imagem me representa melhor do que umas mãos frenéticas num teclado. Essa sou eu.

As letras são para uma reflexão cá dentro e o cumprimento da minha profissão. Os desenhos são para uma reflexão do mundo lá fora.

Estou a reaprender a escrever à mão para lá das teclas. Estou a aprender a desenhá-las, como se fossem qualquer objecto ou paisagm que me fascina… Está a ser um processo doloroso para a minha mão, os meus dedos, o meu braço, as minhas costas, o meu corpo, mas quero muito cumprir este propósito.

O Doug Neill do projecto “Verbal to Visual” é o meu mais recente guia dos rabiscos, que não são quaisquer desenhos. Não. Estes Rabiscos de Ideias são criados e ensinados para pensar, estruturar o pensamento e comunicar conceitos.

Por entre mais de 100 vídeos disponíveis no seu canal de You Tube, o Doug publicou recentemente este vídeo muito diferente, muito especial, que me guia uma e outra vez para a “coisa” dO ESCREVER.

Vejam, leiam e oiçam esta citação “Who Will Teach Me To Write?” do livro “The Writing Life” de Annie Dillard sobre como as páginas nos ensinam a escrever… se nós deixarmos…

Qual é coisa qual é ela…?

Rita Care - Sketchnote 1 Idea - 28Apr2017 - 1200

Qual é coisa qual é ela que estou a perguntar? E qual é a resposta?

Qual é a maior invenção da Humanidade? A Expressão Simbólica!

Aqui está uma segunda proposta.

Rita Care - Sketchnote 1 Idea - VtV -v2 2017 - 1200

Proposta de Doug Neill | Webinar do Verbal To Visual: Rabiscar uma única Ideia

#Sketch50 | Algumas ideias rabiscadas

Foi criado um novo desafio para rabiscadores de ideias, o Sketch50, para praticar vocabulário visual e notas visuais de pensamentos.

A proposta para o Dia 1 foi lâmpada.

Lâmpada das ideias e do questionamento

Nos Dias 2 e 3 temos um megafone e balões de texto/falas.



DNo 4º dia: papel, livro e aparelho/dispositivo.

No Dia 5: 2 pessoas conversam.

No Dia 6 explorei os ícones das minhas redes sociais.

O Papiro Gráfico encerrará no final de 2018.

Só cheguei ao desafio do 7º dia: Sala de Aula.

Gostei muito de participar neste desafio e de não me manter apenas por desenhar o tema proposto. Pensei no que estava a fazer e fui mais longe. Gosto disso. Se não for assim, não faz sentido. Não tenho paciência para estes desafios para desenhar dias seguidos. É por demais tortuoso. Comigo não funciona.

Carimbar, carimbar e soltar a imaginação

Rita Care - Delirios Carimbados - Abril 2017 (3) - 1024

Carimbar, carimbar e soltar a imaginação

Estou numa fase de desenho para imaginar e criar e também para explicar ideias e contar histórias através do desenho.  Criei outro blog – Papiro Gráfico para dar vida a este último objectivo.

No último sábado, depois de passar uma fantástica manhã a desenhar do Seixal para o Barreiro já não me apetecia mais desenhar a partir do real.

Virei-me para dentro com ajuda dos carimbos da Marilisa Mesquita. Se desenhar ao estilo urban sketching é encontrar-nos com a criança dentro de nós, carimbar por ali fora é reviver essa criança que fomos com a vantagem de já sabermos o que queremos dos carimbos e dos desenhos.

Rita Care - Delirios Carimbados - Abril 2017 (2) 1024

Rita Care - Delirios Carimbados - Abril 2017 (1) - 1024

Rabiscos de Ideias | Dicas para Citações

Esta é uma reportagem gráfica a partir de um vídeo do Doug Neill sobre dicas para criar notas visuais de citações.

Auto-crítica / Reflexão:

  • Novamente um terceira versão da reportagem gráfica original a partir de um vídeo original.
  • Preciso de praticar, praticar, praticar a escrita manual de vários tipos de fonte, incluindo a regular…
  • Há que melhorar a localização de cada secção (composição na página) e dos respectivos números noutras reportagens gráficas futuras que incluam passos numerados para se torne consistente. Os elementos parecem um pouco “encavalitados”.

A partir de um vídeo do – Verbal to Visual – by Doug Neill

#Sketch50 | Dia 6 – Ícones das minhas Redes Sociais

Rita Care - Sketch50 - Day 6 - Abr2017

Os meus rabiscos de ideias para o Dia 6 do desafio Sketch50: ícones das minhas redes sociais

1ª Reportagem Gráfica ao vivo – Conversas sobre Panfletária e Liberdade

Crónica Desenhada | Conversas sobre Panfletária e Liberdade by Rita Caré
Crónica Desenhada | Conversas sobre Panfletária e Liberdade by Rita Caré

A minha primeira reportagem gráfica ao vivo foi publicada online!

Crónica Desenhada Conversas sobre Panfletária e Liberdade | Publicado em XZibit Art |

No final de março, com a aproximação às celebrações do Dia Português da Liberdade, o 25 de abril, a proposta para Desenhar Conversas sobre “A Liberdade e a Arte Panfletária”  soava tentadora.

A Oficina do Desenho – Associação Cultural (OD), em Cascais, convidou Pedro Afonso e Alexandre Bordalo para falarem e refletirem sobre o tema e sobre o seu trabalho, em convívio com os presentes na sessão. Afonso é artista plástico e ilustrador. Bordalo é fotojornalista. As conversas foram moderadas por Rui Aço, artista plástico e Presidente da OD.

“A Liberdade nem sempre é veiculada pela Arte Panfletária!” avisava-nos o anúncio destas conversas. Tem sido usada como meio de comunicação para a denúncia, através da sátira e da ironia, mas também para manipular os povos através de propaganda política e religiosa.

Conversou-se sobre a liberdade, ou não, de expressão e sobre o papel mais ou menos relevante da Arte Panfletária na sociedade ao longo do tempo, desde o século XVIII, através de pintores, poetas, muralistas, arquitetos e outros artistas. Rui Aço lançou o tema através da abordagem à Fábula do Pássaro Bisnau e ao trabalho de diversos autores Portugueses e de outros países. Entre eles, Almada Negreiros, Delacroix, Siqueiros, Zeca Afonso, Ary dos Santos, Sartre, entre outros.

Os convidados e também o moderador têm grande e prolongada experiência profissional e de vida, o que ficou bem vincado pelas opiniões partilhadas e pelas histórias contadas. Pela noite dentro, cada um dos presentes bebeu chá e desenhou em toalhas de papel de mesa, o que lhe ia na alma, fosse abstrato ou realista, tivesse, ou não, a ver com o tema conversado. A Liberdade para Desenhar não tem limites.

“Conversas Desenhadas” é uma proposta bimensal da Oficina do Desenho – Associação Cultural, em Cascais. Aguardemos, pois, pela proposta com que nos brindará em maio de 2017. Desenho e texto: Rita Caré Publicado originalmente em XZibit Art