Navegar, navegar em Grafite Aguarelável

É tão bom inventar!

Rita Care - Navegar navegar na grafite aguarelavel

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Desenhar à chuva…

Rita Care - Desenhar a chuva - Santarém, 25jun2017 - Foto on location

Há dias que andamos a enrolar, a enrolar… Olho para o trabalho dos outros, converso… Na maior parte desses dias a produtividade é nula. Às vezes acontecem-me desenhos maravilhosos, não tanto pela qualidade, mas pela forma como ressoam em mim.

No último encontro dos Ribatejo Sketchers andei a enrolar todo o dia, mas começou a chover e abriguei-me por baixo de umas árvores frondosas, num banco de jardim muito a jeito da situação. Sentei-me a preguiçar mais um pouco, a apreciar a dedicação da Patrícia e da Mónia, protegidas apenas por um minusculo guarda-chuva vermelho. Olhei para a minha preguicite e perguntei-me do que estava à espera para “caçar” aquela imagem no meu caderno…

Este rabisco foi desenhado no Miradouro de São Bento, no último encontro dos Ribatejo Sketchers, em Santarém. Tornou-se assim inesquecível, cumprindo o principal propósito que tenho para a minha vida rabiscatória: ter significado.

Rita Care - Desenhar a chuva - Santarém, 25jun2017 - Foto

 

Notícias da Varanda… da Costa da Caparica

No contexto dos acontecimentos da semana passada, homenageámos a Maria Celeste de diferentes formas, como pudemos, soubemos, sentimos… No último fim-de-semana passei uma tarde muito especial com a Marilisa e outra tarde muito especial com a Manuela e com o César, sempre com tantos outros sketchers no pensamento (organizou-se uma exposição em Óbidos com desenhos da João do Rio e publicou-se um texto na newsletter dos Urban Sketchers Portugal), todos grandes companheiros de rabiscos da MC.

Estivemos contigo e tu connosco, Maria Celeste, da forma que sabemos que adoras: comemos bem, brindámos, desenhámos “notícias da varanda”, da sala e da varanda com vista para a arriba da Costa da Caparica… e dissemos muitos disparates, coerentes com a tua boa disposição e forma de saboreares a vida!

Noticias da Varanda da Costa da Caparica - Maio 2017 (2) - 1024

Noticias da Varanda da Costa da Caparica - Maio 2017 (1) - 1024.JPG

Texto de homenagem
na newsletter dos Urban Sketchers Portugal:
Maria Celeste: Vens à João do Rio

Almoco de Rabiscos na Costa por Cesar Caldeira 2017
Foto de César Caldeira

 

 

Carimbar, carimbar e soltar a imaginação

Rita Care - Delirios Carimbados - Abril 2017 (3) - 1024

Carimbar, carimbar e soltar a imaginação

Estou numa fase de desenho para imaginar e criar e também para explicar ideias e contar histórias através do desenho.  Criei outro blog – Papiro Gráfico para dar vida a este último objectivo.

No último sábado, depois de passar uma fantástica manhã a desenhar do Seixal para o Barreiro já não me apetecia mais desenhar a partir do real.

Virei-me para dentro com ajuda dos carimbos da Marilisa Mesquita. Se desenhar ao estilo urban sketching é encontrar-nos com a criança dentro de nós, carimbar por ali fora é reviver essa criança que fomos com a vantagem de já sabermos o que queremos dos carimbos e dos desenhos.

Rita Care - Delirios Carimbados - Abril 2017 (2) 1024

Rita Care - Delirios Carimbados - Abril 2017 (1) - 1024

O olhar e o transcendente no Desenho

Escrevo sobre Desenhar e sobre o que senti na última visita ao Aquário Vasco da Gama e ao Rei D. Carlos I. Este foi o desenho que me fez saltar para outra dimensão, rara, que de vez em quando me acontece no ponto de encontro entre a caneta e o papel.

AQUÁRIO VASCO DA GAMA E A BICHARADA DO REI-CIENTISTA-PINTOR by Rita Caré 2017

Fomos celebrar a Vida e transcendi-me ao desenhar seres que já não estão vivos há dezenas ou há mais de uma centena de anos. A caneta parecia ter vontade própria. Fluiu nas minhas páginas triangulares como se se conhecessem desde sempre. Não pude parar durante muito tempo. Desde então tenho pensado naqueles desenhos todos os dias e nos significados para a minha própria vida.

Todas as pessoas têm um olhar diferente perante o que desenham. A representação do que observamos depende, claro, da experiência que cada um tem de desenhar. Mas, quanto mais desenhamos, melhor nos conseguimos exprimir, tanto em relação à mensagem que queremos passar (se é que existe esse objectivo prévio), como em relação às emoções. Todos os desenhos são influenciados por estes dois factores.

Quanto mais nos entregamos ao acto de desenhar – e nos desinibimos em relação ao traço e à pintura – mais gostamos e mais os resultados são coerentes com o que desejamos para o próprio desenho.

Rita Caré

 

Peixes, peixinhos, peixões no Oceanário

Peixes, peixinhos, peixões… ratões,
peixe-lua, raias, manta e tubarões…

As horas dedicadas à “peixeirada sketching” no Oceanário dentro do meu diário gráfico triplicaram no tablet… Ganhei na auto-aprendizagem, no divertimento e na composição que queria. Quase, porque o branco está demasiado vincado para o meu gosto neste primeiro trabalho e aquela barracuda… não havia necessidade e de lhe faltar um bocado… É sempre a aprender!

Percebi ter um fascínio por raias e mantas que desconhecia. Houvesse mais tempo e teria desenhado ainda mais, mas já saímos de lá depois da hora graças à paciência da minha companhia :)

Um dia destes farei qualquer coisa digital com a Floresta Tropical Aquática

w-rita-care-oceanario-lx-jan2017-3

W - Rita Care - Oceanario Lx - Jan2017 (5).png

PS. Estes desenhos foram criados com técnica de desenho-cego. Esta versão está praticamente igual aos desenhos originais. Nunca deixo de me surpreender com o enorme potencial desta técnica para se conseguir uma aproximação às formas dos seres vivos… que não param quietos!!

Florestas Tropicais no Oceanário

No dia 1 de Janeiro de 2017, fui resolver uma promessa feita a mim própria quando entreguei o projecto de Mestrado. A data parecia gira, porque icónica: o primeiro dia do ano, do resto da Vida. Quase não se podia andar… os tanques maiores estavam inacessíveis pela quantidade de pessoas. Perguntávamos se seriamos as únicas Portuguesas por entre a multidão.

O momento com estas características movimentadas ao redor, a complexidade de formas e o movimento dos peixes convidava ao desenho cedo e semi-cego. Muito bom para descontrair. Foi uma espécie de garden sketching zen.

Gosto tanto destes rabiscos serenos que não tenho coragem para os pintar.

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Depois passámos meia hora ou mais a observar as lontras marinhas, seres muito interessantes no seu comportamento.