Carimbar, carimbar e soltar a imaginação

Rita Care - Delirios Carimbados - Abril 2017 (3) - 1024

Carimbar, carimbar e soltar a imaginação

Estou numa fase de desenho para imaginar e criar e também para explicar ideias e contar histórias através do desenho.  Criei outro blog – Papiro Gráfico para dar vida a este último objectivo.

No último sábado, depois de passar uma fantástica manhã a desenhar do Seixal para o Barreiro já não me apetecia mais desenhar a partir do real.

Virei-me para dentro com ajuda dos carimbos da Marilisa Mesquita. Se desenhar ao estilo urban sketching é encontrar-nos com a criança dentro de nós, carimbar por ali fora é reviver essa criança que fomos com a vantagem de já sabermos o que queremos dos carimbos e dos desenhos.

Rita Care - Delirios Carimbados - Abril 2017 (2) 1024

Rita Care - Delirios Carimbados - Abril 2017 (1) - 1024

O olhar e o transcendente no Desenho

Escrevo sobre Desenhar e sobre o que senti na última visita ao Aquário Vasco da Gama e ao Rei D. Carlos I. Este foi o desenho que me fez saltar para outra dimensão, rara, que de vez em quando me acontece no ponto de encontro entre a caneta e o papel.

AQUÁRIO VASCO DA GAMA E A BICHARADA DO REI-CIENTISTA-PINTOR by Rita Caré 2017

Fomos celebrar a Vida e transcendi-me ao desenhar seres que já não estão vivos há dezenas ou há mais de uma centena de anos. A caneta parecia ter vontade própria. Fluiu nas minhas páginas triangulares como se se conhecessem desde sempre. Não pude parar durante muito tempo. Desde então tenho pensado naqueles desenhos todos os dias e nos significados para a minha própria vida.

Todas as pessoas têm um olhar diferente perante o que desenham. A representação do que observamos depende, claro, da experiência que cada um tem de desenhar. Mas, quanto mais desenhamos, melhor nos conseguimos exprimir, tanto em relação à mensagem que queremos passar (se é que existe esse objectivo prévio), como em relação às emoções. Todos os desenhos são influenciados por estes dois factores.

Quanto mais nos entregamos ao acto de desenhar – e nos desinibimos em relação ao traço e à pintura – mais gostamos e mais os resultados são coerentes com o que desejamos para o próprio desenho.

Rita Caré

 

Peixes, peixinhos, peixões no Oceanário

Peixes, peixinhos, peixões… ratões,
peixe-lua, raias, manta e tubarões…

As horas dedicadas à “peixeirada sketching” no Oceanário dentro do meu diário gráfico triplicaram no tablet… Ganhei na auto-aprendizagem, no divertimento e na composição que queria. Quase, porque o branco está demasiado vincado para o meu gosto neste primeiro trabalho e aquela barracuda… não havia necessidade e de lhe faltar um bocado… É sempre a aprender!

Percebi ter um fascínio por raias e mantas que desconhecia. Houvesse mais tempo e teria desenhado ainda mais, mas já saímos de lá depois da hora graças à paciência da minha companhia :)

Um dia destes farei qualquer coisa digital com a Floresta Tropical Aquática

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W - Rita Care - Oceanario Lx - Jan2017 (5).png

PS. Estes desenhos foram criados com técnica de desenho-cego. Esta versão está praticamente igual aos desenhos originais. Nunca deixo de me surpreender com o enorme potencial desta técnica para se conseguir uma aproximação às formas dos seres vivos… que não param quietos!!

Florestas Tropicais no Oceanário

No dia 1 de Janeiro de 2017, fui resolver uma promessa feita a mim própria quando entreguei o projecto de Mestrado. A data parecia gira, porque icónica: o primeiro dia do ano, do resto da Vida. Quase não se podia andar… os tanques maiores estavam inacessíveis pela quantidade de pessoas. Perguntávamos se seriamos as únicas Portuguesas por entre a multidão.

O momento com estas características movimentadas ao redor, a complexidade de formas e o movimento dos peixes convidava ao desenho cedo e semi-cego. Muito bom para descontrair. Foi uma espécie de garden sketching zen.

Gosto tanto destes rabiscos serenos que não tenho coragem para os pintar.

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Depois passámos meia hora ou mais a observar as lontras marinhas, seres muito interessantes no seu comportamento.

Pedacinhos da Déjà Lu

Estou mesmo lançada em experiências digitais a
partir dos cadernos de urban sketching
para composições com significados.

rita-care-pedacinhos-da-deja-lu-2016-17

rita-care-pedacinhos-da-deja-lu-2016-17-pb-net

Fiz esta composição em desenho digital a partir de fotografias de outros desenhos da livraria Déjà Lu. No final, fui juntando bocadinhos de uma dupla página e de outra e deu nisto. Diverti-me muito. Isto demorou imenso tempo. Não parece, não é? Porque são “só” uns risquinhos… ;-)

Para perceberem de onde vêm todos estes bocadinhos têm que visitar a livraria solidária Déjà Lu, na Fortaleza da Cidadela de Cascais de Terça a Domingo. Para saberem mais visitem o FB

Rabiscos “cegos” na Marina de Oeiras ao sol

Este sol de Inverno… A Luz é tão bonita à beira rio-mar em Oeiras. A companhia muito divertida e combativa;-)
Mas lá os convenci! Que divertido que foi! Que é!!

Para ver melhor é clicar nas imagens, por favor.