Desenhar Barro(s) na Quinta da Fidalga, Seixal

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Capelinha da Quinta da Fidalga | Foto de Manuela Rolão

 

Há momentos de viragem na vida de uma pessoa… O dia 8 de Setembro de 2018 foi um deles. O calor levou as dores… quase. Foi um dos dias mais descontraídos que tive em mais de um ano.

Foi incrivelmente doce!

Não é só o Seixal, que adoro, nem só a bela Quinta da Fidalga. São as pessoas para as quais o desenho nos leva. As pessoas são o principal. Há-as muito especiais, como é o caso da Manuela Rolão.

O tema “Barro” não me interessava, o que me interessava era voltar a sentir-me Viva a desenhar.

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Escultura de Bela Mestre | Foto de Manuela Rolão

Aquela manhã foi tão magnífica, tão leve, senti-me tão Viva que adormeci na minha cadeira de praia no final da sessão. Foi um adormecer embalado pelo sol e pelo calor humano. Um dia muito raro nos últimos 2 anos.

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Painéis de Azulejos da Quinta da Fidalga | Foto de Manuela Rolão

 

 

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#virtualjumpsketch ao Cabo Canaveral com naves espaciais

Em Julho de 2018, o desafio do Salto Virtual | #virtualjumpsketch foi um salto ao Cabo Canaveral, nos Estados Unidos da América, do qual voam naves espaciais voam na direcçaõ do céu. Inspirada pela existência da NASA e do Centro Espacial Kennedy criei este rabisco com carimbos.

#virtualjumpsketch , Cabo Canaveral, EUA, Flórida, Nasa, Espaço, Naves Espaciais, Kennedy Space Center, Rita Caré
#virtualjumpsketch ao Cabo Canaveral com naves por Rita
#virtualjumpsketch , Cabo Canaveral, EUA, Flórida, Nasa, Tomé, Espaço, Naves Espaciais
#virtualjumpsketch ao Cabo Canaveral por Alice

 

Para saberem detalhes sobre o “Salto Virtual” visitem a página do projecto ALI. Se quiserem, podem participar nos desafios anteriores!

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#virtualjumpsketch

 

Uma semana na praia sem fazer NADA… e a engordar com bolas de berlim

 

A minha semana numa praia do Algarve descreve-se assim.

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Foi qualquer coisa parecida com esta imagem quase todos os dias. Fiquei a olhar para a multidão vestida com os seus coloridos fatos de banho, toalhas e chapéus-de-sol, ou a dormir na areia quente, ao som típico que conhecemos de uma praia Algarvia semi-cheia. Há mais de vinte anos que não experimentava nada no género, mas fiquei com a sensação de que para o ano estou lá outra vez, se puder, com o objectivo de não fazer rigorosamente NADA, para além do básico para sobreviver no dia-a-dia.

Felizmente tive a companhia da Alice, 4 anos e no Instagram @os4reismagos, que desenho nas minhas aguadas enriquecendo-as com obras abstractas maravilhosas (tenho inveja de tal representação de peixes…), usou as minhas aguarelas semi-profissionais e as encheram de grãos de areia, o que na verdade não quero nada saber, porque adoro que ela use os mesmos materiais que eu. Também brincámos com rabiscos sobre manchas de aguarela impressas e fizemos colagens (não apresentadas aqui) e sorrimos :)

 

Não digam a ninguém que abusei a sério nas Bolas de Berlim, que as há normais, com ou sem creme, com nutela, com chocolate e produzidas com farinha de alfarroba em vez da farinha tradicional de trigo. Entretanto, também ouvi falar de produção com algas azuis…

 

 

 

Rabiscos Felizes com os Qual Alcatraz

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Nos rabiscos e parvoíces maravilhosas na Fábrica da Pólvora de Barcarena com os Qual Alcatraz.

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#virtualjumpsketch à Ilha de Páscoa

Em Abril de 2018, o desafio do Salto Virtual | #virtualjumpsketch foi um salto à Ilha de Páscoa, na Polinésia, no meio do Oceano Pacífico.

Inspirada e deslumbrada pelas imagens do local com mais de 900 esculturas enormes, extraordinariamente colocadas por seres humanos ancestrais, criei este desenho carimbado.

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#virtualjumpsketch à Ilha de Páscoa

Para saberem detalhes sobre o “Salto Virtual” visitem a página do projecto ALI. Se quiserem, podem participar nos desafios anteriores!

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#virtualjumpsketch

P.S. Quem nos dera que existisse teletransporte…

Papiro papirus, porque… | Facebook sempre a inventar…

Agora há uma caixinha lateral nas páginas do Facebook, nova, claro! Somos convidados a  preenchê-la… Diz que fica tudo muito mais eficiente, mas o que uma pessoa sente é que o sistema vai de mal a pior…

Mas pensamentos +++ e o lado bom da coisa é que estimulou o exercício de reflexão pela escrita de outra maneira (há sempre muitas) sobre o que é isto do Papiro papirus e do que é que tenho andado para aqui a fazer…

PapiroFacebook

Papiro papirus, porque…
  • Anseio por me tornar melhor contadora de histórias e de ideias com palavras e imagens.
  • Sou comunicadora de cultura e ciência e passo o dia a criar e a gerir a divulgação de conteúdos sobre estes temas.
  • Sou ilustradora sempre que posso ao nivel profissional para complementar a informação que divulgo.
  • Desenho muito, porque o meu corpo e a minha mente precisam. Aprendi a fazê-lo com algumas das pessoas mais marcantes da minha vida. Adoro Ensinar a desenhar sempre que consigo um tempo extra e aparece quem queira vir aprender.

Um mês, um mês muito difícil, UM RECOMEÇO

Rita Care - 1 Mes - Dez2017-Jan2018 (1)

Desde o Verão de 2017, a vida tem sido muito difícil, porque o corpo estava gravemente doente desde há muito mais tempo. Contudo, em Junho de 2017 tornou-se insuportável. A recuperação contínua e não sei se alguma vez mais saberei o que é viver sem Dores. Mas desde há muitos anos, por causa das enxaquecas devido a crises terríveis de sinusite e rinite não deixo que o meu corpo comande o que quero muito fazer. Pelo menos tento. Não é uma vontade racional. É a minha mente que manda mais do que eu. Sei lá, se calhar é o instinto de sobrevivência. Às vezes tenho de racionalmente obrigar-me a ficar parada do corpo e também da cabeça, somente a olhar para uma parede branca, para o mar, para um relvado, para as flores…

Este caderno foi produzido pela Marilisa Mesquita, com grande carinho e  propositadamente para a “viagem” que ambas sabíamos que eu ia ter que fazer. É A6 e não é um “Caderno” clássico, mas em harmónia, concebido para ser leve, mas para pintar aguarela se me apetecesse. Ela produziu 4 destes cadernos muito compridos.

Clicar para ver as imagens em sistema de carrossel
e na setas para avançar ou para voltar atrás

 

Estes desenhos foram feitos no espaço de um mês, de Dezembro de 2017 a Janeiro de 2018. Do primeiro desenho ao segundo há um intervalo de três semanas… Tem de tudo, desde urban sketching (desenho de observação no local), sketchnoting (rabiscos de ideias) a desenho por fotografia e a desenho de memória, a aguarela, lápis de cor e guache. O primeiro desenho foi feito no quarto do hospital, antes da cirurgia, e os restantes foram feitos em Vila Franca de Xira, em casa da família ou na rua.

Este é um caderno muito importante, porque marca um tempo de RENOVAÇãO. A vida jamais será a mesma. Terá que ser LENTA e LEVE. Mas esta viagem tem sido feita sempre acompanhada por Família e Amigos muito queridos que, ao longo dos dias e através das incríveis tecnologias para smartphone não me deixaram esmurecer,  trazendo-me para cima nos dias mais dolorosos.  Essas pessoas sabem quem são :)

Estou a reeinventar-me e isso é mesmo muito bom. Sentia há muito que tinha que mudar e não sabia por onde ir. A vida aponta-me caminhos aqui e ali e vou estando atenta e tomando as minhas decisões consoante as oportunidades que surgem. Estou viva e caminho. Agora parece mesmo um milagre criado pela alta tecnologia e conhecimento médico. Há 5 ou 10 anos atrás talvez estivesse numa cadeira de rodas. É brutal, não é? É, mas eu estou mesmo viva e aqui a andar pela rua e a emagrecer muito para melhorar lentamente o meu Viver. É a terceira vez que a Medicina me salva a vida em 41 anos. Obrigada Deus por inventares as mãos, o desenho, a escrita, o cérebro humano e a Medicina e a Tecnologia do séc. XXI.

Durante aquele mês, deitada na cama a olhar para o tecto imaginei o projecto Salto Virtual (#VirtualJumpSketch). Demorei quase três meses a pô-lo em prática, mas pûs e estou muito orgulhosa de todos os que nele têm participado. É incrível o grande Salto que deram na sua forma de desenhar!

Este post é publicado, por acaso, noutro dia (5 de Abril de 2018) muito marcante e espero que seja o primeiro dia de uma viagem extraordinária que, se correr bem, será partilhada nos próximos tempos.

Pensamentos +++

A Miúda dos Abraços regressou Reformulada para Abraçar a Vida a Sorrir

Rita Caré, 41 anos

 

 

 

 

 

Azulejos Holandeses

Num fim-de-semana muito, mas mesmo muito frio, visitei o Museu da Cerâmica nas Caldas da Rainha. De todas as peças da colecção exposta do que mais gostei foi da azulejaria Holandesa do século XVI. Não tive lá mais tempo, porque não se aguenta muito tempo a humidade gélida… É local a voltar.

Inspirado nos Azulejos Holandeses do Museu da Cerâmica, Caldas da Rainha
Inspirado nos Azulejos Holandeses do Museu da Cerâmica, Caldas da Rainha

A forma como foram representados os edificios nos azulejos são uma delícia para inspirações rabiscatórias. Quando fiz estes desenhos com a minha nova caneta de aparo hiper-fina percebi que sinto alguma falta de, de quando em vez, me atirar para dentro do desenho minúsculo, mas com algum detalhe.

 

3 Dez | Workshop – Carimbos e Rabiscos, Lisboa

 

Cartaz1 - WS-3dez2017-CarimbosRabiscos-MarilisaMesquita-RitaCare,Lisboa - red
Desenho com carimbos por Marilisa Mesquita

 

Workshop
Carimbos e Rabiscos

 

FORMADORAS

Marilisa Mesquita http://marilisamesquita.blogspot.pt
Rita Caré
https://papiropapirus.wordpress.com

ONDE e QUANDO?
Lisboa (Próximo do Campo Pequeno – Entre a Culturgest e o Instituto Superior Técnico)
3 Dezembro 2017 (Domingo) – 10h30-13h30 e 15h00-18h30 (Almoço-livre).

Nota:  Os trabalhos funcionarão em sala. Caso o clima o permita faremos uma breve visita a pé ao Bairro do Arco do Cego.

OBJECTIVOS
– Construir carimbos e utilizá-los através de exercícios criativos, tendo como ponto de partida elementos urbanos do Bairro do Arco do Cego.
– Introdução à construção de carimbos e aos materiais necessários.
– Introdução a técnicas de desenho com linha, a técnicas de cor com marcadores e composição.
– Produção de desenhos criados com a utilização destes materiais.

PÚBLICO-ALVO:
Adultos e jovens maiores de 12 anos

Nº Mínimo de Participantes: 4
Nº Máximo de Participantes: 8

NOTA – O Workshop adequa-se a iniciados e também a pessoas que já tenham alguma experiência na produção e utilização de carimbos e em desenho.

MATERIAIS OBRIGATÓRIOS
(pedir informações e recomendações às formadoras, por favor)
– Tesoura de pontas bem afiadas
– X-acto
– Pelo menos um marcador de cor cinzenta.
– Conjunto de marcadores de várias cores (mínimo de 6 cores – situação ideal marcadores de pincel de gama académica).
– A sua caneta/esferográfica preferida (BiC soft, Muji, Rotring, Uni-ball, etc…), de preferência impermeável á água.

OFERTA
EVA (Espuma Vinílica Acetinada)
Papel adequado aos exercícios propostos

EMPRESTAMOS
– Lápis HB ou nº 2
– Borrachas

 

CONTACTOS PARA INSCRIÇÕES DIRECTAMENTE COM A FORMADORA RITA CARÉ
Informações detalhadas sobre os materiais necessários, preços, modo de inscrição e outras são fornecidas exclusivamente por e-mail.

Rita Caré
Projecto Papiro papirus – Rabiscos e Aguarelas
rita.s.care@gmail.com | +351 913 159 291
https://papiropapirus.wordpress.com

 

 

O olhar e o transcendente no Desenho

Escrevo sobre Desenhar e sobre o que senti na última visita ao Aquário Vasco da Gama e ao Rei D. Carlos I. Este foi o desenho que me fez saltar para outra dimensão, rara, que de vez em quando me acontece no ponto de encontro entre a caneta e o papel.

AQUÁRIO VASCO DA GAMA E A BICHARADA DO REI-CIENTISTA-PINTOR by Rita Caré 2017

Fomos celebrar a Vida e transcendi-me ao desenhar seres que já não estão vivos há dezenas ou há mais de uma centena de anos. A caneta parecia ter vontade própria. Fluiu nas minhas páginas triangulares como se se conhecessem desde sempre. Não pude parar durante muito tempo. Desde então tenho pensado naqueles desenhos todos os dias e nos significados para a minha própria vida.

Todas as pessoas têm um olhar diferente perante o que desenham. A representação do que observamos depende, claro, da experiência que cada um tem de desenhar. Mas, quanto mais desenhamos, melhor nos conseguimos exprimir, tanto em relação à mensagem que queremos passar (se é que existe esse objectivo prévio), como em relação às emoções. Todos os desenhos são influenciados por estes dois factores.

Quanto mais nos entregamos ao acto de desenhar – e nos desinibimos em relação ao traço e à pintura – mais gostamos e mais os resultados são coerentes com o que desejamos para o próprio desenho.

Rita Caré