Papiro papirus, porque… | Facebook sempre a inventar…

Agora há uma caixinha lateral nas páginas do Facebook, nova, claro! Somos convidados a  preenchê-la… Diz que fica tudo muito mais eficiente, mas o que uma pessoa sente é que o sistema vai de mal a pior…

Mas pensamentos +++ e o lado bom da coisa é que estimulou o exercício de reflexão pela escrita de outra maneira (há sempre muitas) sobre o que é isto do Papiro papirus e do que é que tenho andado para aqui a fazer…

PapiroFacebook

Papiro papirus, porque…
  • Anseio por me tornar melhor contadora de histórias e de ideias com palavras e imagens.
  • Sou comunicadora de cultura e ciência e passo o dia a criar e a gerir a divulgação de conteúdos sobre estes temas.
  • Sou ilustradora sempre que posso ao nivel profissional para complementar a informação que divulgo.
  • Desenho muito, porque o meu corpo e a minha mente precisam. Aprendi a fazê-lo com algumas das pessoas mais marcantes da minha vida. Adoro Ensinar a desenhar sempre que consigo um tempo extra e aparece quem queira vir aprender.
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Um mês, um mês muito difícil, UM RECOMEÇO

Rita Care - 1 Mes - Dez2017-Jan2018 (1)

Desde o Verão de 2017, a vida tem sido muito difícil, porque o corpo estava gravemente doente desde há muito mais tempo. Contudo, em Junho de 2017 tornou-se insuportável. A recuperação contínua e não sei se alguma vez mais saberei o que é viver sem Dores. Mas desde há muitos anos, por causa das enxaquecas devido a crises terríveis de sinusite e rinite não deixo que o meu corpo comande o que quero muito fazer. Pelo menos tento. Não é uma vontade racional. É a minha mente que manda mais do que eu. Sei lá, se calhar é o instinto de sobrevivência. Às vezes tenho de racionalmente obrigar-me a ficar parada do corpo e também da cabeça, somente a olhar para uma parede branca, para o mar, para um relvado, para as flores…

Este caderno foi produzido pela Marilisa Mesquita, com grande carinho e  propositadamente para a “viagem” que ambas sabíamos que eu ia ter que fazer. É A6 e não é um “Caderno” clássico, mas em harmónia, concebido para ser leve, mas para pintar aguarela se me apetecesse. Ela produziu 4 destes cadernos muito compridos.

Clicar para ver as imagens em sistema de carrossel
e na setas para avançar ou para voltar atrás

 

Estes desenhos foram feitos no espaço de um mês, de Dezembro de 2017 a Janeiro de 2018. Do primeiro desenho ao segundo há um intervalo de três semanas… Tem de tudo, desde urban sketching (desenho de observação no local), sketchnoting (rabiscos de ideias) a desenho por fotografia e a desenho de memória, a aguarela, lápis de cor e guache. O primeiro desenho foi feito no quarto do hospital, antes da cirurgia, e os restantes foram feitos em Vila Franca de Xira, em casa da família ou na rua.

Este é um caderno muito importante, porque marca um tempo de RENOVAÇãO. A vida jamais será a mesma. Terá que ser LENTA e LEVE. Mas esta viagem tem sido feita sempre acompanhada por Família e Amigos muito queridos que, ao longo dos dias e através das incríveis tecnologias para smartphone não me deixaram esmurecer,  trazendo-me para cima nos dias mais dolorosos.  Essas pessoas sabem quem são :)

Estou a reeinventar-me e isso é mesmo muito bom. Sentia há muito que tinha que mudar e não sabia por onde ir. A vida aponta-me caminhos aqui e ali e vou estando atenta e tomando as minhas decisões consoante as oportunidades que surgem. Estou viva e caminho. Agora parece mesmo um milagre criado pela alta tecnologia e conhecimento médico. Há 5 ou 10 anos atrás talvez estivesse numa cadeira de rodas. É brutal, não é? É, mas eu estou mesmo viva e aqui a andar pela rua e a emagrecer muito para melhorar lentamente o meu Viver. É a terceira vez que a Medicina me salva a vida em 41 anos. Obrigada Deus por inventares as mãos, o desenho, a escrita, o cérebro humano e a Medicina e a Tecnologia do séc. XXI.

Durante aquele mês, deitada na cama a olhar para o tecto imaginei o projecto Salto Virtual (#VirtualJumpSketch). Demorei quase três meses a pô-lo em prática, mas pûs e estou muito orgulhosa de todos os que nele têm participado. É incrível o grande Salto que deram na sua forma de desenhar!

Este post é publicado, por acaso, noutro dia (5 de Abril de 2018) muito marcante e espero que seja o primeiro dia de uma viagem extraordinária que, se correr bem, será partilhada nos próximos tempos.

Pensamentos +++

A Miúda dos Abraços regressou Reformulada para Abraçar a Vida a Sorrir

Rita Caré, 41 anos

 

 

 

 

 

Azulejos Holandeses

Num fim-de-semana muito, mas mesmo muito frio, visitei o Museu da Cerâmica nas Caldas da Rainha. De todas as peças da colecção exposta do que mais gostei foi da azulejaria Holandesa do século XVI. Não tive lá mais tempo, porque não se aguenta muito tempo a humidade gélida… É local a voltar.

Inspirado nos Azulejos Holandeses do Museu da Cerâmica, Caldas da Rainha
Inspirado nos Azulejos Holandeses do Museu da Cerâmica, Caldas da Rainha

A forma como foram representados os edificios nos azulejos são uma delícia para inspirações rabiscatórias. Quando fiz estes desenhos com a minha nova caneta de aparo hiper-fina percebi que sinto alguma falta de, de quando em vez, me atirar para dentro do desenho minúsculo, mas com algum detalhe.

 

3 Dez | Workshop – Carimbos e Rabiscos, Lisboa

 

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Desenho com carimbos por Marilisa Mesquita

 

Workshop
Carimbos e Rabiscos

 

FORMADORAS

Marilisa Mesquita http://marilisamesquita.blogspot.pt
Rita Caré
https://papiropapirus.wordpress.com

ONDE e QUANDO?
Lisboa (Próximo do Campo Pequeno – Entre a Culturgest e o Instituto Superior Técnico)
3 Dezembro 2017 (Domingo) – 10h30-13h30 e 15h00-18h30 (Almoço-livre).

Nota:  Os trabalhos funcionarão em sala. Caso o clima o permita faremos uma breve visita a pé ao Bairro do Arco do Cego.

OBJECTIVOS
– Construir carimbos e utilizá-los através de exercícios criativos, tendo como ponto de partida elementos urbanos do Bairro do Arco do Cego.
– Introdução à construção de carimbos e aos materiais necessários.
– Introdução a técnicas de desenho com linha, a técnicas de cor com marcadores e composição.
– Produção de desenhos criados com a utilização destes materiais.

PÚBLICO-ALVO:
Adultos e jovens maiores de 12 anos

Nº Mínimo de Participantes: 4
Nº Máximo de Participantes: 8

NOTA – O Workshop adequa-se a iniciados e também a pessoas que já tenham alguma experiência na produção e utilização de carimbos e em desenho.

MATERIAIS OBRIGATÓRIOS
(pedir informações e recomendações às formadoras, por favor)
– Tesoura de pontas bem afiadas
– X-acto
– Pelo menos um marcador de cor cinzenta.
– Conjunto de marcadores de várias cores (mínimo de 6 cores – situação ideal marcadores de pincel de gama académica).
– A sua caneta/esferográfica preferida (BiC soft, Muji, Rotring, Uni-ball, etc…), de preferência impermeável á água.

OFERTA
EVA (Espuma Vinílica Acetinada)
Papel adequado aos exercícios propostos

EMPRESTAMOS
– Lápis HB ou nº 2
– Borrachas

 

CONTACTOS PARA INSCRIÇÕES DIRECTAMENTE COM A FORMADORA RITA CARÉ
Informações detalhadas sobre os materiais necessários, preços, modo de inscrição e outras são fornecidas exclusivamente por e-mail.

Rita Caré
Projecto Papiro papirus – Rabiscos e Aguarelas
rita.s.care@gmail.com | +351 913 159 291
https://papiropapirus.wordpress.com

 

 

O olhar e o transcendente no Desenho

Escrevo sobre Desenhar e sobre o que senti na última visita ao Aquário Vasco da Gama e ao Rei D. Carlos I. Este foi o desenho que me fez saltar para outra dimensão, rara, que de vez em quando me acontece no ponto de encontro entre a caneta e o papel.

AQUÁRIO VASCO DA GAMA E A BICHARADA DO REI-CIENTISTA-PINTOR by Rita Caré 2017

Fomos celebrar a Vida e transcendi-me ao desenhar seres que já não estão vivos há dezenas ou há mais de uma centena de anos. A caneta parecia ter vontade própria. Fluiu nas minhas páginas triangulares como se se conhecessem desde sempre. Não pude parar durante muito tempo. Desde então tenho pensado naqueles desenhos todos os dias e nos significados para a minha própria vida.

Todas as pessoas têm um olhar diferente perante o que desenham. A representação do que observamos depende, claro, da experiência que cada um tem de desenhar. Mas, quanto mais desenhamos, melhor nos conseguimos exprimir, tanto em relação à mensagem que queremos passar (se é que existe esse objectivo prévio), como em relação às emoções. Todos os desenhos são influenciados por estes dois factores.

Quanto mais nos entregamos ao acto de desenhar – e nos desinibimos em relação ao traço e à pintura – mais gostamos e mais os resultados são coerentes com o que desejamos para o próprio desenho.

Rita Caré

 

Workshop Urban Sketching em Évora

ws-urbansketching-rita-care-papiro-papirus

WORKSHOP DE URBAN SKETCHING,
DESENHO E AGUARELA
14 Janeiro de 2017, Évora

RESULTADOS PUBLICADOS ALI!

OBJECTIVOS
– Fornecer ferramentas para que os participantes tenham bases para a prática de desenho urbano de observação à vista (Urban Sketching) em diários gráficos, através de técnicas de desenho com linha e de técnicas de aguarela com pincel de reservatório.
– Motivar os participantes para actividades de Urban Sketching em grupo ou individualmente.

PROGRAMA DA MANHÃ – 10-13h
– Introdução ao Urban Sketching e à sua importância para a vida do dia-a-dia dos Urban Sketchers (exemplos de trabalhos próprios e de outros autores).
– Breve introdução à teoria da cor e experiências com aguarela em folhas soltas (oferta as folhas)
– Introdução a técnicas de desenho de observação à vista com linha
– Introdução a técnicas de aguarela com pincel de reservatório
– Ao longo da sessão serão propostos vários desafios/exercícios a serem partilhados e debatidos entre a formadora e os participantes de forma construtiva.

ALMOÇO LIVRE

PROGRAMA DA TARDE – 14h30-18h30
– Exercícios de Urban Sketching propostos para explorar proporções, composição e mancha de aguarela de forma criativa.
– Os trabalhos serão partilhados e debatidos entre a formadora e os participantes de forma construtiva.

MATERIAIS OBRIGATÓRIOS
– Caderno A6 ou A5 com papel (pouco rugoso) de 160g/m2 ou mais
– Caneta preta impermeável à água. Por exemplo, canetas técnicas (0,3 ou 0,5) da Sakura, Uni Ball, Pentel ou outra marca, caneta (0,5) Roller Uni Ball Eye Micro (à venda nos grandes supermercados e papelarias) ou esferográfica BiC da gama Soft  (à venda nos supermercados e papelarias).
– Caixa portátil com pastilhas de aguarela (evitar aguarelas de gama infantil/escolar que têm pastilha redonda grande)
– Pincel de Reservatório de dimensão média

MATERIAIS RECOMENDADOS:
– Banco tripé / portátil
– Luvas “sem dedos” se estiver frio

VALOR
Sob consulta

FORMADORA
Rita Caré
Projecto Papiro papirus – Rabiscos e Aguarelas
https://papiropapirus.wordpress.com
+351 913 159 291 | rita.s.care@gmail.com

Azenhas do Mar

Cheguei ao pôr-do-sol.
Explorei a vila para a frente e para trás.
Sentei-me numa pedra com vista para a antiga azenha.
Jantei duas bolas de gelado na esplanada mesmo em frente
e percebi que toda a gente nas redondezas sabia
que tinha estado a desenhar…

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13 Dez | Workshop – Fashion Sketching: Reportagem Desenhada com Moda, Lisboa

Workshop
Fashion Sketching
– Reportagem Desenhada –
[Roupa e outros objectos da Moda]

QUANDO e ONDE?
13 Dezembro – 14h30-18h (Domingo)
Rua Augusta e/ou MUDE, Lisboa (depende do clima)

TEMAS?
Design, Moda, Roupa, Sapatos, Malas, Chapéus, Mobiliário Urbano, Mobiliário do Lar, etc.

PROGRAMA?
– Introdução ao uso dos diários gráficos no dia-a-dia e seus benefícios
– Técnicas de reportagem em diário gráfico
– Prática de desenho de observação com linha e contorno
– Prática de pintura aguarela, lápis-de-cor (aguareláveis ou não), marcadores (canetas-de-feltro) ou lápis-de-cera (aguareláveis ou não) – a escolha dos materiais é do participante.
– Exercícios/Desafios Desenhados

MATERIAIS NECESSÁRIOS?
– Os participantes devem levar caderno A5 ou A6 de capa rígida sem argolas
–  Kit portátil de Aguarela (cx de pastilhas e pincel de reservatório), lápis-de-cor (aguareláveis ou não), marcadores (canetas-de-feltro) ou lápis-de-cera (aguareláveis ou não) – a escolha dos materiais é do participante, caneta preta fina, lápis de grafite nº2 ou HB
– Não é necessário banco ou cadeira portátil (de praia/campismo),
– Dependendo do clima recomenda-se chapéu ou chapéu de chuva, água e lanche.

DURAÇÃO?
3h30 de formação

PARA QUEM?
– Para todos os que estão convencidos que nunca saberão desenhar e pintar.
– Para todos os que estão já convencidos que conseguem desenhar e pintar, mas que querem aprender mais
– Para maiores de 11 anos

INSCRIÇÃO OBRIGATÓRIA / PAGAMENTO
Valor: Sob consulta

Nota – Esta actividade terá o máximo de 8 participantes

CONTACTOS
Rita Caré . 913 159 291 . rita.s.care@gmail.com
https://papiropapirus.wordpress.com

Opinião: Parem de fotografar e desenhem em Museus ? Talvez não seja bem isso…

Partilho aqui um post deveras interessante  “Museu Holandês pede a visitantes: parem de fotografar e desenhos os quadros” e faço um comentário talvez provocador em baixo.

MuseuHolandesPedeParaVisitantesDesenharem

Não, este texto não é para provocar os fotógrafos. Todos os que já foram aos encontros dos Foto&Sketchers 2´´ sabem que adoro dedicar-me à fotografia, já tendo participado em encontros apenas de smartphone e máquina fotográfica na mão. Já o disse várias vezes, acho muito importante haver fotógrafos “só fotógrafos” a participarem nos encontros deste grupo, pois é muito enriquecedor e é uma forma indirecta de chamarmos mais fotógrafos a virem divertir-se connosco.

Se as pessoas tirarem fotografias com o mesmo entusiasmo, carinho e dedicação com que os sketchers fazem os seus desenhos: observando as peças e o seu contexto na exposição e na história, reflectindo, pensando nos enquadramentos, nas cores, etc., fazendo uma selecção cuidada – sobretudo do que não querem incluir nas suas fotos – o efeito produzido em cada um dos Fotógrafos e/ou Sketchers é semelhante: usufruirmos dos espaços que visitamos – ou apenas de meia dúzia de peças a que nos dedicamos cuidadosamente -, trazermos connosco mais  histórias para contar sobre as peças, os locais e as actividades em que nos envolvemos e mais de aprendizagem através da auto-crítica positiva que devemos fazer dos nossos próprios trabalhos e dos nossos companheiros Fotógrafos e/ou Sketchers.

Deixo aqui a citação (ver topo do blog dos Foto&Sketchers 2´´) do fundador dos Urban Sketchers internacional, Gabriel Campanario, que nos inspirou a criarmos este grupo para promovermos a Fotografia e o Sketching (Rabiscos de observação no local) e a integração dos participantes, sobretudo para cumprirmos os nossos principais objectivos: usufruir da cultura material e imaterial dos lugares que visitamos, conviver e divertir-nos o mais possível.

“At the end, no winner was declared in the face-off between pens and lenses. And that’s a good thing. Whether with a pen or a camera, the act of recording things visually forces us to pay attention to our surroundings. It helps us see things with new eyes when we take the time to look. And that’s all that matters.”
Por Gabriel Campanario, fundador dos Urban Sketchers

Por Rita Caré, 2015 – publicado no blog dos Foto&Sketchers 2´´