Mónia Abreu no Museu Arqueológico do Carmo

Quando não se consegue criar linhas que se assemelhem às pessoas que querem trazer nos nossos cadernos podemos tentar solucionar com uns desenho cegos e / ou de movimento.

Rita Care - WS MAC Monia Abreu 2017 - red (3)

 

Rita Care - WS MAC Monia Abreu 2017 - red (2)

 

Fiz de conta que segui a proposta que a Mónia fez durante a sua sessão no Museu Arqueológico do Carmo, ou seja, meti a espada que lá está numa das paredes dentro de parte da espada. É uma suposta réplica da que pertencia ao Santo Contestável.

 

Rita Care - WS MAC Monia Abreu 2017 - red (1)

Desenhar à chuva…

Rita Care - Desenhar a chuva - Santarém, 25jun2017 - Foto on location

Há dias que andamos a enrolar, a enrolar… Olho para o trabalho dos outros, converso… Na maior parte desses dias a produtividade é nula. Às vezes acontecem-me desenhos maravilhosos, não tanto pela qualidade, mas pela forma como ressoam em mim.

No último encontro dos Ribatejo Sketchers andei a enrolar todo o dia, mas começou a chover e abriguei-me por baixo de umas árvores frondosas, num banco de jardim muito a jeito da situação. Sentei-me a preguiçar mais um pouco, a apreciar a dedicação da Patrícia e da Mónia, protegidas apenas por um minusculo guarda-chuva vermelho. Olhei para a minha preguicite e perguntei-me do que estava à espera para “caçar” aquela imagem no meu caderno…

Este rabisco foi desenhado no Miradouro de São Bento, no último encontro dos Ribatejo Sketchers, em Santarém. Tornou-se assim inesquecível, cumprindo o principal propósito que tenho para a minha vida rabiscatória: ter significado.

Rita Care - Desenhar a chuva - Santarém, 25jun2017 - Foto

 

Rabisco da Celeste Vaz Ferreira na NM

Fui hoje surpreendida por um “retrato” que fiz da Celeste Vaz Ferreira na revista Notícias Magazine, incluído no artigo “Urban Sketchers: mostrar o mundo, um desenho de cada vez

A Celeste pediu-me o rabisquinho que fiz numa manhã em que não me apetecia nada desenhar… muito menos cenas complicadinhas. Apetecia-me era criar aguarelas abstractas. Estava mesmo de cabelos em pé. Há lá melhor altura para fazer uns desenhos cegos…

Apanhei-a a jeito e cá está. Pediu-mo e eu fiquei estupefacta a olhar para ela.

– Está bem, mas não gosto assim muito…

Disse-me que depois me dizia para que queria o desenho…

A noticia chegou hoje. Ainda bem que ela gosta, porque eu nem por isso. Isto dos rabiscos é assim: uns gostam muito, outros “assim assim” e outros não gostam nada.

 

Celeste Vaz Ferreira na Noticias Magazine por Rita Care 2017
Desenho da Celeste Vaz Ferreira publicado na Notícias Magazine em “Urban Sketchers: mostrar o mundo, um desenho de cada vez”

 

P.S. Quem lhe chamou retrato foi a revista não fui eu… Diria que um retrato é algo assim como este desenho aqui da Tia Raquel.

O Caos… visual do Largo do Rato

Rita Care - Caos - CAAZVS - 6mar2017 (1.2)
Café 1800, Largo do Rato, Lisboa

O Caos… do Largo do Rato foi a proposta do Nuno Saraiva no workshop dos Urban Sketchers Portugal e da Casa Atelier Arpad Scenes e Vieira da Silva.

Para além de ter contado a sua primeira incursão pela reportagem em diários gráficos e uma viagem a Luanda, disse coisas tão importantes parecidas com estas (o que não for bem assim que disse foi o que eu quis ouvir…):

– Desenhar de tudo nos diários gráficos – o que se vê e o que não se vê e mais o que nos vier à cabeça.

– Não partilhar tudo, guardar segredos e tesourinhos somente para nós.

– Não desenharmos apenas. Preenchermos cadernos inteiros de carimbos, por exemplo.

– Não se ser compulsivo no desenho. Parar, observar e sentir o que nos rodeia (esta segunda parte é minha…)

Rita Care - WS - USkP - Nuno Saraiva (1)
1ª versão sem cor do desenho anterior
Rita Care - WS - USkP - Nuno Saraiva (2)
Almoço com o Nuno Saraiva e alguns Urban Sketchers

Não inclui balões de fala neste desenho, porque estava muito mais interessada em ouvir as conversas à mesa…