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5 Nov | Workshop – Introdução à Aguarela

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Workshop – Amadeo com Aguarela
Iniciação à Aguarela e ao Abstracto

 

ONDE e QUANDO?
Lisboa (Próximo do Campo Pequeno – Entre a Culturgest e o ISA)
5 Novembro 2017 (Domingo) – 10h30-13h30 e 15h00-18h30 (Almoço-livre)

OBJECTIVOS
– Explorar algumas técnicas de aguarela, o abstracto e a criatividade, tendo como ponto de partida a obra de Amadeo Souza Cardoso.
– Introdução aos materiais básicos necessários para trabalhar com aguarela.
– Introdução a técnicas de aguarela (técnica de molhado no seco, molhado no molhado, criação de degradés e desenho sobre a aguada terminada).
– Concretização de trabalhos abstractos a partir de colagem de imagens impressas e de desenho a partir de obras de Amadeo.

PÚBLICO-ALVO:
Adultos e jovens maiores de 12 anos

Nº Mínimo de Participantes: 4
Nº Máximo de Participantes: 8

O Workshop adequa-se a iniciados e também a pessoas  que já tenham alguma experiência com aguarela ou que já tenham participado nos meus workshops anteriores: “Kandinsky com Aguarela”, “Panorama com Aguarela” e “Do Piroso à Criatividade”.

CONTACTOS PARA INSCRIÇÕES DIRECTAMENTE COM A FORMADORA
Informações detalhadas sobre os materiais necessários, preços, modo de inscrição e outras são fornecidas exclusivamente por e-mail.

Rita Caré
Projecto Papiro papirus – Rabiscos e Aguarelas
rita.s.care@gmail.com | +351 913 159 291
https://papiropapirus.wordpress.com

 

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Quando ainda havia Outono em Oliveira do Hospital…

Rita Care - Outono na Beira Alta Set 2017 (2) red
Outuno quando ainda havia Outono em Oliveira do Hospital no ano 2017

Neste momento não sei se as duas árvores que originaram aquele desenho, publicado há umas semanas, ainda existem. Ou se desapareceram no incêndio terrível na fustigada Oliveira do Hospital, enquanto outros mais de 500 incêndios em simultâneo destruiam florestas, culturas, fábricas, carros, animais… pessoas, em Portugal, no dia 15 de Outubro de 2017.

O fogo parou a poucos metros da casa dos meus avós, porque a minha mãe, o meu avô de 90 anos e um casal que vinha fugido de outro incêndio, a alguns quilómetros, lutaram com todas as forças contra as fagulhas lançadas por um pinhal abandonado e ardente a dezenas de metros. As casas estão a salvo, mas as almas receio que jamais serão as mesmas.

Amanhã de manhã ao acordar vou deparar-me com a cinzenta realidade. Daqui a duas ou três semanas ervas e fetos vão brutar de forma incrível por entre as cinzas. Eu sei porque vi isso acontecer em 2003 quando o fogo ficou a 200 metros.

Este desenho marca um momento muito importante das nossas vidas e tornou-se por um isso um dos mais importantes que alguma vez fiz.

Esta é uma oportunidade única para a reflorestação do Centro e Norte de Portugal se faça como deveria estar feita há dezenas de anos. Conhecimento científico não falta. Faltou até hoje vontade política. Precisamos também de uma reforma para termos muito mais sapadores (bombeiros profissionais) e voltarmos a ter um corpo de guardas florestais.

Porque é que Rabiscas / Desenhas? | Why do you Sketch?

In English below

 

Porque é que Rabiscas/Desenhas?

Aproveitei o desafio da Liz Steel para reflectir sobre o Porquê de desenhar há tantos, tantos anos, mais de 20.

Estimada Liz Steel,

dependendo do momento, Rabisco / Desenho & Pinto para:

. Encontrar o Silêncio.
. Esvaziar o cérebro de tudo em redor e focar-me em algo que chame a minha atenção.
. Estar sozinha no mais estranho dos silêncios experenciado no meio de uma  multidão.
. Estar com outros sketchers (rabiscadores / desenhadores de rua) no mais especial dos silêncios.
. Encontrar-me. Encontrar o meu eu interior, perdido no ruído do meu cérebro.
. Trazer a mim espaços, locais, coisas, pessoas… (o que eu considero estético provavelmente não é o mesmo que tu e outras pessoas consideram).
. Sentir-me Livre.
. Ouvir melhor.
. Agarrar momentos para sempre (com pequenos detalhes).
. Compreender.
. Explicar.
. Aprender sobre mim própria, sobre as pessoas, sobre todos os detalhes de algo ou alguém, sobre a forma como o mundo funciona, sobre como uma máquina funciona, sobre como uma teoria, sobre desenhar, sobre pintar, sobre materiais de desenho e pintura.
. Para partilhar histórias, para contar histórias, para ver histórias (reais ou imaginadas).
. Para crescer como ser humano.
. Para ser feliz como os miúdos com os seus brinquedos.
. Rabiscar e desenhar é a actividade mais enriquecedora que alguma vez experimentei.

Rita Caré, 19 Out 2017

 

Why do you Sketch?

Once Liz Steel asked Why do you Sketch, I reflected on Why do I do it for more than 20 years.

Dear Liz Steel, I will do my best with my unperfect English.

Depending on the momentum… I SKETCH & PAINT To:

. Find Silence.
. Empty my brain from everything around and focus on something that calls my attention.
. Be alone in the most strange silence experienced in the middle of a crowd.
. Be with other sketchers in the most special shared silence.
. Find myself. To find the inner me lost in my noisy brain…
. To bring aesthetic places, things, people (what I consider aesthetic probably is not the same for you and for many people) to my life.
. To feel Free.
. To listen better.
. To catch moments forever (with tiny details).
. To understand.
. To explain.
. To learn about myself, about people, about all the details of something or someone, about how the world works, about how a machine works, about how a theory works, about drawing, about painting, about fine arts materials.
. To share stories, to tell stories, to watch stories (real and from imagination).
. To grow up as a human being.
. To be happy like kids with their toys.
. Sketching is the most enriching activity I’ve ever tried.

Rita Caré, 19th Oct 2017

Foz do Arelho e Lagoa de Óbidos à vela…

 

Rita Care - Foz Arelho Set 2017 (4) red
Kitesurf, vela e windurf na Escola de Vela

 

 

Rita Care - Foz Arelho Set 2017 (3)
Na Escola de Vela

 

Gostava de ter desenhado e pintado muito mais durante as minhas férias na Foz do Arelho e nas Caldas da Rainha, neste Verão, mas passeei muito, tirei muitas fotografias nas Caldas e não fiz Nada. Fazer Nada também faz falta de vez em quando.

 

Rita Care - Foz Arelho Set 2017 (2) red
Aguada com vista da Foz do Arelho para o Bom Sucesso

 

 

Rita Care - Foz Arelho Set 2017 (1)
Vista da Foz do Arelho para o Bom Sucesso

 

 

Miau… a lápis mágico

A Kaika é uma gata com uma personalidade interessante. Mas exterioriza características com as quais não me identifico para que um gato pudesse eventualmente a cohabitar comigo… Nah!

Gostei muito de usar o lápis mágico nestas páginas.

Miau…

Rita Care - Kaika, a Gata - 2017 red

Árvores em explorações com Guache rasquíssimo

 

Rita Care - Arvores na Beira Alta - Ago 2017 (4)red
6ª Experiência e última nas férias com guache rasquíssimo

 

Antes do Verão tinha prometido a mim mesma que durante a visita à minha mãe, durante as férias, iria experimentar uns guaches que lhe ofereceram em tempos, há muito tempo…

Estes guaches talvez já estivessem fora de prazo… mas de qualquer forma eram rascas…

A tentação de trabalhar com pigmento de guache como se fosse de aguarela é constante, mas o guache tem um potencial muito interessante para ser trabalhado com muito pouca água… Se é para usar água que seja aguarela!

Valeu pela experiência.