Azenhas do Mar

Cheguei ao pôr-do-sol.
Explorei a vila para a frente e para trás.
Sentei-me numa pedra com vista para a antiga azenha.
Jantei duas bolas de gelado na esplanada mesmo em frente
e percebi que toda a gente nas redondezas sabia
que tinha estado a desenhar…

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Praia do Magoito, Sintra

Numa viagem daquelas que não queremos que acabem, arrastei-me pela costa até já não haver mais sol. Visitei a Praia do Magoito, em Sintra, pela primeira vez e revisitei as Azenhas do Mar, que ficam para o próximo post.

A esplanada com uma vista deslumbrante estava mesmo a pedir uns delírios aguareláveis para descontrair, bem a condizer com a misteriosa pseudo-neblina que fazia por ali.

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Depois de delirar voltei a assentar ideias, mas mesmo assim abordei a costa como se estivesse dentro do mar a desenhar de frente… E as casas estão absurdamente gigantes em relação ao resto! Ahahahhah! Ai que belo pôr-do-sol fresco à beira-mar para me esquecer do calor insuportável que aturei todo o Verão.

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Este caderno é daqueles que quase não se vê. Aberto tem 16 x 3,5 cm

 

Na revista Sketcher nº5 | Madrid

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Foi publicada a 5ª edição da revista Sketcher sobre Madrid. Nas páginas 18 e 19 incluíram um desenho que fiz num praça muito interessante sobre a História do Mundo e dos Descobrimentos.

Sketcher é uma excelente publicação com muitos desenhos de observação na rua / à vista, com entrevistas a urban sketchers e textos sobre materiais, livros e muito mais!

A reportagem rabiscada que fiz dessa viagem a Madrid, em 2014, está AQUI

MUCHAS GRACIAS Urban Sketchers Spain!

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Explorar a Cerca Velha, Évora

O último encontro dos Évora Sketchers – o 41º, realizado pelos ÉSk e desta feita a convite do projecto “(a)Riscar o Património“- foi uma lufada de ar fresco, atordoada que ainda estou pelo término de uma das fases mais difíceis da minha vida…

Mas já está resolvido o meu grave problema académico que se arrastava há anos (vulgo entrega e discussão do projecto de mestrado) e fui rabiscar para o Alentejo, região de Portugal que mais gosto, em serenas celebrações com os ÉSk, que é pessoal muito simpático e positivo! Ah e que adora comer e conviver à boa mesa!!

Explorar a Cerca Velha, com um mapa fornecido para o evento, foi como andar a jogar à apanhada: um bocadinho da cerca aqui, outro ali, outro acolá… Divertido, portanto. Houvesse mais tempo…

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Cerca Velha junto ao Largo dos Colegiais
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Torres da Cerca Velha no Largo da Porta de Moura
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Rabiscos para o almoço… ou tentativas de representar alguns ÉSks. Ainda não percebi como consegui que o Vicente ficasse mais semelhante…

Não usava aguarelas há meses, porque o pouco que rabisquei neste último Verão foi a brincar com lápis-de-cor e marcadores. Nem a prática do desenho de edifícios estava afinada. Então demorei um tempão e fiz desenhos preparatórios para perceber formas e proporções. E mesmo assim não ficou como gostaria, mas também faz de conta que ninguém lá estava para ver a realidade ;-)

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1º Aquecimento para rabiscos a sério no inicio do dia…

 

Mais rabiscos e fotografias dos ÉSk AQUI e ALI

 

1 Outubro | Encontro | Rabiscos de Ciência em Zoom, IGC, Oeiras

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RABISCOS DE CIÊNCIA EM ZOOM 
Diários Gráficos no Dia Aberto
do Instituto Gulbenkian de Ciência

1 Outubro 2016 – 10-17h, Oeiras

 

O Instituto Gulbenkian de Ciência (IGC) abre as suas portas ao público no Dia Aberto do IGC 2016, em 1 de Outubro das 10 às 17h, em Oeiras. Entre muitas outras actividades para todas as idades, todos os interessados – ADULTOS e JOVENS maiores de 13 anos – estão convidados a participar no encontro “RABISCOS DE CIÊNCIA EM ZOOM | DIÁRIOS GRÁFICOS NO DIA ABERTO DO INSTITUTO GULBENKIAN DE CIÊNCIA”, no qual vamos desenhar à vista em pequenos cadernos ao longo do dia.

Não é preciso saber desenhar, basta gostar de o fazer e trazer um pequeno caderno e materiais portáteis  para desenhar e pintar (por exemplo, canetas de feltro, lápis de cor, kit de aguarelas e pincel).

Serão organizadas duas visitas guiadas a laboratórios específicas para os rabiscadores e para as quais é necessária INSCRIÇÃO OBRIGATÓRIA:

A – 11h00 – Visita guiada e rabiscada a Laboratório
B – 14h30 – Visita guiada e rabiscada a Laboratório

INSCRIÇÃO

Envie um e-mail para Rita Caré – rita.s.care@gmail.com – indicando o NOME, E-MAIL e TELEMÓVEL e em qual das visitas guiadas prefere participar: A ou B.

PÚBLICO-ALVO – ADULTOS e JOVENS maiores de 13 anos

EXPOSIÇÃO ONLINE DOS DESENHOS

Todos os participantes poderão ter até 3 dos seus desenhos expostos online no site do Dia Aberto do IGC 2016.

COMO CHEGAR AO IGC?

O IGC fica a 5 minutos a pé da estação de comboios de Oeiras (linha da CP Lisboa-Cascais). Instruções de chegada AQUI.

OUTRAS INFORMAÇÕES IMPORTANTES

– Quando chegar à mesa de informações no IGC, identifique-se como RABISCADOR e irá receber um autocolante/crachá.

– O ponto de encontro dos grupos para as visitas aos laboratórios será nas escadarias do pátio grande central pelas 10h45 e pelas 14h45.

– Haverá uma partilha de cadernos no final da manhã (12h30) e outra à tarde (16.30h) junto às escadarias do pátio grande central.

– Há muito que ver, ouvir e experimentar, das 10 às 17h – Consultar o PROGRAMA de todas as actividades do Dia Aberto do IGC 2016 que está AQUI.

– O bar e a cantina do IGC estarão abertos ao público durante todo o dia.

ORGANIZAÇÃO

IGC – Instituto Gulbenkian de Ciência

MAIS INFORMAÇÕES

Website – https://diaaberto16.wordpress.com

 

O Mar e o Jardim em Cascais e o Lumina

Participei no 1º dos encontros incluído na Semana a Desenhar na Rua, organizado pela Oficina do Desenho nas ruas de Cascais. No nosso percurso parámos no miradouro para a Baía de Cascais, junto à estátua do Rei D. Carlos I e no Parque Marechal Carmona.

Passei o Verão a experimentar materiais que uso pouco: caderno de papel kraft, lápis-de-cor, lápis de pastel branco e canetas de feltro. Ontem fui ainda mais longe e usei esferográficas de cores.

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Desenhei o Rei D. Carlos I já praticamente às escuras e portanto digamos que inventei muito…

Depois arrastei-me por Cascais atraída pelas instalações do Lumina 2016 – Festival de Luz, que está também a acontecer por estes dias. Há peças muito belas de luz fria que nos aquecem a alma.

Livraria Déjà Lu no “Caminhada” de Ovídeo Martins

A Livraria Déjà Lu, na Cidadela de Cascais é muito fotografável, rabiscável e confortável para desenhar. É daqueles lugares para ir com Tempo, porque de outra forma não se usufrui do ambiente. Além disso, é um projecto inspirador. Tem como função angariar livros usados, entregues pelos proprietários em pontos específicos para depois os vender com o objectivo de angariar de fundos para a Associação Portuguesa de Portadores de Trissomia 21.

Rita Care - Livro Caminhada - Livraria Deja Lu - Ago2016 (1) - 72

Há muito que pensava desenhar num livro de poesia usado. Com títulos e belos textos tão inspiradores não consegui resistir ao “Caminhada” de Ovídio Martins (1ª ed. em 1963) com desenhos de objectos da Déjá Lu. Estas páginas de uma edição de 2015  oferecida com um jornal semanário não podiam adequar-se mais aos meus rabiscos.

Lá em baixo deixo algumas fotos concretizadas no espaço.
Ah pois… É tudo uma tentação…

Rita Care - Livro Caminhada - Livraria Deja Lu - Ago2016 (2) - 72

Farol de Sta. Marta, Cascais

Rita Care - Farol Sta Marta - Cascais - Ago2016 (2)

Um fim-de-tarde tão simpático na Cidadela em Cascais com vista para o Farol de Santa Marta, os cargueiros estacionados, a marina, o mar muito calmo e esverdeado… um pôr-do-sol fresco, muito laranja, a fazer lembrar que o Outono não tarda aí.

Rita Care - Farol Sta Marta - Cascais - Ago2016 - 72

O papel kraft é muito giro para brincar com os lápis-de-cor, mas não se pode comer nas proximidades. Fica cheio de nódoas de dedadas…

Uma grua “escangalha” a paisagem…

Para fazer tempo fui ao jardim de Vila Franca de Xira com vista para a marina, o rio Tejo e a Lezíria na outra margem. Pensei em rabiscar uns barcos estacionados, tentar perceber as formas e as linhas mais importantes para desenhar pouco e representar muito do todo… Fiz esse exercício na mente, mas não tive coragem de atacar no papel… outra vez! Também porque não tinha muito tempo e estacionada no lodo da marina estava uma grua… Aquilo prendeu-me a atenção. Valeu o exercício de não me permitir prender aos detalhes da parte do guindaste e o uso dos lápis-de-cor mágicos, que vão parecendo cada vez mais uma óptima solução para pintar rabiscos à pressa.

Rita Care - Grua Marina VFXira 2016

Praia “só” quando fica mais “frio” !

Desde que entrou Agosto, só consegui ganhar coragem para ir à praia no Domingo passado, quando a temperatura desceu um pouco…

Rita Care - PedraSal-Ago2016 (1) - 1000

Tive audiência… e comi a primeira bola de berlim na praia desde há talvez duas décadas…

Rita Care - PedraSal-Ago2016 (2) - 1000

Qual é coisa qual é ela que foi um desenho inventado…?

O trânsito de navios cargueiros em frente à Pedra do Sal, Cascais, é impressionante.

Já comecei a deixar de ter receios que algum banhista me ameace por se ver rabiscado nos meus cadernos… é que além do mais as pessoas ficam quase sempre maiores de que realmente são…

Sapatos modernos no Museu do Traje

Adoro desenhar vestidos e sapatos!

O Museu do Traje não é o sitio mais acolhedor não… mas com este calor tremendo nenhum lugar sem ar condicionado é acolhedor…

Foi bom perceber que o Museu do Traje, em Lisboa, não inclui nas suas exposições apenas roupa de outros tempos, mas inclui também trajes modernos já do século XXI.Estes Camper azuis são de 2013.

Rita Care - Museu Traje - Ago 2016 (1) (726x1024)

Rita Care - Museu Traje - Ago 2016 (2) (1024x739)

Vestidos da Agatha Ruiz de la Prada na Casa de Santa Maria

ou uma explosão de cores e formas…

Adoro a resolução deste vestido azul… aquilo correu muito mal, mas deixei ficar aquelas linhas tortas. Foi mesmo no final do desenho. Podia ter colado as folhas uma à outra, mas pintei e agora não é a mesma coisa ;-)

Rita Care - Casa Sta Maria - Expo ARLPrada 2016 (1) (1024x764)

Rita Care - Casa Sta Maria - Expo ARLPrada 2016 (2) (1024x747)

Serra da Arrábida

em pré-estudo de sinalética em Tróia.

Rita Care - Arrabida 2016 (1024x791)

Rita Care - Golfinhos - Troia 2016

Faz-me confusão os barcos turísticos a seguirem os golfinhos roazes… Mas é certo que é uma importante actividade que contribui para as melhores condições ambientais promovidas, nas últimas décadas, por aquelas redondezas. Mas a população de golfinhos continua a não melhorar…

 

Árvores-de-fogo gigantes na Praça da Alegria

Estive no Jardim Alfredo Keil, na Praça da Alegria, durante uma hora para me dedicar a  estas árvores enormes, que estavam na lista de espera de “altamente rabiscáveis” desde o memorável Encontro 49 dos Urban Sketchers Portugal em 2014! Diverti-me muito nesse encontro.

As Metrosideros excelsa, conhecidas também por Árvores-de-fogo (por causa das suas flores vermelhas) fazem parte de uma colecção de árvores classificadas que existem naquele jardim. Estas duas têm a particularidade de ter uma imensidão de raízes aéreas caídas o que ainda as torna mais únicas.

Rita Care - Praça da Alegria - Lx - Jul 2016  (800x579)
Metrosideros excelsea a preto e branco

Lamentável é o estado de degradação daquela praça que bem precisa de uma lavagem de cara, por exemplo, com mais de belos grafites em algumas paredes, o chão e o mobiliário de jardim remodelados…

 

Rabiscos na revista “Oeiras em Revista”

OeirasEmRevista115-2016 - Rita Care (2) OeirasEmRevista115-2016 - Rita Care (1)

Desenhos de vários Sketchers na revista Oeiras em Revista sobre Turismo.

A revista em papel é gratuita e costuma estar disponível nos edifícios municipais, bibliotecas e no Mercado de Algés.

OeirasEmRevista115-2016

P.S. Adoram chamar-me Car(r)é… o que é que vou fazer… que coisa…

Do Adamastor para o Tejo

Sentei-me numa das esplanadas do Miradouro do Adamastor, em Lisboa, a beber uma limonada e a levar com uns esguichos de água para cima de mim e do caderno, cujas folhas nem tinham tempo de humedecer, tal era o calor.

Comecei por desenhar o guindaste do lado esquerdo, depois desenhei o cacilheiro, a Ponte 25 de Abril, a outra margem e o Cristo Rei. Quando dei por mim tinha o guindaste dentro de água, claro…

Lembrei-me logo daquela pergunta “retórica” típica destes momentos: “mas alguém estava lá contigo para ver”… se o guindaste lá estava?! ;-)

E o que é que isso interessa…? O Cacilheiro também não faz aquele percurso… Continuei por ali fora a desenhar um barco ali, outro acolá e por aí fora… Tem que ser rápido, porque eles passam depressa!

DoAdamastor-25Abril-Jul2016

Confesso que só uso lápis-de-cor “mágicos”, porque não me apetece carregar com a caixa dos 24. Os desenhos ganhariam muito se os usasse, mas tenho preguiça… E estes servem para o olho, sobretudo nestas folhas de papel escuro e bem acompanhados com um bom lápis de pastel branco.

Pessoas irrequietas…

Mesmo com este calor não há sossego para as conseguir desenhar. Até na relva não param quietas…

Desfile nas escadarias - Rita Care - 7-2016
Para cima e para baixo, sentadas a olhar o vazio, a ler… 

 

Desfile na relva - Rita Care - 7-2016
Na relva ninguém pára quieto, rebolam-se, levantam-se, deitam-se, levantam-se, vão-se embora, vêm outras… e os patos e as patas desinibidos em busca de petiscos nas sandálias alheias…

Veleiros e naus

Tall Ships em Lisboa 2016

Rabiscos e Aguarela