#JackieTheBassador – Terapia Canina

Numa tarde solarenga de Outono juntou-se a “fome à vontade de comer”: 4 “artistas”, uma esplanada, muita converseta para pôr em dia, disparates, sentido de humor e um cão doce (Jackie, the Bassador).

O rabisco digital foi produzido a seis mãos pela Monia e a Marilisa e eu pintei. A Catita deu apoio moral.jackiethebassador-por-monia-rita-e-marilisa-8dez2016

MaZéi no Arte Estúdio Imaginário, Mafra

Fui até Mafra ver a dupla magnífica, os MaZéi. No ambiente intimista do Arte Estúdio Imaginário foi uma noite muito acolhedora de jazz e folk divertido. Faz de conta que estávamos ali todos em casa. Só faltou mesmo a lareira, porque sopa, chá e petiscos havia.

A ouvir um pedacinho delicioso ALI e para ver e ouvir um vídeo divertido ACOLÁ

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Cabeça de Mulher no Parque Bensaúde [digital]

Já por duas vezes desenhei a escultura Cabeça de Mulher de Laranjeira Santos – Aqui e Ali. Quando vou ao Parque Bensáude fico sempre muito espantada a olhá-la.

É como se fosse um mistério, como se a olhasse para lhe trazer comigo as formas. Imagino que se houvesse mar poderia ser uma sereia. Já estou a delirar, porque não compreendo porque isto me acontece…

Não me chegando a pintura digital na Cidade (re)Inventada, dediquei-me a reinventar a dita escultura em digital. Estou delirando, claro, com todas as ferramentas disponíveis e as suas funções “escondidas” que descubro por acaso…

Que vício!

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Cidade Liberta II [agora em digital]

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Há mais de 8 anos pintei esta aguarela abstracta a partir de uma foto que encontrei por aí. Não sei qual o local fotografado, mas imaginei sempre que havia algo de Istambul aqui…

Gosto tanto dela que a tenho na minha sala. Hoje passei o dia de pijama a olhar o passado e a reiventá-la no tablet “de chocolate”. Foram muitas horas… Já não sabia o que era estar assim horas e horas sem pensar noutra coisa qualquer muito importante para fazer e a sentir-me culpada por não ir enfrentá-la.

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Paisagem urbana imaginada

Voa a voa Fernando Pessoa

Ando a sentir-me a retomar os meus bons hábitos dos rabiscos.
Ontem estive outra vez na Casa Fernando Pessoa, desta vez sob  a mão do projecto “Desenhar Campo de Ourique” com a Rosário Félix.

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Voltei aos rabiscos digitais!

O Velho Samarreiro em Vila Verde

Vila Verde é uma pequena vila do concelho de Seia, na base da Serra da Estrela, na qual é celebrada a vida dos Samarreiros,  através da “Casa da Memória dos Samarreiros”, criada na antiga escola primária, e do monumento “O Velho Samarreiro”, instalado no cruzamento que liga Seia a Coimbra.

Lembram-se de vestir samarras, ou pelo menos, os vossos pais ou avós?

No portal de Vila Verde lê-se: “A palavra samarra, que tem origem na língua árabe, significa em português, uma antiga peça de vestuário pastoril, feita de peles de ovelha; um samarreiro é definido como um negociante de peles de carneiro com a respectiva lã.”

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Para conhecer mais clicar AQUI, ALI e ACOLÁ

Nota – A casa é visitável sob marcação prévia.

Debate – Elitismo e Cultura

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Convidados do Debate “O que é o Elitismo na Cultura?” organizado pela a Acesso Cultura

O debate “O que é o Elitismo na Cultura?” foi muito interessante, mas acho que a Acesso Cultura precisa de organizar mais uns quantos eventos sobre o tema para se desenrolar mais o novelo emaranhado de ideias. A sessão de Lisboa (*) teve muitos participantes, o que é também um indicador de que há quem queira ouvir e falar sobre o tema.

Agora vou ali ver uns quadros do Amadeo Souza Cardoso no Google Images e ouvir o Vira ao mesmo tempo e já venho. Algumas músicas de folclore Português ficam mesmo bem com algumas pinturas do Amadeo…

Tenho as manias de achar que habito num mundo entre uma elite um bocadinho rasca e a “ralé” das massas, porque afinal sou muito multi-cultural, como a maior parte das pessoas que conheço. Toda a gente adora uma bela piroseira, mas ninguém quer admitir! É que como dizia o Marco Paulo: “Eu tenhoooOOOO doiiisssssss Amoooooorreessss…”.

Depois de jantar um Cozido à Portuguesa, ou um Linguado au Meunier, talvez vá num instante usar a caixa de comentários de uns museus para que eles deixem lá de ser elitistas e intragáveis e passem a expor textos CLAROS para que a “ralé” multi-cultural os consiga compreender. Não seria mau se os textos fossem também CONCISOS e estivessem expostos a uma altura digna de leitura ávida por pessoas baixas de estatura, ou baixas por vicissitudes da vida. Se não for pedir muito também poderiam ser um bocadinho ligados às emoções humanas… Confessem lá! Não é muito interessante colocar uma legenda com o texto “homem em tronco nu”, olharmos para o respectivo quadro e descobrirmos um homem em tronco nu sem conseguirmos perceber quem é, ou foi, e porque motivo aquele quadro é importante para estar ali na exposição.

Este post aceso vem a propósito de eu ter ficado um bocadinho desatinada da vida quando recentemente uma pessoa da minha idade, com formação académica “superior”, me declarou com todas as ganas que detestava cultura. Isto ao mesmo tempo que eu observava a sua casa recheada dos mais variados objectos que lhe contam histórias, ela me dizia que quando ia a Paris não queria saber de museus, que adorava as pontes e o rio e que o cheiro lhe ficava na memória. Dizia-me isto tudo como se não estivesse a falar de CULTURA…

P.S.1 O Eduardo Salavisa rabiscou-me. Sou aquela pessoa com uma popa, óculos e um caderno na mão com ares de “nerd”… Lutava comigo para tentar desenhar os convidados assim parecidos com eles próprios.

(* ) A Acesso Cultura terá em breve ALI os resumos dos debates sobre este tema que ocorreram em simultâneo em várias cidades de Portugal.

Mas que drama de aparo e alguidar…

Mais uma vez, num belo dia qualquer sem eira nem beira, recebo um e-mail da escritora Margarida Fonseca Santos declarando que vai ler 77 das minhas palavrinhas sob um dos seus desafios!

Vai daí, cá está o programa da Rádio Sim no qual ela literalmente declama o dramalhaço de aparo e alguidar.

É uma sensação muito esquisita esta de nos lerem assim na rádio… Mas é giro!

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Livro “Montras mostram Elvas”

Foi publicado o livro “Montras mostram Elvas”, projecto que começou num encontro dos Urban Sketchers Portugal em 2013. Os desenhos foram impressos em grande formato e preenchem montras de lojas vazias de Elvas, consequência da grave crise económica que se vive desde há anos.

Através da colaboração da associação AIAR – Associação de Desenvolvimento Pela Cultura, a Câmara, o comércio local e os Urban Sketchers Portugal concretizou-se este projecto cujos resultados permanecerão até nova ocupação comercial dos espaços.

Alguns dos meus rabiscos desse encontro foram utilizados neste projecto fantástico!

Mais informações e imagens AQUI

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Seixal: Nebular, colorir, panquecar…

Chovia e o Seixal aparecia e desaparecia ao gosto da neblina, do outro lado do rio. Não me lembro de alguma vez ter desenhado dentro do carro com os limpa pára-brisas sempre ligados…

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Segui para me empanturrar deliberadamente de piano na brasa. Não bastando isso, cheguei à hora marcada para cumprir o sonho de há semanas de comer devagarinho a bola de berlim à minha espera.

Depois de vários achaques de nervos com a caneta de aparo falsa de ponta voltada, e de lhe passar o óbito, prossegui serena para perspectivas delirantes com outros materiais.

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Desenhar taças de vidro com as perspectivas correctas… está bem, está… e então os brilhos… As participantes no workshop da L1B, com a Manuela e a Alice Rolão, deliraram sobre estranhos nomes próprios e não pararam durante um bom bocado…

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Ao terceiro rabisco é o costume. Sou uma formanda desordeira e não fiz nada do que foi pedido… mas gostei mais assim e já estava tão enpanquecada que só me apetecia sentar numa poltrona a rebolar na tagarelice.

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Mais uma bela tarde no Seixal, num dia que trouxe finalmente o frio!

RTP a Preto & Branco – “Omo lava mais branco”

No Museu Natural da Electricidade, em Seia, está uma exposição sobre a RTP no tempo em que ainda era a preto e branco. As primeiras emissões a cores iniciaram-se em 1975.

Anthímio de Azevedo, um nome inesquecível para muitas gerações de espectadores, apresentava as previsões climáticas com ajuda de um quadro escrito com giz branco.

Os anúncios eram muito criativos e assertivos também. Transmitiam mensagens como: “Creme de Barbear Palmolive, o creme dos homens de sucesso” e “Planta é melhor em sabor, pureza absoluta… Planta é para as pessoas de bom gosto”, “Omo lava mais branco!” e outras pérolas…

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77 PALAVRAS ? Escrita ameaçada

77 Palavras ? Escrita ameaçada

Caligráfica não parava. A morte abeirava-se: líquida, brilhante, negra… Acordou histérica mesmo antes de morrer afogada. Rebolando contra o tinteiro, a preciosa caneta partiu uma das extremidades do seu aparo.

O tinteiro, caído, derramou-se para cima do papel de algodão. Caligráfica atirou-se ao papel e, com a ponta ainda inteira, escreveu uma mensagem coxa:

Chamem o 111! Na hora da nossa morte tresanda a tinta negra.

Não há mais como escrever histórias. Perder-se-á para sempre o pensamento…

Rita Caré, 40, Carcavelos
In Desafio nº 111 – linha de atendimento 111
Projecto “77 Palavras” da escritora Margarida Fonseca Santos

Nota – Este texto foi depois lido pela escritora na Rádio SIM

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Atrasada, mas nunca tarde no Museu de Etnologia

Algures no tempo, os Oeste Sketchers organizaram um encontro no Museu Nacional de Etnologia. Não podendo lá estar, fui lá recentemente sozinha e visitei uma nova exposição sobre a Arquitectura Timorense. Nesse dia queria mesmo era um motivo para desenhar e não atentei como gostaria nos textos da exposição. Tenho que lá voltar para ficar a saber das suas histórias, pois claro!

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No fim do meu tempo disponível passei pelo piso térreo da exposição permanente a prometer a mim própria que não ia fazer nem mais um desenho… mas não me cumpri, porque tive um encontro apaixonado com este espécime colorido e não lhe resisti…

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Escadinhas S. Cristóvão | USkP e Roque Gameiro

O Pedro Cabral dos Urban Sketchers Portugal lançou o desafio “Roque Gameiro Lisboa Antiga“, no qual é proposto fazermos um desenho no mesmo local onde o pintor realizou uma das suas aguarelas em Lisboa.

Escolhi as Escadinhas de São Cristóvão, que dão acesso ao Castelo de S. Jorge, porque estive lá por perto. Não estava muito entusiasmada com o local, porque já não existe como era no seu tempo. Por cima do início das escadinhas foi construído um prédio. Por baixo dos actuais arcos existe uma porta que também não estava lá.  Enfim, desenhar edifícios em Lisboa não me chama muito… As perspectivas dão-me volta ao cérebro… Estas estão muito inventadas… .

 

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Escadinhas de S. Cristóvão, a caminho do Castelo de S. Jorge, Lisboa

 

Mas depois achei muita piada ao sitio actual. A dita porta, nº 18, estava fechada no momento do desenho, mas os livros nas montras “cheiravam” a alfarrabista. Descobri depois, na Internet, que é a “Livraria do Simão”, um espaço minúsculo. Diz-se por aí que é segunda livraria mais pequena do mundo.

Estou desejando lá voltar, em horário de funcionamento, para espiolhar lá para dentro!

Rabiscos com Ciência em Zoom

No Dia Aberto do Instituto Gulbenkian de Ciência 2016, em Oeiras, o desafio era desenhar com Ciência em Zoom.

Desenhámos em laboratórios dedicados ao estudo da evolução e genética de várias espécies de animais, mas fiquei vidrada pela instalação “Morfogénese Musical” da Flor que explora as interações dinâmicas que se estabelecem entre genes e proteínas durante o desenvolvimento das pétalas de uma flor.

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Desenhando objectos espalhados pelo laboratório no IGC, alguns enfeitados com algum humor.
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Frascos de reagentes e pipetas em laboratórios do IGC

Uma flor robótica adquire “vida”, com som, luz e movimento, à medida que a rede de genes progride no tempo até concluir a formação das pétalas. No entanto, este desenvolvimento pode ser afetado se o visitante ativar ou inativar genes em diferentes momentos do processo. Pétalas, sépalas, estames ou carpelo – que órgão aparecerá no final da interação?  Ler aqui a explicação sobre esta instalação.

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Instalação “Morfogénese Musical” de uma Flor exposta no Dia Aberto do ICG 2016

Reportagem fotográfica AQUI

Jantar e almoço do Adeus…

Os congressos científicos têm sempre um jantar de gala… quer dizer com os cientistas das coisas da agricultura e da biologia é mais um “farewell dinner” para promover o convívio, com muita gente vestida informalmente.

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O Miguel foi tocar e cantar. Até pôs o pessoal a dançar no palco e pelo espaço todo. E cantou-se “We are the world”, o que foi muito adequado para o contexto de uma conferência com quase 400 pessoas, de mais de 40 países, a falarem sobre quase tudo o que há para falar sobre leguminosas, essas plantas fabulosas de diferentes pontos de vista (agrícola, económico, biológico, ambiental e para a saúde).

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A Marina, uma investigadora espanhola, cantou com o Miguel e no final tocou uma guitarrada fantástica!

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No último dia ainda houve que dar apoio a reuniões, desmontar e meter todo o material nos carros. Depois houve piquenique à beira do Sado com vistas para Setúbal.

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Regressámos estoirados depois de 10 dias seguidos a trabalhar 12-14 horas/dia. Já hoje é quarta-feira e só penso que quero é dormir…

O papel kraft com lápis mágicos e brancos é tão giro, não é?

Farol de Santa Marta e Casa de Santa Maria

Noites de Verão deliciosas para rabiscos, em Cascais, sentada em qualquer chão para desanuviar a cabeça. Os temas do costume são muito bons para explorar abordagens fora da caixa, porque não me fazer saltar totalmente para fora da zona de conforto.

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Azenhas do Mar

Cheguei ao pôr-do-sol.
Explorei a vila para a frente e para trás.
Sentei-me numa pedra com vista para a antiga azenha.
Jantei duas bolas de gelado na esplanada mesmo em frente
e percebi que toda a gente nas redondezas sabia
que tinha estado a desenhar…

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Rabiscos e Aguarela