Em destaque

Porque é que Rabiscas / Desenhas? | Why do you Sketch?

In English below

 

Porque é que Rabiscas/Desenhas?

Aproveitei o desafio da Liz Steel para reflectir sobre o Porquê de desenhar há tantos, tantos anos, mais de 20.

Estimada Liz Steel,

dependendo do momento, Rabisco / Desenho & Pinto para:

. Encontrar o Silêncio.
. Esvaziar o cérebro de tudo em redor e focar-me em algo que chame a minha atenção.
. Estar sozinha no mais estranho dos silêncios experenciado no meio de uma  multidão.
. Estar com outros sketchers (rabiscadores / desenhadores de rua) no mais especial dos silêncios.
. Encontrar-me. Encontrar o meu eu interior, perdido no ruído do meu cérebro.
. Trazer a mim espaços, locais, coisas, pessoas… (o que eu considero estético provavelmente não é o mesmo que tu e outras pessoas consideram).
. Sentir-me Livre.
. Ouvir melhor.
. Agarrar momentos para sempre (com pequenos detalhes).
. Compreender.
. Explicar.
. Aprender sobre mim própria, sobre as pessoas, sobre todos os detalhes de algo ou alguém, sobre a forma como o mundo funciona, sobre como uma máquina funciona, sobre uma teoria, sobre desenhar, sobre pintar, sobre materiais de desenho e pintura.
. Para partilhar histórias, para contar histórias, para ver histórias (reais ou imaginadas).
. Para crescer como ser humano.
. Para ser feliz como os miúdos com os seus brinquedos.
. Rabiscar e desenhar é a actividade mais enriquecedora que alguma vez experimentei.

Rita Caré, 19 Out 2017

 

Why do you Sketch?

Once Liz Steel asked Why do you Sketch, I reflected on Why do I do it for more than 20 years.

Dear Liz Steel, I will do my best with my unperfect English.

Depending on the momentum… I SKETCH & PAINT To:

. Find Silence.
. Empty my brain from everything around and focus on something that calls my attention.
. Be alone in the most strange silence experienced in the middle of a crowd.
. Be with other sketchers in the most special shared silence.
. Find myself. To find the inner me lost in my noisy brain…
. To bring aesthetic places, things, people (what I consider aesthetic probably is not the same for you and for many people) to my life.
. To feel Free.
. To listen better.
. To catch moments forever (with tiny details).
. To understand.
. To explain.
. To learn about myself, about people, about all the details of something or someone, about how the world works, about how a machine works, about how a theory works, about drawing, about painting, about fine arts materials.
. To share stories, to tell stories, to watch stories (real and from imagination).
. To grow up as a human being.
. To be happy like kids with their toys.
. Sketching is the most enriching activity I’ve ever tried.

Rita Caré, 19th Oct 2017

Anúncios

Do risco mínimo para a “Ópera Chinesa”

Rita Caré, Papiro papirus, Traje dos Remendos, Museu do Oriente, Ópera Chinesa, Exposiçao, Lisboa, Urban Sketching, Desenho,
Traje dos Remendos na Exposição “Ópera Chinesa”, Museu do Oriente

No encontro dos Foto e Sketchers 2 Linhas, organizado no Museu do Oriente, a roupa que mais me impressionou na exposição “Ópera Chinesa” foi esta, pela sua aparentente humildade, através dos remendos cosidos. Mas este design foi criado propositadamente e apresenta-se muito luxuoso. A sua grande simplicidade de linhas e as cores atrairam-me imediatamente o olhar.

Rita Caré, Papiro papirus, Instrumentos Musicais, Disco de Vinil, Museu do Oriente, Ópera Chinesa, Exposição, Lisboa, Urban Sketching, Desenho,
Instrumentos musicais, disco de vinil e fantoche, na exposição “Ópera Chinesa”, no Museu do Oriente

Na parte mais interessante da exposição encontrei alguns instrumentos musicais fascinantes, uma colecção de discos de vinil com capas maravilhosas. E o mais giro de tudo, existia uma caixa azul, com buracos circulares, para espreitarmos lá para dentro, onde encontrávamos fantoches, outros brinquedos e jogos. Para verem fotos desses objectos da “Ópera Chinesa”, visitem os posts no blog dos FS 2´´.

Dei ainda com diários gráficos criados para preparar as peças de teatro.

 

 

Rabiscos Felizes com os Qual Alcatraz

Desenho, Sketching, Urban Sketching, Rita Caré, Papiro papirus, Papiro, Fábrica da Pólovora, Barcarena, Oeiras

Nos rabiscos e parvoíces maravilhosas na Fábrica da Pólvora de Barcarena com os Qual Alcatraz.

Foto, Desenho, Sketching, Urban Sketching, Rita Caré, Papiro papirus, Papiro, Fábrica da Pólovora, Barcarena, Oeiras

 

 

Dos Blogues e a Blogar há quase 16 anos…

BlogRenovado-PapiroPapirus-RitaCare-21mar2017

Cristina Nobre Soares espicaçou-me mais uma vez com um texto sobre BLOGUES, essa grande invenção do final do século XX. Este post é uma adaptação de um comentário que fiz ao seu post no Facebook.

Os blogues são olhados de lado…? São lixo?!

Primeiro, são os arquivos de muitos anos (até décadas) de diários ou semanários de muita gente, das suas vidas pessoais e profissionais. Ainda hoje considero os blogs das ferramentas mais interessantes para arquivar e divulgar informação (acho o WordPress na versão gratuita uma coisa de outra dimensão…). Por causa dos blogs conheci, online e ao vivo, algumas das pessoas mais interessantes da Vida, no contexto de interesses comuns.

Depois, lixo é o que os jornais e os media no geral pretendem impingir a quem os lê/vê. Há por aí muito blog a fazer serviço público, mas muito melhor.

O meu primeiro blog foi criado em Setembro de 2002, quando estava um calor abrasador e estava eu noite dentro a teclar que nem louca numa varanda de Madrid…

Como é possível ter passado tanto tempo?

Escrevi poemas e pequenos textos de emoções e de opiniões, divulguei ciência quando eram raros os que o faziam. Finalmente, anos mais tarde descobri os blogues dos rabiscos. Criei este em 2007.

Publiquei durante anos e anos, até há bem pouco tempo, quase sempre sob anonimato. Sim, que eu não sou autora apenas do Papiro papirus, mas de vários outros blogues. Notem, que há uma urban sketcher poetisa que conheci online através desse primeiro blog de 2002. Este país é um penico, já se sabe…

Durante mais de três anos mantive um blog de divulgação científica, o “Caminhos do Conhecimento”. Durante muito tempo achei que tinha um título péssimo até recentemente ter descoberto que a Ciência Viva agarrou nesse mesmo título para denominar o portal sobre o legado de José Mariano Gago (uma das mais relevantes personalidades da Divulgação Científica em Portugal). Imaginem… Que honra! Eu a pensar que era um nome a cheirar a pseudo-ciência… ahahahah!

Estou a ver que que não sou a única que fui largando um blog, criando outro blog, largando, criando… Nos tempos de hoje só me apetecer manter vivo um único blog, este Papiro papirus! Aqui reúno a maior parte do que me tornei, apesar do foco central serem rabiscos. Sou bióloga do coração, apaixonadérrima por museus, partilhadora de assuntos culturais e de ciência (nesta parte, pouco, porque o faço profissionalmente), desenhadora, mini repórter e opinidadora de vão de escada.

Sabem do que mais gosto?
De reescrever, reescrever, reescrever, reescrever… porque é muito divertido e faz-me crescer,  clarifica a cabeça e o texto, melhora as publicações. Escrever online tem essa vantagem de virmos cá quando nos apetece e melhoramos o que precisa de ser melhorado. Também gosto de voltar atrás de vez em quando e perceber como pensava há muitos anos e quais eram os meus interesses na altura. Os blogs fazem-nos olhar ao espelho. Se os espelhos forem analisados pela positiva isso traz-nos o benefício da evolução da mente e do espírito.

O texto da Cristina Nobre Soares está ali, mas só quem é “Amigo” no Facebook consegue lê-lo. Também está publicado no blog Em Linha Recta.

 

Reportagem Desenhada | Prémio Acesso Cultura Linguagem Simples para o Museu da Presidência

Reportagem desenhada da entrega do Prémio Acesso Cultura – Linguagem Simples por Rita Caré
Reportagem desenhada da entrega do Prémio Acesso Cultura – Linguagem Simples por Rita Caré

Reportagem Desenhada
Prémio Linguagem Simples para o Museu da Presidência

No dia 13 de Março de 2018, o Museu da Presidência recebeu o Prémio Acesso Cultura – Linguagem Simples numa cerimónia realizada no Teatro Nacional D. Maria II, em Lisboa. A Acesso Cultura entregou ainda uma Menção Honrosa à empresa Formas Efémeras.  “Foi uma cerimónia curta, bonita, emotiva”, lê-se numa publicação do Facebook da associação.

O texto introdutório da exposição “Boa Viagem, Senhor Presidente! De Lisboa até à Guerra. 100 anos da primeira visita de Estado” foi o escolhido pelos jurados, composto por Cristina Nobre Soares, Hugo Sousa e Rita Tomás. Segundo o júri, citado em COMUNICADO da Acesso Cultura, “De entre os vários textos que podemos encontrar numa exposição, é ao texto do painel de introdução que cabe, em primeira mão, a responsabilidade de influenciar a experiência da visita. É ao depararem-se com este texto que os visitantes se interrogam: “O que vou ver? Porque é que me querem mostrá-lo? O texto vencedor do Prémio Acesso Cultura – Linguagem Simples 2018 não deixa margem para dúvidas quanto ao que vai ser visto e ao porquê do tema escolhido.”. Os textos premiados e a justificação sobre a sua escolha estão disponíveis para CONSULTA.

Sobre a relevância deste prémio no contexto da Acessibilidade em Portugal, Maria Vlachou, directora executiva da Acesso Cultura, explicou tratar-se “de um prémio de reconhecimento, um reconhecimento de quem se esforça para contrariar a forma habitual de fazer as coisas (aquela que todos conhecemos e que nos deixa confortáveis) e de tentar enfrentar aquela que todos reconhecemos como uma barreira: a linguagem que usamos para comunicar com o público em geral, com pessoas que não sabem o que nós sabemos. No entanto, a distância é grande entre a teoria e a prática. Reconhecer não é fazer… E enquanto somos todos capazes de identificar os erros de outros, quando se trata de nós, temos medo de arriscar a ser claros, de repente a comunicação clara parece ficar equiparada a uma forma simplista ou infantilizada de comunicar. Sempre no nosso caso, nunca no dos outros.”.

 

Do “FAZER” – Citação para não esquecer

 

Hoje reli uma citação que a Teresa Ogando me enviou há umas semanas num e-mail que, claramente não Li com a devida atenção. Hoje Atentei-me ao conteúdo…

Começa por fazer o necessário, depois faz o possível.
E de repente estarás a fazer o impossível! 

São Francisco de Assis

 

 

 

Às vezes rabiscam-me ou fotografam-me…

e eu gosto muito disso,
quando são as pessoas de quem gosto tanto os(as) autores(as).

RitaPorAnaCrispim-Pascoa2018 (3)

 

Gosto muito desta foto, porque estava  fascinada por um miúdo pequeno fixado a olhar para o meu desenho e talvez para o meu chapéu… Por Ana Cristina Crispim

Rita Care _ Por _Marilisa Mesquita _ AnosCasadosTiosCrispim_2018

A Marilisa Mesquita faz uns desenhos de mim absolutamente incríveis, não faz?

 

 

3 ANOS de Foto& Sketchers 2 Linhas!! E um balanço…

Logótipo do grupo Foto&Sketchers 2 Linhas (FS 2´´)
PARABÉNS A NÓS, Foto&Sketchers 2 Linhas!!
 
Em Maio de 2018, o grupo Foto&Sketchers 2 Linhas celebra três anos de existência! 

Não existe uma data muito específica de aniversário, porque a ideia surgiu, algumas pessoas falaram sobre o assunto e criei o blog e este grupo nessa altura. O primeiro encontro foi organizado no dia 31 de Maio de 2015.

Tem sido cá uma Viagem esta!
APLAUSOS E SORRISOS!!
 

Obrigada a todos os que apoiaram a ideia dos Foto&Sketchers 2 Linhas e que têm ajudado a tornar este grupo uma realidade. O nosso grande lema é a PARTILHA E A PROMOÇÃO DA AMIZADE. É uma grande emoção ver tanta gente entusiasmada em participar nas actividades que promovemos, sempre como Voluntários.

Sinto dois “Senãos” no desenvolvimento deste grupo ao longo tempo:

1 – A maioria das pessoas não se têm sentido entusiasmada pela reportagem fotográfica. Mas relembro que este grupo promove também a fotografia, com smartphone ou com máquinas fotográficas super-profissionais. O que interessa é explorar a fotografia como mais gostarem.

2 – A maioria das pessoas não partilha os seus desenhos e fotografias, mas PODE se lhes apetecer, tanto aqui no grupo do Facebook, como no Instagram com a hashtah:
#fotosketchers2linhas. Há ainda a possibilidade de publicarem no blog dos FS 2´´.

Faço notar também três aspectos:

. Ultimamente, têm sido organizados poucos encontros fora de Lisboa, ou seja, nos outros Concelhos que estão nos nossos objectivos: Cascais, Oeiras, Sintra e Amadora. Mas isso irá mudar em breve. Notem que a organização dos encontros depende sempre da disponibilidade e motivação de quem os organiza.

. Há muito tempo que não organizamos um evento durante a semana.

. Há muito tempo que não fazemos uma Expedição a um evento alheio.Por isso, anunciamos que na penúltima semana de Maio (em 24 ou 25 – ainda temos que confirmar a data) iremos promover uma expedição a um evento de organizado por outra Pessoa e Organização que nos são muito Estimadas. Dessa forma celebraremos a Partilha, a Amizade e o que tanto gostamos de fazer: reportagens fotografadas e desenhadas!

Para saberem mais sobre o grupo Foto&Sketchers 2 Linhas, os nossos objectivos, quem somos, a nossa história, explorem a informação da barra lateral do blog e visitem as secções:

 

 

#virtualjumpsketch à Ilha de Páscoa

Em Abril de 2018, o desafio do Salto Virtual | #virtualjumpsketch foi um salto à Ilha de Páscoa, na Polinésia, no meio do Oceano Pacífico.

Inspirada e deslumbrada pelas imagens do local com mais de 900 esculturas enormes, extraordinariamente colocadas por seres humanos ancestrais, criei este desenho carimbado.

Rita Caré, Desenho, #virtualjumpsketch, Salto Virtual, Papiro papirus, carimbos, desenhar, Ilha de Páscoa
#virtualjumpsketch à Ilha de Páscoa

Para saberem detalhes sobre o “Salto Virtual” visitem a página do projecto ALI. Se quiserem, podem participar nos desafios anteriores!

Sigam-nos no Instagram, no Facebook e no Twitter com a hashtag:

#virtualjumpsketch

P.S. Quem nos dera que existisse teletransporte…

E criar um Museu da Língua Portuguesa online…?

Hoje de manhã, como sempre, tive o mau há hábito de ir bisbilhotar o Facebook mesmo antes de pôr o pé no chão… Estava lá esta provocação da Inês Bettencourt da Camara (da Mapa das Ideias) mesmo à espera para ter uma resposta.

 

Escrevi a minha resposta por entre tarefas domésticas matinais no bloco de notas do telemóvel. Apaguei muito e voltei a escrever e a reescrever. Refleti sobre um tema recorrente na minha mente, desde que no Brasil foi criado o Museu da Língua Portuguesa (museu que ardeu em 2015, mas que está em reconstrução): Porquê que Portugal não tem um museu da Língua Portuguesa?

Heis a minha resposta:

Vou fazer uma pergunta não como especialista em museologia (não sou), mas como profissional da comunicação e, sobretudo, como fã incondicional dos museus, do papel tão relevante que têm e que podem vir a ter para a democracia, por sentir que precisam de mudar para interagir de todas as formas possíveis com as pessoas, por sentir que precisam de as abraçar e de as convidar a visitá-los de “pantufas” (ou seja, em estado de conforto físico e mental).

Tudo isto no contexto do mundo actual cada vez mais a viver online. Tudo isto no contexto da necessidade dos museus mostrarem e promoverem a discussão do que é Relevante, de se deixarem de neutralidades convenientes e cínicas e criarem Relevância, de se envolverem na Sociedade e de serem Acessíveis.

::: Do que é que se está à espera para se criar um Museu da Língua Portuguesa online com base nas Colecções existentes?

Estamos em 2018!! Estamos tantos online em Portugal e somos cada vez mais! O meu avô tem 90 anos, faz pesquisas e lê jornais online no smartphone!

Embora os países de língua oficial Portuguesa possam não estar com a mesma força online, estarão em breve… Notem que não sei dados oficiais. Alguém me sabe dizer se há relatórios sobre este assunto?

A língua está tão viva e muda e muda e evolui muito depressa, também porque existe a Internet.

Adoro usar expressões oriundas dos países que são agora nossos no coração… Uso-as “bué” e sei pouco sobre a sua origem, porque sou ignorarante e gostava muito de deixar de ser dentro de um museu para Todos, que me mostrasse, explicasse e conversasse comigo, visitável de todo o lado no meu smartphone e do meu PC (sou “velha” e ainda gosto mais dos PCs…).

Obrigada Inês por me pôres a pensar nisto outra vez!

 

Papiro papirus, porque… | Facebook sempre a inventar…

Agora há uma caixinha lateral nas páginas do Facebook, nova, claro! Somos convidados a  preenchê-la… Diz que fica tudo muito mais eficiente, mas o que uma pessoa sente é que o sistema vai de mal a pior…

Mas pensamentos +++ e o lado bom da coisa é que estimulou o exercício de reflexão pela escrita de outra maneira (há sempre muitas) sobre o que é isto do Papiro papirus e do que é que tenho andado para aqui a fazer…

PapiroFacebook

Papiro papirus, porque…
  • Anseio por me tornar melhor contadora de histórias e de ideias com palavras e imagens.
  • Sou comunicadora de cultura e ciência e passo o dia a criar e a gerir a divulgação de conteúdos sobre estes temas.
  • Sou ilustradora sempre que posso ao nivel profissional para complementar a informação que divulgo.
  • Desenho muito, porque o meu corpo e a minha mente precisam. Aprendi a fazê-lo com algumas das pessoas mais marcantes da minha vida. Adoro Ensinar a desenhar sempre que consigo um tempo extra e aparece quem queira vir aprender.