Rabiscos de Ciência no Instituto Gulbenkian de Ciência

No Dia Aberto 2018 do Instituto Gulbenkian de Ciência (IGC)  da Fundação Calouste Gulbenkian, o grupo FotoSketchers 2 Linhas tiveram visitas guiadas  com a investigadora Joana Carvalho a laboratórios que se dedicam à descoberta do desconhecido sobre desenvolvimento, evolução e biodiversidade. Observámos duas espécies “Top Model” do IGC, moscas do vinagre e borboletas. O grupo da tarde visitou o biotério das moscas.

Visitar um laboratório onde se trabalha todos os dias é uma uma experiência muito interessante.

Os investigadores são pessoas muito criativas. Olhem o que desenharam com o musgo. Reparem nestes detalhes no laboratório. O sentido de humor e o espirito critico sempre presentes!

 

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Exposição PlantLab Sketching na Esc. Sec. Luís Freitas Branco

A Exposição itinerante PlantLab Sketching  inaugurou na Escola Secundária Luís de Freitas Branco, em Paço de Arcos, Oeiras, no dia 26 de Setembro de 2018. Fica aqui a reportagem fotográfica do evento de inauguração da exposição, da visita dos alunos e da própria exposição neste escola.

Esta exposição, organizada pelo ITQB NOVA – Instituto de Tecnologia Química e Biológica, o CiB – Centro de Informação de Biotecnologia e o grupo FotoSketchers 2 Linhas, já passou pelo ITQB NOVA, em Oeiras, e pelo Bar Irreal, em Lisboa. Viajará durante 2018 e 2019 até escolas do ensino secundário. O objectivo é envolver alunos e professores em actividades de Arte & Ciência para os maravilharmos com questões científicas exploradas nos laboratórios que visitámos e nas actividades nas quais participámos do Dia Aberto do ITQB NOVA 2017.

Pedro Fevereiro, líder do Laboratório de Biotecnologia de Células Vegetais, e Carlota Vaz Patto, líder do Plant X Laboratory – The Genetics and Genomics of Plant Complex Traits, contaram alguma da investigação que fazem nos seus laboratórios do ITQB NOVA. Rita Caré, comunicadora de ciência no CiB, urban sketcher e autora deste blog Papiro papirus, contextualizou as visitadas desenhadas a estes dois laboratórios nas actividades realizadas no Dia Aberto do ITQB 2017.

Todos focaram alguns aspectos das suas escolhas académicas e profissionais ao longos dos anos, responderam a perguntas sobre a investigação, a biotecnologia no geral e em tópicos específicos e nas extensas possibilidades de uma vida académica e profissional nas áreas nas quais trabalham.

Mais uma vez agradecemos a todos os autores pela partilha destas imagens para esta exposição!

Estejam atentos à hashtag #RabiscosITQB nas vossas redes sociais

Reportagens Fotográficas

 

De seguida esperamos levar esta exposição a outras escolas de Oeiras e de outros concelhos de Portugal. Se é professor(a) e pretende que esta exposição visite a sua escola, contacte o ITQB NOVA (sci [@] itqb.unl.pt) e o CiB Portugal (geral [@] cibpt.pt).

 

Exposição PlantLab Sketching segue para Esc. Sec. Paço de Arcos

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A Exposição PlantLab Sketching que esteve patente, em 2017, no espaço público do ITQB NOVA, em Oeiras, e no Bar Irreal, em Lisboa, segue em itinerância para escolas do ensino secundário, em Oeiras ou em outros locais a pedido de professores e alunos. A próxima paragem é a Escola Secundária Luís Freitas Branco, em Paço de Arcos, no Concelho de Oeiras. Esta paragem realiza-se também no contexto da Semana Europeia da Biotecnologia (Biotech Week 2018)

As imagens impressões de desenhos de urban sketchers (desenhadores de rua, em Português), produzidas no contexto de actividades realizadas no Dia Aberto 2017 do ITQB NOVA, em Oeiras. Os autores que participam nesta exposição desenharam ao vivo durante visitas guiadas a laboratórios de Biotecnologia de Plantas e noutras actividades do evento que celebrou, em 2017, a investigação que se faz no ITQB NOVA, o Dia Mundial da Metrologia e o Dia Internacional do Fascínio das Plantas.

A exposição nesta escola será inaugurada com evento-conversa com dois investigadores do ITQB NOVA, Pedro Fevereiro e Carlota Vaz Patto, e por Rita Caré, comunicadora de ciência, urban sketcher e autora deste blog Papiro papirus.

Projecto “Rabiscos no ITQB” é organizado, , desde 2015, pelo ITQB NOVA – Instituto de Tecnologia Química e Biológica, o CiB – Centro de Informação de Biotecnologia e o grupo FotoSketchers 2 Linhas.

Reportagens

Se é professor(a) e pretende que esta exposição visite a sua escola, contacte o ITQB NOVA (sci [@] itqb.unl.pt) e o CiB Portugal (geral [@] cibpt.pt).

Apontamentos Desenhados do meu Perfil Profissional e não só…

Os Rabiscos de Ideias entraram na minha vida há quase dois anos. Um belo dia pûs-me a pesquisar informação sobre infografias. E de repente fui dar com o Doug Neill e o seu projecto “Verbal To Visual”, que é cada vez mais uma escola internacional de Rabiscos de Ideias. A minha história Verbal To Visual continua em baixo.

Depois desse tempo nas andanças dos rabiscos de ideias, apareceu a oportunidade de conhecer muitos dos sketchnoters que sigo na Internet. Onde? Em casa! Em Lisboa, durante o SketchNote Camp 2018! :D

Essa conferência pode ser seguida nas várias redes sociais através das hashtags: #isc18lx e/ou #ISC18LX

Tal como diz o Doug Neil, “Let’s give it a try to #SketchNotes“.

Os inscritos foram convidados a enviarem o seu perfil para o livro da conferência. E daí surgiu este Rabisco de Ideias da minha vida profissional e académica até Setembro de 2018.

I’m Rita Caré, my nickname  is @ritacarepapiro at Facebook, Twitter  & Instagram  and my favourite hashtag is #RabiscarIdeias

Rabiscos de Ideias - Perfil de Rita Care - Set 2018 - Comunicacao Ciencia - SciComm

Identifiquei-me imediatamente com o Doug Neill do Verbal To Visual, porque para além de explorar o desenho de uma forma totalmente diferente da minha, ele tem formação científica. Foi um professor frustrado com o sistema norte americano do ensino básico e secundário. Então, pôs as mãos na massa e ao longo dos últimos cinco anos montou uma escola deste tipo de desenho que explora os conceitos (conhecido por sketchnotes, visualnotes, rabiscos de ideias, apontamentos desenhados, pensamento visual ou reportagem gráfica, etc…).

O Doug produz os seus materiais para todos, mas tem uma tendência muito grande para ir de encontro às necessidades que os professores têm (embora a maioria nem sequer saiba disso) e para os incentivar a utilizar esta ferramenta com os seus alunos.

Imaginem isto no contexto mítico e terrível de que se estamos a desenhar é porque não estamos atentos e de que “eu não sei desenhar nem nunca saberei”.

Bom, perante isto decidi criar o blog Papiro Gráfico – que ando a ameaçar há meses passar totalmente para este, o blog Papiro papirus. Os meus rabiscos de ideias e os posts desse “outro” blog gráfico estão já por aqui meio desarrumados sob as categoria Papiro Gráfico e Reportagem Desenhada.

Se tem interesse em conhecer as minhas histórias de vida, pode ler o meu resumo e o meu perfil escrito por Carolina Lobão Figueira.

Exposição a decorrer em Santos, Lisboa | + de Rabiscos com Ciência

Este blog anda estranhamente quieto. Não é que eu não rabisque e aguarele por aí, mas não me tem apetecido escrever e por isso não tenho publicado posts, que reúnem esses desenhos por temas. Quem me segue no Instagram sabe que não estou quieta nos rabiscos… No instagram não conto histórias como aqui…

Expo-PlantLabSketching-Facebook
Cartaz da Isa Silva

Estou para ali a actualizar a barra lateral com a novidade de que a exposição dos desenhos concretizados no instituto de investigação ITQB NOVA entrou em itinerância. Está desde 8 de Novembro de 2017 no Bar Irreal, em Santos, Lisboa, como o título “PlantLab Sketching”. Termina no dia 30 de Novembro, com uma conversa com um investigador em Biotecnologia de Plantas e um encontro do grupo Foto&Sketchers 2 Linhas.

Fui qualquer coisa como a “curadora”. Geri a recolha de digitalizações e contacto com o designer que preparou as imagens para serem impressas, escrevi o texto de introdução e as legendas das imagens, com ajuda da Joana Lobo Antunes, coordenadora do gabinete de comunicação do ITQB e ajudei na montagem no bar.

A exposição inclui também desenhos meus concretizados em visitas guiadas a laboratórios de Biotecnologia para o melhoramento genético de plantas com interesse agrícola. A seguir vai para uma escola de ensino secundário. Mais informações e exposição online ALI

Na Exposição Ciência em Rabiscos

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 EXPOSIÇÃO

Ciência em Rabiscos
– Urban Sketching no ITQB NOVA –
 
27 Setembro a 17 de Outubro de 2017, Oeiras
Os meus desenhos concretizados no Dia Aberto do ITQB NOVA, em Oeiras, estarão expostos na exposição “Ciência em Rabiscos: Urban Sketching no ITQB NOVA”, patente junto ao bar do instituto, a partir de 27 de Setembro e até 17 de Outubro de 2017.
Obrigada a todos os sketchers que partilharam os seus trabalhos, aos investigadores que deram apoio à actividade e à equipa de comunicação do ITQB NOVA, pelo apoio na organização da actividade e da exposição.
Visitem!
Mais informações ALI 

 

 

Urban Sketching & Comunicação de Ciência

Science Sketching - Rita Care - 25July2017

Read in English below

Ciência Fora da Caixa:
Urban Sketching e Comunicação de Ciência
Mesa Redonda do Summer Science ITQB NOVA

25 Julho 2017, Oeiras

Fui convidada pelo ITQB NOVA – Instituto de Tecnologia Química e Biológica António Xavier para participar na Mesa Redonda “Ciência Fora da Caixa”, incluida no programa para alunos não licenciados Summer Science ITQB NOVA, para falar sobre as actividades que tenho organizado sobre urban sketching com ciência em actividades do Instituto Gulbenkian de Ciência e no ITQB NOVA, desde 2014.

A minha apresentação e respectivas notas para cada slide estão disponíveis para download AQUI.

Enviem-me um e-mail com qualquer pergunta  e/ou se quiserem juntar-se para rabiscar por aí comigo! O próximo encontro é no Museu da Carris, em 5 de Agosto, para desenharmos e fotografarmos eléctricos, autocarros e muito mais! Os meus contactos estão ACOLÁ.

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Science out of the box:
Urban Sketching & Science Communication 
Summer Science ITQB NOVA Roundtable

25 July 2017, Oeiras

I was invited by ITQB NOVA – Instituto de Tecnologia Química e Biológica António Xavier to participate in the Roundtable Science out of the box (included in the program Summer Science ITQB NOVA, specifically to nongraduated students) to talk about the activities that I’ve been organizing since 2014, with Instituto Gulbenkian de Ciência and with ITQB NOVA, about urban sketching with science.

My presentation and notes are available to download at this LINK.

Send me an e-mail with any question and/or if you want to join me to sketch/draw! The next meeting is to Carris Museum on 5th August. We will sketch and photograph trams, bus and much more! My contacts are THERE.

Reportagem Gráfica com Sue Pillans sobre Rabiscos de Ideias com Ciência

Rita Care - SN_Hangout w Sue Pillans 25jun2017 (2) - 1200
Sketchnote Hangout com Sue Pillans | 1 de 2

Este Sketchnote Hangout com a Sue Pillans, conhecida também por Dr. Suzie Starfish, foi um bocadinho complicado de assistir, porque não estava na serinidade do lar – Não podia perder um SN Hangout sobre ciência! Depois de ver as reportagens de outros participantes até acho que consegui captar muita informação.

Esta é a 3ª versão e talvez venha a haver uma 4ª versão melhorada para três páginas ou para uma página A3. Continuo a dizer que quando conseguir à 2ª versão faço uma festa de rabiscos!!

Rita Care - SN_Hangout w Sue Pillans 25jun2017 (1) - 1200
Sketchnote Hangout com Sue Pillans | 2 de 2

Reflexão / Auto-crítica:

  • Esta 3ª versão não é muito diferente da segunda, tal como aconteceu nas experiências anteriores. Consegui mais espeços em branco na primeira página e na metade esquerda da segunda.
  • O layout da 2ª página tem os textos um pouco encavalitados, mas acho que melhorei muito, sobretudo porque agora sinto que sei escolher melhor que marcadores usar para este tamanho de páginas (A5) e também consigo criar tipos de letras diferentes. Tenho mesmo de me mentalizar que devo usar uma régua para que os textos fiquem direitos.
  • Tenho também de melhorar na função de cada tipo de letra e na função de cada uma das 3 ou 4 cores a usar.
  • Talvez venha a haver uma 4ª versão utilizando A3 e marcadores em vez de canetas, uma estrutura melhorada com mais brancos, mais ícons e menos texto.

Entre o deslumbramento e a tristeza no Aquário Vasco da Gama: Reflexão

Este post foi baseado em comentários que fiz no blog da Teresa Ruivo, que publicou uma reflexão muito importante sobre o desconforto e tristeza que sentiu perante a condição de alguns dos animais habitantes do Aquário Vasco da Gama. Não consegui evitar expor longamente a minha reflexão e também a experiência entre o deslumbramento e a tristeza que sinto naquele espaço – ou noutro local com características e objectivos semelhantes – sobretudo quando me vejo confrontada com mamíferos ou outros animais de grande porte. Os desenhos que aqui partilho são todos da Teresa.

Otárias no AVG - Teresa Ruivo 2016 (1)
Leão Marinho no Aquário Vasco da Gama por Teresa Ruivo

Antes de tudo o mais, defino-me intimamente como bióloga. Ao longo dos anos da licenciatura fui-me especializando na área de investigação em ecologia e comportamento animal. Contudo, desde o início do estágio tornei-me comunicadora de ciência, deixando essas áreas para “trás” ao nível profissional. Mas a minha paixão pelos animais e pelo seu comportamento nunca me abandonará. A propósito, o meu ídolo de criança é Jacques Yves Cousteau, o mais importante comunicador dos mares e dos oceanos do século XX. Era eu muito miúda e ele entrava-me pela casa dentro através de documentários televisivos que me deslumbravam e deram a conhecer seres vivos de todas as formas e tamanhos, desde os seres mais microscópicos à gigante baleia-azul.

A Teresa e eu temos em comum o uso da ferramenta maravilhosa que é o diário gráfico, mas as nossas abordagens são diferentes, sobretudo do ponto de vista emocional. Os desenhos da Teresa interessam-me profundamente, porque parecem focar-se naquilo que a atinge nas emoções. Olho longamente as páginas dos seus diários e sinto que o faz para resolver alguns dos seus conflitos interiores. Já eu, recuso-me a expor nos meus desenhos os meus sentimentos mais íntimos e dolorosos e situações de conflito (com algumas excepções).

Não desenhei, nem fotografei, a tartaruga  ou o Leão-marinho. Nem consegui olhar prolongadamente para ele. Não consegui trazê-los comigo nos meus cadernos e álbuns, lugares prioritários para o positivo, o belo e o estético. Os dois animais estão-me associados a um sentimento de grande tristeza. Assim que entrei na zona do tanque percebi imediatamente que a Leão-marinho está cego, ou pelo menos quase cego. É um ancião. Possivelmente aquele animal foi apanhado numa situação complexa, poderá nunca ter havido condições para a sua recuperação e posterior devolução ao seu meio ambiente natural marinho. Ou já nasceu em cativeiro.

Tartaruga Marinha no AVG - Teresa Ruivo 2016
Tartaruga marinha no Aquário Vasco da Gama por Teresa Ruivo

Gostava de saber que política tem o Aquário Vasco da Gama para aquele espaço actualmente e para o futuro (pode ser utilizado para acolher animais em dificuldades – ainda bem que existem estes espaços mesmo que não tenham as condições ideais…).

Há muitos casos de situações destas em aquários, zoos e parques de animais. Há motivos que devemos levar a sério e considerar a importância da sua existência no contexto actual (nos últimos dois séculos foram utilizados para fins de investigação científica, para mostrar aos públicos seres que de outra forma nunca teriam contacto e para os mostrar como troféus). Fingir que os problemas não existem, “meter a cabeça na areia”, ou pior ainda ser-se demagógico e extremista, não faz parte do tipo de posturas com as quais me identifico.

Actualmente, penso que existem duas grandes razões para manter alguns animais selvagens em cativeiro (a sua presença mesmo que curta neste tipo de espaços deveria teoricamente – e também por questões de ética – ser aproveitada ao máximo para investigação científica biológica e comportamental para beneficio da protecção das próprias espécies):

1. Foram capturados em situação de doença ou debilidade física por muitos motivos diferentes (provocados pelo próprio homem, por doença do animal ou provocado por outros animais).
2. Nascem já em cativeiro, são usados em programas de recuperação de populações de espécies (ou não, por diferente motivos e complexos). Alguns são preparados para serem inseridos no meio ambiente onde teoricamente pertencem. Outros nunca serão libertados por diferente motivos também complexos (algumas espécies não têm qualquer possibilidade de sobrevivência se não houver condições existentes para tal – que são variadas e também complexas biologica e ecologicamente falando).

Isto não quer dizer que não hajam situações de abuso por esse mundo fora. Claramente que as há. Há que lutar para que estes espaços sejam cada vez menos necessários, mas não me parece que seja adequado fazê-los desaparecer, porque potencialmente têm e terão sempre uma função positiva a cumprir no acolhimento temporário ou permanente de animais com problemas e na preservação de espécies em risco.

Em Portugal e em Espanha há um exemplo muito específico, que vai sendo cada vez mais do conhecimento do público, pela visibilidade que os meios de comunicação social lhe dão: os programas de recuperação do Lince-ibérico (espécie só existente em Portugal e em Espanha e uma das mais ameaçadas do planeta) – consultar colecção de notícias do jornal Público.pt sobre o Lince-Ibérico. Podemos sempre questionar-nos se o investimento financeiro  muito volumoso nestes programas é legítimo e se vale mesmo a pena. O meu objectivo não é dar uma resposta, mas provocar uma reflexão!

Finalmente, quero deixar aqui bem claro que do meu ponto de vista, enquanto profissional da área da biologia e também da comunicação de ciência,  é incompreensível que não haja uma tabela de texto bem visível junto aos grandes tanques explicando os motivos pelos quais aqueles animais estão ali. Isso é o que deveria ser feito, seguindo as melhores práticas de comunicação de ciência e de educação ambiental.

Estes assuntos são muito controversos e delicados.  Considero que o maior problema perante os visitantes é o contexto destes animais estarem ali sem qualquer explicação visível (pelo menos não vi). Se o departamento educativo fizer um bom trabalho nas visitas guiadas os visitantes podem ter acesso a uma explicação. De qualquer forma, não é adequado a inexistência de uma explicação permanente numa tabela de texto…

Vi a tartaruga a “meter-se” com visitantes pondo a cabeça de fora da água e interagindo. Os animais como estes têm Alma [esta não é uma consideração com valor científico, mas apenas pessoal da minha parte]. Apesar de tudo, estes seres vivos não estão Sós. Têm pessoas que os cuidam e que lhes dão atenção. Mesmo que fossem reinseridos no seu ambiente natural sentiriam a falta de quem os cuidou. Já tinham pensado nisso caros leitores? É também por isso que alguns não se conseguem reintegrar no seu ambiente supostamente natural, às vezes depois de anos a serem treinados para isso…

Otárias no AVG - Teresa Ruivo 2016 (2)
Otária no Aquário Vasco da Gama por Teresa Ruivo

Obrigada Teresa pelos desenhos maravilhosos que partilhaste. Ofereceste aos meus olhos desenhos que eu gostaria de ter feito, mas sou incapaz de fazer. E por teres contribuído para que trouxesse a público esta reflexão.

Texto de Opinião de Rita Caré e Desenhos de Teresa Ruivo

Exposição no ITQB – Desenhar o Fascínio das Plantas no ITQB

Desde o dia Aberto do ITQB-UNL, em 10 de Outubro de 2015, está uma pequena exposição de diários gráficos num dos corredores do piso público do instituto junto ao bar. Alguns dos muitos desenhos resultantes do projecto “Desenhar o Fascínio das Plantas no ITQB” foram seleccionados para representarem a exposição online. A difícil tarefa de escolher apenas 15 desenhos coube à equipa de comunicação do ITQB e teve em consideração essencialmente a presença de textos e balões de conversação, que davam contextualização às actividades realizadas, e também alguma cor presente nos desenhos.

Como se pode ler no painel de introdução à exposição, muitos dos participantes não desenhavam desde os tempos de criança. Foram resultados incríveis considerando que cada desenho foi produzido apenas durante 15 a 30 minutos.

Obrigada e parabéns a todos os corajosos que participaram e partilharam connosco os vossos desenhos! A exposição online esta em: http://rabiscos.itqb.unl.pt

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