Rabiscos Felizes com os Qual Alcatraz

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Nos rabiscos e parvoíces maravilhosas na Fábrica da Pólvora de Barcarena com os Qual Alcatraz.

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#virtualjumpsketch à Ilha de Páscoa

Em Abril de 2018, o desafio do Salto Virtual | #virtualjumpsketch foi um salto à Ilha de Páscoa, na Polinésia, no meio do Oceano Pacífico.

Inspirada e deslumbrada pelas imagens do local com mais de 900 esculturas enormes, extraordinariamente colocadas por seres humanos ancestrais, criei este desenho carimbado.

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#virtualjumpsketch à Ilha de Páscoa

Para saberem detalhes sobre o “Salto Virtual” visitem a página do projecto ALI. Se quiserem, podem participar nos desafios anteriores!

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#virtualjumpsketch

P.S. Quem nos dera que existisse teletransporte…

Um mês, um mês muito difícil, UM RECOMEÇO

Rita Care - 1 Mes - Dez2017-Jan2018 (1)

Desde o Verão de 2017, a vida tem sido muito difícil, porque o corpo estava gravemente doente desde há muito mais tempo. Contudo, em Junho de 2017 tornou-se insuportável. A recuperação contínua e não sei se alguma vez mais saberei o que é viver sem Dores. Mas desde há muitos anos, por causa das enxaquecas devido a crises terríveis de sinusite e rinite não deixo que o meu corpo comande o que quero muito fazer. Pelo menos tento. Não é uma vontade racional. É a minha mente que manda mais do que eu. Sei lá, se calhar é o instinto de sobrevivência. Às vezes tenho de racionalmente obrigar-me a ficar parada do corpo e também da cabeça, somente a olhar para uma parede branca, para o mar, para um relvado, para as flores…

Este caderno foi produzido pela Marilisa Mesquita, com grande carinho e  propositadamente para a “viagem” que ambas sabíamos que eu ia ter que fazer. É A6 e não é um “Caderno” clássico, mas em harmónia, concebido para ser leve, mas para pintar aguarela se me apetecesse. Ela produziu 4 destes cadernos muito compridos.

Clicar para ver as imagens em sistema de carrossel
e na setas para avançar ou para voltar atrás

 

Estes desenhos foram feitos no espaço de um mês, de Dezembro de 2017 a Janeiro de 2018. Do primeiro desenho ao segundo há um intervalo de três semanas… Tem de tudo, desde urban sketching (desenho de observação no local), sketchnoting (rabiscos de ideias) a desenho por fotografia e a desenho de memória, a aguarela, lápis de cor e guache. O primeiro desenho foi feito no quarto do hospital, antes da cirurgia, e os restantes foram feitos em Vila Franca de Xira, em casa da família ou na rua.

Este é um caderno muito importante, porque marca um tempo de RENOVAÇãO. A vida jamais será a mesma. Terá que ser LENTA e LEVE. Mas esta viagem tem sido feita sempre acompanhada por Família e Amigos muito queridos que, ao longo dos dias e através das incríveis tecnologias para smartphone não me deixaram esmurecer,  trazendo-me para cima nos dias mais dolorosos.  Essas pessoas sabem quem são :)

Estou a reeinventar-me e isso é mesmo muito bom. Sentia há muito que tinha que mudar e não sabia por onde ir. A vida aponta-me caminhos aqui e ali e vou estando atenta e tomando as minhas decisões consoante as oportunidades que surgem. Estou viva e caminho. Agora parece mesmo um milagre criado pela alta tecnologia e conhecimento médico. Há 5 ou 10 anos atrás talvez estivesse numa cadeira de rodas. É brutal, não é? É, mas eu estou mesmo viva e aqui a andar pela rua e a emagrecer muito para melhorar lentamente o meu Viver. É a terceira vez que a Medicina me salva a vida em 41 anos. Obrigada Deus por inventares as mãos, o desenho, a escrita, o cérebro humano e a Medicina e a Tecnologia do séc. XXI.

Durante aquele mês, deitada na cama a olhar para o tecto imaginei o projecto Salto Virtual (#VirtualJumpSketch). Demorei quase três meses a pô-lo em prática, mas pûs e estou muito orgulhosa de todos os que nele têm participado. É incrível o grande Salto que deram na sua forma de desenhar!

Este post é publicado, por acaso, noutro dia (5 de Abril de 2018) muito marcante e espero que seja o primeiro dia de uma viagem extraordinária que, se correr bem, será partilhada nos próximos tempos.

Pensamentos +++

A Miúda dos Abraços regressou Reformulada para Abraçar a Vida a Sorrir

Rita Caré, 41 anos

 

 

 

 

 

Casario em VFXira

Da Biblioteca Municipal de Vila Franca de Xira, a Fábrica das Palavras, é possível ver o casario, o rio Tejo, a Lezíria, quase tudo em redor. Tem das maiores janelas que já vi e a maior quantidade de luz natural que já senti num edifício. Isso causa problemas técnicos para a salvaguarda dos livros, mas é um enorme prazer estar lá dentro, podendo disfrutar de uma vista deslumbrante.

Há lá um recanto silencioso com bancos de cortiça com vista para o casario na secção de exposições. Local óptimo para desfrutar da minha predileção por casas amarelas e verdes, especialmente se tiverem roupa estendida…
Aproveitei para continuar na senda de experimentar o desenho digital, antes que o tablet se despeça para sempre de velhice… Este foi um rabisco muito rápido, nos últimos dias da minha estadia por lá em Janeiro de 2018.

RitaCare_CasarioNoRio_Jan2018

 

 

Carimbadelas para animar o Desenhar

 

Carimbar e Desenhar no Bairro do Arco do Cego por Rita Caré 2017
Carimbar e Desenhar no Bairro do Arco do Cego

 

Eu e a Marilisa Mesquita orientámos um workshop de desenho e carimbos em Dezembro de 2017. É claro que muito antes já andavamos a pensar no programa que iriamos abordar e eu a praticar, pois claro…

Estes primeiros desenhos foram criados no Encontro dos Eléctricos do Desenhar Campo de Ourique, os prédios foram trabalhos preparatórios comigo a sentir-me uma criança de 5 anos… O desenho do topo fiz durante a parte teórica que a Marilisa explorou durante o workshop. Estava um clima “daqueles” e então desenhei pela janela da sala para o outro lado da rua, no Bairro do Arco do Cego, em Lisboa.

Cliquem nas imagens

Azulejos Holandeses

Num fim-de-semana muito, mas mesmo muito frio, visitei o Museu da Cerâmica nas Caldas da Rainha. De todas as peças da colecção exposta do que mais gostei foi da azulejaria Holandesa do século XVI. Não tive lá mais tempo, porque não se aguenta muito tempo a humidade gélida… É local a voltar.

Inspirado nos Azulejos Holandeses do Museu da Cerâmica, Caldas da Rainha
Inspirado nos Azulejos Holandeses do Museu da Cerâmica, Caldas da Rainha

A forma como foram representados os edificios nos azulejos são uma delícia para inspirações rabiscatórias. Quando fiz estes desenhos com a minha nova caneta de aparo hiper-fina percebi que sinto alguma falta de, de quando em vez, me atirar para dentro do desenho minúsculo, mas com algum detalhe.

 

Da Relevância e do Sentido de Viver: 10 Anos do Movimento dos Urban Sketchers

Rita Care _ FabricaPolvora_10anosUSk_11Nov2017 (2) _ 1200

O Movimento dos Urban Sketchers celebrou 10 anos no dia 11 de Novembro de 2017. Nesse dia, estava numa formação profissional na Fábrica da Pólvora de Barcarena. Alguns dias antes já sabia que desenho queria fazer para celebrar. Não é o desenho mais incrível que fiz, nem por isso, mas foi feito com o coração. Ao olhar para o desenho agora, gosto de pensar que ter pintado com os chamados “Lápis-de-cor Mágicos” não foi um acaso.

Rita Care _ FabricaPolvora_10anosUSk_11Nov2017 (1)_1200

Senti-me triste ao longo do dia, como se estivesse no local errado, por não ter a companhia de pelo menos outro Urban Sketcher comigo. Mas no final do dia rabisquei, sorri e partilhei, cumprindo dessa forma o que de mais importante me trouxeram os Urban Sketchers: mudei irremediavelmente, cresci, tenho-me divertido muito e tornei-me maior, muito maior do que eu própria.

Mari_11Nov2014_FabricaPao_10anosUSk (2)_1200

Em alguns momentos dos últimos anos, principalmente entre 2013 e 2017, quando organizei cerca de 80 encontros dos USkP e do grupo Foto&Sketchers 2 Linhas, quando colaborei, entre 2014 e 2016, com a coordenação dos Urban Sketchers Portugal na gestão de informação e criei o Facebook USkP, senti que o que vivia ia muito além de mim, cumprindo uma grande paixão, projectando o meu trabalho de voluntariado em muitas outras pessoas. Isso criou uma Relevância de Viver cheia de pequenos-gigantes Significados.

Às vezes penso neste tempo e receio nunca mais voltar a ter oportunidade de tocar em tantas outras vidas, mesmo de forma minúscula como fiz com tanta “Gente Gira” ao mesmo tempo e com tamanho impacto.

Pertencer a este Movimento, vivê-lo, testemunhá-lo tem sido das coisas mais importantes que alguma vez farei. As Amizades que construí ao longo dos anos, por causa destes desenhos tão especiais, é das maiores ofertas que a Vida me deu.

De vez em quando faço uma reflexão sobre porque é que Desenho e porque considero tão importante que todos Rabisquem. Podem ler as minhas reflexões ALI, com destaque  ACOLÁ para o desafio que a Liz Steel fez.

Rita Caré, 25 de Fevereiro de 2018

P.S. Este desenho está a ser publicado aqui tantos meses depois do 11 de Novembro de 2017, porque Viver às vezes é difícil, troca-nos as voltas e a motivação. Nas últimas semanas tenho andado a publicar desenhos de 2017 e até mesmo de anos anteriores. E muitos mais faltam ainda até conseguir publicar tudo o que tenho pendente. Tem sido uma viagem de reencontro comigo própria, com o que fui e que quero deixar para trás e na pessoa que quero ser no futuro sob o lema “a vida tem que ser mais lenta e leve”.

Torre de Babel digital

RitaCare-CapaCidadesInvisiveis-ATorredeBabel-Jan2018

Ando a namorar de ler “As cidades Invisiveis” de Italo Calvino, mas não há meio…  Os livros esperam, esperam por nós eternamente até ao dia… Este espera há anos. Este, cuja a capa rabisquei no tablet, até já tem as folhas amarelas. Possivelmente já eram um pouco amarelas quando o comprei, não me lembro onde…

 

Eléctricos em Campo de Ourique

No final de Outubro de 2017, fomos Desenhar em Campo de Ourique, junto à última paragem do Eléctrico 28, em mais um encontro organizado pela Rosário.

Sendo a última paragem do 28 é um óptimo local para desenhar, porque os eléctricos ficam parados durante algum tempo e quando seguem logo vem outro parecido.

 

Além disso disso, tem filas de pessoas, na maioria turistas, mais ou menos quietas. Cheguei mais cedo e fiquei muito tempo só a apreciar a diversidade de pessoas diferentes dos Portugueses. É muito giro. Além disso as pessoas vão quase todas muito animadas, porque estão de férias. São muito bons modelos para rabiscos. Por isso, o ambiente é muito positivo como melhor me convém enquanto urban sketcher.

Não me contentando com os turista,s desenhei a Isa e o Filipe A.

E também a A.C. Adoro desenhá-la! Fica sempre diferente. Na maioria das vezes não se percebe que é ela, mas até gosto disso, porque assim fica sob anonimato :)

Estou muito espantada, porque nos últimos meses o que me interessa é desenhar as pessoas de quem gosto! Desde há anos que luto para evoluir no desenho de pessoas. Tem sido um muito longo e pouco divertido processo. A vida dá-me também esta oferta: gostar de desenhar as pessoas, que no fundo são o que mais importa, mesmo que não apareçam nos desenhos, pois ficam nas memórias.

Edifícios Abandonados no Arneiro

Desenho muito pouco nas redondezas do local que escolhi para habitar. Ainda não percebi completamente os motivos. Talvez um certo pudor. Há recantos muito interessantes aqui à volta, no meio de bairros típicos da “periferia” muito feios.

Estes edifícios andavam a “chamar-me” há anos. Descobri antes do Verão esta vista do lado de cá da auto-estrada, que não é o mais bonito. Em breve, quando o calor voltar, espero ir para o topo do hipermercado seu vizinho e desenhar desse lado, do qual se vê uma grande e bela chaminé. É mais um edifício ao abandono… Há tantos…

Rita Care_EdificiosAbandonados_Arneiro_Out2017 (2) - 1200Pintei em casa.

Rita Care_EdificiosAbandonados_Arneiro_Out2017 (1) _1200