Foz do Arelho e Lagoa de Óbidos à vela…

 

Rita Care - Foz Arelho Set 2017 (4) red
Kitesurf, vela e windurf na Escola de Vela

 

 

Rita Care - Foz Arelho Set 2017 (3)
Na Escola de Vela

 

Gostava de ter desenhado e pintado muito mais durante as minhas férias na Foz do Arelho e nas Caldas da Rainha, neste Verão, mas passeei muito, tirei muitas fotografias nas Caldas e não fiz Nada. Fazer Nada também faz falta de vez em quando.

 

Rita Care - Foz Arelho Set 2017 (2) red
Aguada com vista da Foz do Arelho para o Bom Sucesso

 

 

Rita Care - Foz Arelho Set 2017 (1)
Vista da Foz do Arelho para o Bom Sucesso

 

 

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Coisas, Árvores e Cisnes do Parque D. Carlos I, Caldas

O Parque D. Carlos I, em Caldas da Rainha, está cada vez mais agradável para ficarmos por lá muito tempo. Por exemplo, na grande esplanada do bar-restaurante completamente renovado há um par de anos – tem lá dentro umas peças muito rabiscáveis como se pode ver na primeira imagem e é melhor nem explicar sobre as iguarias… Também em redor do lago e do Museu José Malhoa não faltam bancos e cadeirões lindos para ficarmos muito tempo a observar a paisagem a mudar para tons de Outono, as grandes árvores e as folhas a cair dos Plátanos, as esculturas e as estátuas – contei 11 só do relvado do Museu José Malhoa!! – e a bicharada variada habitante do lago (patos, gansos-brancos, gansos de outras cores, cisnes-brancos e cisnes-negros, pavões e outras aves…).

Encontro Rabiscos - ParqueDCarlosI-Caldas-2Set2017 (10)
Composição de “pedaços” do Parque D. Carlos I e do bar Raízes
Encontro Rabiscos - ParqueDCarlosI-Caldas-2Set2017 (11)
Aproveitei umas aguadas que já tinha para lhe plantar umas árvores do parque
Encontro Rabiscos - ParqueDCarlosI-Caldas-2Set2017 (15)
Cisne-negro da Austrália protegendo o seu ninho
(a fêmea é o rabisco mais em cima à esquerda – não tem penas brancas na cauda)

 

Parque das Nações à espera da Mega Lua

As nossas intenções eram muito boas: ir ver nascer a Mega Lua de Agosto… Está bem, está… Pôs-se um vendaval e nuvens… Ainda vimos a Lua Gigante enorme mesmo em frente da marina do Parque das Nações, em Lisboa, mas puff! Logo de seguida subiu para trás das nuvens.

Valeu o momento de adrenalina quando olhei de repente para o céu e ela estava lá ENORME, ainda meio desvanecida com a claridade do dia.

E valeu pela converseta, claro. Desenhei o Mário no caderno, mas é melhor não falarmos mais disso… ;-)

Rita Care - Parque das Nacoes - Ago 2017 (1) red

Rita Care - Parque das Nacoes - Ago 2017 (2) red

 

 

Cais da Trafaria e uma reflexão sobre Urban Sketching

O Cais da Trafaria não é bem assim, como se vê na fotografia. Falta-lhe uns pedaços aqui e ali, mas quem conhece o local consegue reconhecê-lo. Para mim o Urban Sketching é cada vez menos representar fielmente o que observo. É mais usufruir do acto de desenhar e de pintar, representando o que sinto no contexto do desenho (nesta tarde, sentia-me uma garota “naïf” a brincar com a aguarela e os lápis-de-cor). Ser Urban Sketcher também é inventar um bocadinho para facilitar ou para ter esse espaço de transgressão em relação à realidade. É ainda explorar os lugares, representando-os com técnicas e materiais diferentes, numa incessante procura de soluções.

Rita Care - Trafaria - Ago 2017 (1) red

O momento desta dupla página e toda esta tarde tão bem passada são o que de melhor tem a comunidade de Urban Sketchers Portugueses: as pessoas. Desenhar é um veículo para atingir um fim com uma estranha dualidade. Por um lado, é desaparecer para dentro de mim numa partilha única de silêncios agradavelmente estranha. Por outro, é divertir-me, virando-me para fora num encontro colectivo de partilha com sorrisos e boa disposição.

 

Rita Care - Trafaria - Ago 2017 (2) red

Esta dupla página tem um aspecto de que não gosto: a mancha de aguarela no centro. Acontece quando existe o meio do caderno, mas principalmente quando se usa muita água e o papel não é o mais adequado para a técnica aplicada – uma aguada destas precisa de papel com qualidade e de 300g/m2. Assim, perdeu-se a continuidade, o fluxo, de uma página para a outra. Enfim… adoro experimentar tintas, pincéis e papéis… Se não experimentarmos não descobrimos o que nos faz falta e o que se adequa às nossas características e interesses. Sendo assim, querido papel Claire Fontaine 180g/m2 de faces diferentes, volta! Sinto-te a falta no contexto do diário gráfico.

Ser Urban Sketcher é ser curioso e ter um desejo incessante de conhecer os lugares de passagem e de evoluir, sempre de caderno na mão. É representar o mundo como o vemos e sentimos num momento – ou como gostaríamos de o ver e sentir – e não a realidade.

No mesmo dia em que escrevi este texto,
encontrei outro muito interessante
da Urban Sketcher Jane Wingfield:
Falling in love with the world, one sketch at a time

Este texto foi publicado no blog dos Urban Sketchers Portugal.

 

Centro Cultural de Cascais e Casa das Histórias deformados com guache

Já andava há muito tempo a pensar que queria ir a Cascais deformar o Centro Cultural e a Casa das Histórias. Então, depois ter tido uma experiência diferente de urban sketching com guache, quando a Maru Godas esteve em Portugal, tive que ir a correr experimentar mais… Não é muito portátil… Isso é uma pena, porque gosto muito desta ideia de pintar em folhas coloridas e usar as cores opacas por cima umas das outras e de me sentir muito mais feliz do que quando tive que usar guaches nos tempos da escolinha.

Este foi um primeiro estudo das tintas e da forma do edíficio deformado à “la Lapin”.

Rita Care - Centro Cultural de Cascais - Jul 2017 (1) red
Centro Cultural de Cascais

 

Mais uma tentativa de deformar edíficios e experimentar o guache.

Rita Care - Centro Cultural de Cascais - Jul 2017 (2) red
Centro Cultural de Cascais e Casa das Histórias
Rita Care - Centro Cultural de Cascais - Jul 2017 (3) red
Centro Cultural de Cascais e Casa das Histórias

Rabiscos para o Jantar

Há muito tempo que não fazia um desenho durante uma refeição que gostasse tanto como este. É que o fiz durante toda a noite, durante conversas com petiscos e em companhia de quem não rabisca.

É impressionante como o desenho nos ajuda a ouvir melhor com muita atenção. Mesmo! Claro, que quando respondia parava, porque como todos os sketchers sabem é impossível desenhar e falar ao mesmo tempo. Mas isso foi uma agradável sensação, porque este desenho demorou as várias horas através das quais as garotas da faculdade estiveram no Tati (Cais do Sodré, Lisboa), a pôr as novidades em dia. Elas ficaram impressionadas com o desenho e eu com o que me diverti a desenhar naquele contexto, com a caneta de aparo com a ponta dobrada e a tinta azul da Noodlers neste caderno e com o lápis de cor mágico da Koh-i-Noor amarelo, vermelho e azul escuro (é muito melhor que os de outras cores!).

Imaginem que até houve refilisse sobre o desenho estar muito inventado, porque os objectos não são bem assim e estão fora do lugar. Adoro inventar um bocado este tipo de locais, porque arranjo tudo como se fosse eu que ali vivesse ;-)

Segredo: esta caneta de aparo rasca, que imita uma Sailor, às vezes falha e isso tira-me do sério. Então, percebi que se deitar uma gota de água misturada com a tinta no reservatório, a tinta flui melhor na ponta!! Ouviste Teresa Ogando? ;-)

Rita Care - Rabiscos para Jantar - 1Ago2017 - red

Lápis-de-cor em aguarela com Maru Godas e Santi Sallés e ainda…

Lápis-de-cor em aguarela
com Maru Godas e Santi Sallés e ainda…

O Workshop da Maru Godas e do Santi Sallés, no Sábado passado, na Casa Atelier Vieira da Silva, despertou-me a vontade de voltar aos lápis-de-cor com ou sem aguarelas. Gosto tanto deste material e quase nunca o uso, porque não me apetece andar com mais peso extra na mochila…

Rita Caré com Santi Sallés e Maru Godas - Aguada e Lápis-de-cor

Este foi 1/2 do desafio do Santi… É que eu não dei tantos detalhes como ele exemplicou para dar movimento e cor ao desenho. Quis muito terminar este desenho tal como está. Acontece-nos e é muito importante seguir a intuição de que é agora que temos que parar. Só com a experiência aprendemos quando chega esse momento.

Vou continuar a experimentar este estilo naif! Ah pois vou!

Rita Caré com Santi Sallés e Maru Godas - Aguada e Lápis-de-cor

Cá está o desafio mal amanhado que a Maru propôs. É que não percebi o que era para fazer…. Também estas rabiscadelas na palmeira estão uma bela “Mierda”. Enfim, se não errarmos não sabemos o que não queremos.

Rita Caré com Maru Godas - Guache

Entretanto, a Maru Godas brindou-nos com um workshop sobre guache com o objectivo de o testar para o que vai realizar em Chicago no próximo Simpósio Internacional dos Urban Sketchers. Cá estão alguns dos resultados. Nas férias quando apanhar os guaches da minha mãe a jeito vou-me divertir com eles!

Além disto ainda “aprendi” novo vocabulário USk: “MiERDA”, “NÃO SOFREIS”… “Estais hacendo Trampas?”. Sim e é maravilhoso ;-)

Rita Care - WS - Maru Godas - Guache, Lisboa - Jul 2017