Desenhar à chuva…

Rita Care - Desenhar a chuva - Santarém, 25jun2017 - Foto on location

Há dias que andamos a enrolar, a enrolar… Olho para o trabalho dos outros, converso… Na maior parte desses dias a produtividade é nula. Às vezes acontecem-me desenhos maravilhosos, não tanto pela qualidade, mas pela forma como ressoam em mim.

No último encontro dos Ribatejo Sketchers andei a enrolar todo o dia, mas começou a chover e abriguei-me por baixo de umas árvores frondosas, num banco de jardim muito a jeito da situação. Sentei-me a preguiçar mais um pouco, a apreciar a dedicação da Patrícia e da Mónia, protegidas apenas por um minusculo guarda-chuva vermelho. Olhei para a minha preguicite e perguntei-me do que estava à espera para “caçar” aquela imagem no meu caderno…

Este rabisco foi desenhado no Miradouro de São Bento, no último encontro dos Ribatejo Sketchers, em Santarém. Tornou-se assim inesquecível, cumprindo o principal propósito que tenho para a minha vida rabiscatória: ter significado.

Rita Care - Desenhar a chuva - Santarém, 25jun2017 - Foto

 

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Livraria Solidária Déjà Lu

Às vezes adio os posts, adio, adio e sem necessidade porque o trabalho já está pronto para partilhar… É por isso que sinto que há momentos que nos repelem ou chamam. Deve ser isso do “momento certo”. Assim, escolhi um tema especial para o último post do ano, porque o Voluntariado é algo que muito estimo, faz parte do que sou, que me atrai… às vezes para o abismo… É que nem tudo é positivo e já escrevi sobre isso noutro Post. Preciso de ser Voluntária para trazer Significados Relevantes e o Factor Humano para a Vida.

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Ofereci-me para divulgar a Livraria mais encantadora onde já estive, porque a Déjà Lu é um projecto Solidário de angariação de fundos para uma Associação que apoia pessoas com Trissomia 21. Arrastei comigo mais uns tantos voluntários e lá fomos fazer as nossas fotografias e os nossos rabiscos da livraria no grupo Foto&Sketchers 2 Linhas, que divulgámos por aí. Todos os nossos trabalhos estão publicados AQUI e pelos nossos blogs e redes sociais.

Ser voluntário pode não significar dar apoio directo a doentes em hospitais ou a pessoas com outras necessidades prementes, em situações limite, num país longínquo (como penso que está no imaginário geral das pessoas). Nem todos temos perfil para lidar com essas situações. Mas há muitas formas de se ser Voluntário e de ajudar outras pessoas de forma indirecta. Muitas! Nós fomos fotógrafos, desenhadores e divulgadores e esta mesma livraria precisa de voluntários para cumprir tarefas de atendimento ao público e vendas! Que tal Voluntariarem-se para um turno de algumas horas por mês?

+ Informações e horários no Blog e no Facebook da Livraria Solidária Déjà Lu.

O álbum completo das minhas fotos na Déjà Lu AQUI

Superar-nos no Museu da Marioneta

O Encontro dos Foto&Sketchers 2 Linhas no Museu da Marioneta, no início de Novembro foi um sucesso. Não tanto pelo número de participantes, que bateu o record de 24, mas pelo nosso entusiasmo e empenho, pela qualidade e grande número de desenhos por participante em apenas três horas. É mesmo impressionante. Acho que nos superámos, também inspirados pelos objectos expostos no Museu.

Só agora terminei de aguarelar os meus desenhos que já tinha publicado no blog do grupo apenas com linha AQUI.

Gosto muito deste primeiro, por causa das cores muito garridas do boneco do lado esquerdo e da perspectiva muito acentuada e divertida do conjunto do lado direito.

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Gosto de me tornar previsível ao escolher o boneco do meio vestido com o tecido das riscas – alguém me informou que pois claro que iria escolher aquele… Este azul é a minha cor e foi exactamente pela cor que o escolhi para o meu caderno.

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Gosto tanto da bonecada do filme Português de animação “A Suspeita”, que pode ser visto ACOLÁ.

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As fotos que escolhi estão ALI.

Não posso deixar de comentar sobre os textos deste museu, ou a sua ausência, ou a sua inacessibilidade física, num local que é um monumento à actividade de Contar Histórias, essa característica extraordinária dos Seres Humanos, que teve um contributo fundamental para sobrevivermos e evoluirmos até este ponto, devido à nossa capacidade única,  entre todos os seres vivos (até ver), de passar conhecimento sobre o passado aos descendentes.

Constou-me que o museu tem disponíveis áudio-guias “excelentes”. Mas, os audio-guias chegam quando são muito os visitantes no espaço? Os áudio-guias substituem informações básicas de contexto das peças expostas que não estão disponíveis por escrito? Não, do meu ponto de vista, se é contar histórias sobre os objectos que o museu deseja. Não é isso que todos os museus deveriam ambicionar?