Urban Sketching & Comunicação de Ciência

Science Sketching - Rita Care - 25July2017

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Ciência Fora da Caixa:
Urban Sketching e Comunicação de Ciência
Mesa Redonda do Summer Science ITQB NOVA

25 Julho 2017, Oeiras

Fui convidada pelo ITQB NOVA – Instituto de Tecnologia Química e Biológica António Xavier para participar na Mesa Redonda “Ciência Fora da Caixa”, incluida no programa para alunos não licenciados Summer Science ITQB NOVA, para falar sobre as actividades que tenho organizado sobre urban sketching com ciência em actividades do Instituto Gulbenkian de Ciência e no ITQB NOVA, desde 2014.

A minha apresentação e respectivas notas para cada slide estão disponíveis para download AQUI.

Enviem-me um e-mail com qualquer pergunta  e/ou se quiserem juntar-se para rabiscar por aí comigo! O próximo encontro é no Museu da Carris, em 5 de Agosto, para desenharmos e fotografarmos eléctricos, autocarros e muito mais! Os meus contactos estão ACOLÁ.

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Science out of the box:
Urban Sketching & Science Communication 
Summer Science ITQB NOVA Roundtable

25 July 2017, Oeiras

I was invited by ITQB NOVA – Instituto de Tecnologia Química e Biológica António Xavier to participate in the Roundtable Science out of the box (included in the program Summer Science ITQB NOVA, specifically to nongraduated students) to talk about the activities that I’ve been organizing since 2014, with Instituto Gulbenkian de Ciência and with ITQB NOVA, about urban sketching with science.

My presentation and notes are available to download at this LINK.

Send me an e-mail with any question and/or if you want to join me to sketch/draw! The next meeting is to Carris Museum on 5th August. We will sketch and photograph trams, bus and much more! My contacts are THERE.

Reportagem Desenhada | Conversas sobre o Indizível nos Museus

Clicar nas imagens para abrir

 

Reportagem Desenhada
Conversas sobre o Indizível nos Museus
| Publicado em XZibit Art |

Como se diz o indizível nas exposições e nas colecções de museus? Que histórias são essas? O que fica por dizer? Pode-se ou deve-se dizer tudo sobre um objecto ou sobre uma personalidade histórica? Que abordagens são utilizadas para contar o indizível? Estas eram algumas das questões que pairavam no início do mais recente debate da Acesso Cultura, organizado no Museu do Dinheiro, no passado dia 18 de Abril de 2017.

A Acesso Cultura quis assim lançar a reflexão sobre o tema escolhido para o Dia Internacional dos Museus a celebrar-se um mês depois, em 18 de Maio: “Museus e histórias contestadas: dizer o indizível em museus”.

Ao longo da conversa, animada e em tom informal, participaram convidados de alguns museus Portugueses: Clara Vaz Pinto e Xénia Ribeiro do Museu Nacional do Traje; José Pedro Sousa Dias do Museu Nacional de História Natural e de Ciência; Luís Farinha do Museu do Aljube; Maria José Machado Santos e Marta Guerreiro do Museu da Marioneta; e Sara Barriga do Museu do Dinheiro. O debate foi moderado por Ana Rita Canavarro, Museóloga.

Luís Farinha destacou que o indizível no Museu do Aljube – Resistência e Liberdade é, por exemplo, o silenciamento e o secretismo das histórias de humilhação, clandestinas e abstractas de presos políticos da época da Ditadura Salazarista e que ainda estão vivas. Neste museu o indizível é explorado, por exemplo, através de conversas e visitas guiadas.

No Museu da Marioneta existe uma grande dificuldade em expor os objectos, pois as marionetas são construídas para serem utilizadas por actores facilitadores dos seus movimentos e em contexto de peças de teatro ou performances, explicou Marta Guerreiro. Expor uma marioneta pode ser visto como um contra-senso em relação à sua natureza, não devendo ser exposta como um ser inanimado.

Indizível é também a dificuldade dos museus em comunicar com os visitantes em exposições sobre temas científicos, chamou a atenção José Pedro Dias. Ainda neste contexto, Luís Farinha destacou a dificuldade em fazer compreender aos visitantes a violência física e emocional sentida pelos presos políticos.

Alguns dos convidados defenderam a necessidade dos museus tomarem uma posição, ou seja, de não serem neutros em relação a temas específicos, e também de criarem desconforto nos visitantes, abordando memórias e conflitos dolorosos. Consideraram ainda que os museus podem contribuir para a compreensão mútua e para a reconciliação, mesmo que não criem consensos.

Questionada sobre qual a relevância de “dizer o indizível” do ponto de vista da Acesso Cultura, Maria Vlachou (Directora Executiva) destacou que “É mesmo uma questão de relevância: a relevância dos museus para as pessoas. Cada história que não se diz é uma pessoa a quem não é dado reconhecimento. Esta questão do indizível diz respeito a vários aspectos do trabalho dos museus: às suas colecções, ao que lá está e não está, ao que se mostra e não se mostra, à forma como se interpreta cada objecto, ao perigo das “histórias únicas” (no sentido das versões únicas), às relações que se criam ou não se criam com as pessoas, ao seu envolvimento ou à sua exclusão.”.

A Acesso Cultura é uma associação sem fins lucrativos que tem como missão a melhoria das condições de acesso – físico, social, intelectual – aos espaços culturais e à oferta cultural. Maria Vlachou acrescentou ainda: “Não há condições de criar acesso se não se procura ser relevante na vida das pessoas. Se não se for relevante, podemos muito bem perguntar: Acesso a quê? Para quê?”

A sessão foi traduzida em Língua Gestual Portuguesa por Maria José Almeida, com o apoio da Escola Superior de Educação de Setúbal.

Desenho e texto: Rita Caré
NOTA
O resumo deste debate,
que aconteceu em diferentes cidades em simultâneo,
está disponível AQUI

Deixarmos as páginas ensinarem-nos… a ESCREVER

Doug Neill - Who will teach me to write

ESCREVER é ao mesmo tempo o meu inferno e uma benção. A escrita vive em mim nessa dualidade, porque é tão difícil escrever bem e claramente, mas é lá que me reencontro, enfrento os meus demónios e me redescubro. Mesmo que quisesse deixar de escrever não seria possível. Se o fizesse estaria a abandonar-me.

A maior parte das pessoas que me conhecem acham que vivo dentro de desenhos, mas nenhuma imagem me representa melhor do que umas mãos frenéticas num teclado. Essa sou eu.

As letras são para uma reflexão cá dentro e o cumprimento da minha profissão. Os desenhos são para uma reflexão do mundo lá fora.

Estou a reaprender a escrever à mão para lá das teclas. Estou a aprender a desenhá-las, como se fossem qualquer objecto ou paisagm que me fascina… Está a ser um processo doloroso para a minha mão, os meus dedos, o meu braço, as minhas costas, o meu corpo, mas quero muito cumprir este propósito.

O Doug Neill do projecto “Verbal to Visual” é o meu mais recente guia dos rabiscos, que não são quaisquer desenhos. Não. Estes Rabiscos de Ideias são criados e ensinados para pensar, estruturar o pensamento e comunicar conceitos.

Por entre mais de 100 vídeos disponíveis no seu canal de You Tube, o Doug publicou recentemente este vídeo muito diferente, muito especial, que me guia uma e outra vez para a “coisa” dO ESCREVER.

Vejam, leiam e oiçam esta citação “Who Will Teach Me To Write?” do livro “The Writing Life” de Annie Dillard sobre como as páginas nos ensinam a escrever… se nós deixarmos…

Crónica Desenhada | Conversas sobre Panfletária e Liberdade

Crónica Desenhada | Conversas sobre Panfletária e Liberdade por Rita Caré
Conversas sobre Panfletária e Liberdade por Rita Caré (clicar na imagem)

Crónica Desenhada
Conversas sobre Panfletária e Liberdade
| Publicado em XZibit Art |

No final de março, com a aproximação às celebrações do Dia Português da Liberdade, o 25 de abril, a proposta para Desenhar Conversas sobre “A Liberdade e a Arte Panfletária”  soava tentadora.

A Oficina do Desenho – Associação Cultural (OD), em Cascais, convidou Pedro Afonso e Alexandre Bordalo para falarem e refletirem sobre o tema e sobre o seu trabalho, em convívio com os presentes na sessão. Afonso é artista plástico e ilustrador. Bordalo é fotojornalista. As conversas foram moderadas por Rui Aço, artista plástico e Presidente da OD.

“A Liberdade nem sempre é veiculada pela Arte Panfletária!” avisava-nos o anúncio destas conversas. Tem sido usada como meio de comunicação para a denúncia, através da sátira e da ironia, mas também para manipular os povos através de propaganda política e religiosa.

Conversou-se sobre a liberdade, ou não, de expressão e sobre o papel mais ou menos relevante da Arte Panfletária na sociedade ao longo do tempo, desde o século XVIII, através de pintores, poetas, muralistas, arquitetos e outros artistas. Rui Aço lançou o tema através da abordagem à Fábula do Pássaro Bisnau e ao trabalho de diversos autores Portugueses e de outros países. Entre eles, Almada Negreiros, Delacroix, Siqueiros, Zeca Afonso, Ary dos Santos, Sartre, entre outros.

Os convidados e também o moderador têm grande e prolongada experiência profissional e de vida, o que ficou bem vincado pelas opiniões partilhadas e pelas histórias contadas. Pela noite dentro, cada um dos presentes bebeu chá e desenhou em toalhas de papel de mesa, o que lhe ia na alma, fosse abstrato ou realista, tivesse, ou não, a ver com o tema conversado. A Liberdade para Desenhar não tem limites.

“Conversas Desenhadas” é uma proposta bimensal da Oficina do Desenho – Associação Cultural, em Cascais. Aguardemos, pois, pela proposta com que nos brindará em maio de 2017.

Desenho e texto: Rita Caré

Crónica Desenhada com Jazz de John Coltrane

Crónica Desenhada com Jazz de John Coltrane
| Publicado em XZibit Art |

No mês de Março de 2017, a Oficina do Desenho (OD), em Cascais, organizou várias sessões para desenhar a música.

Às 18h daquela sexta-feira chuvosa, o ambiente era animado com alguns jovens a terminar os seus trabalhos artísticos. Os participantes da Oficina Livre do Laboratório Experimental foram chegando. A música que tocava mudou para o jazz do prometido John Coltrane. Ao longo de três horas ouviu-se, por várias vezes, a música “My Favorite Things”, tocada por Coltrane pela primeira vez em 1961.

Desassossegada ao fim de um dia de trabalho, sentei-me e rabisquei no meu caderno. Primeiro, o Miguel Teixeira (arquitecto, artista plástico e Vice-Presidente da Oficina do Desenho) a lavar materiais. Depois, uma das participantes que explorava lentamente as formas de uma folha amachucada. Inspirada pelo momento e pelo som do jazz, permiti-me descontrair e mergulhar finalmente para um lugar onde apenas o desenhar me leva. As minhas linhas dançaram e desapareci, na fuga dos dias, para dentro do papel durante as duas horas que se seguiram.

A Oficina do Desenho é uma associação cultural sem fins lucrativos, fundada em Cascais em 2003, que promove o ensino, a prática e a experimentação das artes visuais e em particular do desenho. As Oficinas Livres do Laboratório Experimental realizam-se às sextas-feiras, das 18h às 21h.

Desenho e texto: Rita Caré

Exposição | Canetas & Panquecas

Expo-L1B-Pastelices-Seixal-1abr2017
Exposição organizada por Manuela Rolão, L1B e Pastelices, Seixal Abril 2017 – Cartaz de Manuela Rolão

O resultado do workshop “Canetas & Panquecas” da L1B, orientado pela Manuela e pela Alice Rolão, estará exposto a partir de amanhã na pastelaria Pastelices, no Seixal.

Foi toda uma experiência gustativa e do uso de marcadores de várias qualidades, formas e marcas nos cadernos.

A exposição foi organizada por Manuela Rolão, L1B e Pastelices. Está patente em Abril de 2017 na Pastelices.

Expo-Canetas&Panqueas-L1BSeixal
Exposição organizada por Manuela Rolão, L1B e Pastelices, Seixal, Abril 2017 – Foto de L1B

Renovação e Limpeza de Primavera… no Papiro papirus

BlogRenovado-PapiroPapirus-RitaCare-21mar2017

Mega arrumação neste blog – que estava caótico – a condizer com a chegada da Primavera.

Para saberem tudo, explorem a barra de topo que tem muitas secções arrumadas.  Há muito ainda que arrumar, mas agora já se consegue “respirar”!

Primavera Feliz com muitos desenhos!