Edifícios Abandonados no Arneiro

Desenho muito pouco nas redondezas do local que escolhi para habitar. Ainda não percebi completamente os motivos. Talvez um certo pudor. Há recantos muito interessantes aqui à volta, no meio de bairros típicos da “periferia” muito feios.

Estes edifícios andavam a “chamar-me” há anos. Descobri antes do Verão esta vista do lado de cá da auto-estrada, que não é o mais bonito. Em breve, quando o calor voltar, espero ir para o topo do hipermercado seu vizinho e desenhar desse lado, do qual se vê uma grande e bela chaminé. É mais um edifício ao abandono… Há tantos…

Rita Care_EdificiosAbandonados_Arneiro_Out2017 (2) - 1200Pintei em casa.

Rita Care_EdificiosAbandonados_Arneiro_Out2017 (1) _1200

 

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Oradores de um workshop de 2016…

Fui rever os apontamentos de um caderno de 2016 e encontrei rabiscos dos oradores do Workshop “Agenda 2030 on sustainable development: How shall agriculture research and higher education respond?”, realizado na Fundação Calouste Gulbenkian. 

Rita Care - WS-Agri-FCGulbenkian-2016 (1) - 1200

Gostei muito dos desenhos que fiz destes dois senhores. É muito interessante de verificar que os desenhos de que mais gosto têm, no geral, a ver com o prazer que senti num contexto específico. Gostei muito de os ouvir, claro, mas pareceu-me tudo demasiado teórico.

Rita Care - WS-Agri-FCGulbenkian-2016 (2) - 1200

Além de que nesse dia, mais uma vez, me confrontei com o comportamento paternalista dos países Ocidentais, ditos desenvolvidos, para com África. Enquanto isto persistir não se vai a lado nenhum nos relacionamentos com os países daquele continente. Sinto alguns dos países Africanos (sobretudo os ligados a Portugal, que são os que mal “conheço” de ouvir falar e de ler sobre eles…) tantas vezes perdidos de si próprios, por antigos e enraízados motivos, falta de objectivos próprios consistentes e para lutarem pelo evoluir dos seus povos. Esse evoluir tem de ser, acho eu, de uma forma positiva do seu ponto de vista e não de outros mundos, que nada têm a ver com eles e quase tudo desconhecem sobre a sua cultura e modo de vida.

Pérolas e peripécias: Pessoas em Madrid… em 2014

Tenho dezenas de desenhos para partilhar, não do último mês, mas desde antes do Verão até Dezembro de 2017 e até mais antigos. Estou, por isso, a dar volta a cadernos por terminar para lhes dar uma solução e percebi que não posso meter nenhum na reciclagem. Estão recheados de pérolas como estas aqui que já tinha partilhado, mas volto a fazê-lo, porque as recordações e a revisão das nossas vidas faz parte do que é Viver. Não gostava desses desenhos, porque ainda os acho mesmo muito feios, mas hoje, mais de três anos depois (2014), acho-os adoráveis. Representam o esforço que faço há muito tempo para desenhar pessoas. Representam a confissão de que sou tímida e não estou nada à vontade para desenhar seres humanos que não conheço e muito menos em espaços públicos.

 

Além disso, representam uma viagem muito agradável, apesar dos vários sarilhos em que me vi metida:

  • Primeiro foram umas calças rasgadas que a Isa notou quando saí do carro no aeroporto (felizmente tivemos tempo de ir ao centro comercial mais próximo, porque eu não levava nenhumas alternativas… aprendi essa lição! Levar sempre umas calças adicionais mesmo que seja uma viagem de um só dia);
  • O voo saiu mais de uma hora atrasado e perdi-me duas vezes no metro de Madrid, mas mesmo assim o casal que me alugou o quarto esperou por mim até quase às duas da manhã e ele foi-me buscar à porta do metro (para não se perder mais tempo já se vê…);
  • Conheci esse casal interessantissimo: ela bailarina e ele fotógrafo. Conheceram-se no dia em que ela lhe alugou um quarto no AirB&B, esse sistema que até hoje me deixa quase sempre boas recordações;
  • Fui em trabalho, mas aproveitei cada minuto para visitar Madrid, várias exposições e rabiscar o que pude.
  • Visitei pela primeira vez um museu à noite, o Museu Nacional Centro de Arte Reina Sofia (eu bem vos digo que aproveitei todos os minutos!)
  • Visitei o Museu Arqueológico Nacional de Espanha e adorei. Estaria lá dias a fio…
  • Um dos desenhos que fiz nessa viagem foi muito tempo depois publicado na revista “Sketchers” nº5 dos Urban Sketchers Spain!

Para lerem mais sobre Madrid e a sua grande importância na minha vida visitem ACOLÁ

 

 

 

Cais da Trafaria e uma reflexão sobre Urban Sketching

O Cais da Trafaria não é bem assim, como se vê na fotografia. Falta-lhe uns pedaços aqui e ali, mas quem conhece o local consegue reconhecê-lo. Para mim o Urban Sketching é cada vez menos representar fielmente o que observo. É mais usufruir do acto de desenhar e de pintar, representando o que sinto no contexto do desenho (nesta tarde, sentia-me uma garota “naïf” a brincar com a aguarela e os lápis-de-cor). Ser Urban Sketcher também é inventar um bocadinho para facilitar ou para ter esse espaço de transgressão em relação à realidade. É ainda explorar os lugares, representando-os com técnicas e materiais diferentes, numa incessante procura de soluções.

Rita Care - Trafaria - Ago 2017 (1) red

O momento desta dupla página e toda esta tarde tão bem passada são o que de melhor tem a comunidade de Urban Sketchers Portugueses: as pessoas. Desenhar é um veículo para atingir um fim com uma estranha dualidade. Por um lado, é desaparecer para dentro de mim numa partilha única de silêncios agradavelmente estranha. Por outro, é divertir-me, virando-me para fora num encontro colectivo de partilha com sorrisos e boa disposição.

 

Rita Care - Trafaria - Ago 2017 (2) red

Esta dupla página tem um aspecto de que não gosto: a mancha de aguarela no centro. Acontece quando existe o meio do caderno, mas principalmente quando se usa muita água e o papel não é o mais adequado para a técnica aplicada – uma aguada destas precisa de papel com qualidade e de 300g/m2. Assim, perdeu-se a continuidade, o fluxo, de uma página para a outra. Enfim… adoro experimentar tintas, pincéis e papéis… Se não experimentarmos não descobrimos o que nos faz falta e o que se adequa às nossas características e interesses. Sendo assim, querido papel Claire Fontaine 180g/m2 de faces diferentes, volta! Sinto-te a falta no contexto do diário gráfico.

Ser Urban Sketcher é ser curioso e ter um desejo incessante de conhecer os lugares de passagem e de evoluir, sempre de caderno na mão. É representar o mundo como o vemos e sentimos num momento – ou como gostaríamos de o ver e sentir – e não a realidade.

No mesmo dia em que escrevi este texto,
encontrei outro muito interessante
da Urban Sketcher Jane Wingfield:
Falling in love with the world, one sketch at a time

Este texto foi publicado no blog dos Urban Sketchers Portugal.

 

Urban Sketching & Comunicação de Ciência

Science Sketching - Rita Care - 25July2017

Read in English below

Ciência Fora da Caixa:
Urban Sketching e Comunicação de Ciência
Mesa Redonda do Summer Science ITQB NOVA

25 Julho 2017, Oeiras

Fui convidada pelo ITQB NOVA – Instituto de Tecnologia Química e Biológica António Xavier para participar na Mesa Redonda “Ciência Fora da Caixa”, incluida no programa para alunos não licenciados Summer Science ITQB NOVA, para falar sobre as actividades que tenho organizado sobre urban sketching com ciência em actividades do Instituto Gulbenkian de Ciência e no ITQB NOVA, desde 2014.

A minha apresentação e respectivas notas para cada slide estão disponíveis para download AQUI.

Enviem-me um e-mail com qualquer pergunta  e/ou se quiserem juntar-se para rabiscar por aí comigo! O próximo encontro é no Museu da Carris, em 5 de Agosto, para desenharmos e fotografarmos eléctricos, autocarros e muito mais! Os meus contactos estão ACOLÁ.

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Science out of the box:
Urban Sketching & Science Communication 
Summer Science ITQB NOVA Roundtable

25 July 2017, Oeiras

I was invited by ITQB NOVA – Instituto de Tecnologia Química e Biológica António Xavier to participate in the Roundtable Science out of the box (included in the program Summer Science ITQB NOVA, specifically to nongraduated students) to talk about the activities that I’ve been organizing since 2014, with Instituto Gulbenkian de Ciência and with ITQB NOVA, about urban sketching with science.

My presentation and notes are available to download at this LINK.

Send me an e-mail with any question and/or if you want to join me to sketch/draw! The next meeting is to Carris Museum on 5th August. We will sketch and photograph trams, bus and much more! My contacts are THERE.

Tenho um sonho…

Levar o mínimo na bagagem, como o Teoh Yi Chien (ParkaBlogs)…

Numa viagem de trabalho a Madrid há uns anos consegui levar uma mochila, a mochila de todos os dias. Não levei portátil, mas o meu antigo tablet e um teclado portátil. Adorei a sensação de leveza.

Tenho que voltar a repetir esta proeza.

Nestas minhas férias da semana passada foi uma tontaria de levar a “casa” atrás de mim…

Outro novo LIVRO – Porto por / by Urban Sketchers

Livro Porto USk - Convite

Novo Livro
Porto por / by Urban Sketchers
Ed. Ponto M e Urban Sketchers Portugal

Abril 2017

Depois do “Lisboa por/by Urban Sketchers” em 2015 e do “Portugal por/by Urban Sketchers” ter sido lançado no mês passado, no próximo dia 8 de Abril será lançado o “Porto por/by Urban Sketchers“, desta vez pela editora Ponto M.

O livro inclui um dos meus desenhos, com paisagem para a Torre dos Clérigos.

Gosto muito desse desenho e fiquei muito feliz por terem aceite inclui-lo. É que tem uma base muito diferente dos restantes, porque foi feito num caderno de contabilidade dos anos 1970 que comprei numa loja próximo da Estação de São Bento, daquelas muito antigas que vendia de tudo um pouco.

O lançamento do livro será em 8 de Abril de 2017, pelas 16h, nos Armazéns do Castelo, Porto.

Livro Porto por / by Urban Sketchers

Novo LIVRO – Portugal por / by Urban Sketchers

Portugal by USk
Novo LIVRO – Portugal por / by Urban Sketchers

 

Novo Livro
Portugal por / by Urban Sketcher
Ed. Zest e Urban Sketchers Portugal

Março 2017

Mais de 80 autores e mais de 200 desenhos de Portugal desenhado ao vivo de lés a lés…
Finalmente foi publicado este mega projecto dos Urban Sketchers Portugal e da Zest!
Parabéns a todos!!

O livro inclui dois dos meus desenhos
em Castelo Branco e em Mértola!

O lançamento do livro será em 24 de Março de 2017, pelas 18h30, no Museu Nacional de Arqueologia, em Belém-Lisboa.

O mundo está ligado por cabos… submarinos

rita-care-fpc-mcomunicacoes-23fev2017-red

Os cabos submarinos existem mesmo e permitem a comunicação entre continentes. A Internet não existe apenas no Ar… também navega debaixo de água junto ao fundo abissal.

Esta interessante exposição está no FPC – Museu das Comunicações, em Lisboa.