Desenhar Jazz “anárquico”

Gosto tanto de sair de casa e 15 minutos depois poder entrar num concerto de Jazz. Isso acontece na Casa de Chá do Palácio do Egipto, em Oeiras (todas as quintas-feiras à noite durante os meses de Verão), e também na SMUP, na Parede.

As pessoas não precisam de ir a Lisboa para assistirem a concertos incríveis pelo preço de uma refeição ou de um bilhete muito acessível.

Os Albert Cirera Cròniques 5et. (Cirera reuniu Carlos “Zíngaro”, Ulrich Mitzlaff, Alvaro Rosso e Olle Vikström num quinteto em estreia) deram um concerto desconcertantemente “anárquico” (*) em Outubro de 2017. Se gostei do estilo? Não, mas foi incrível. Tão incrível que consegui fazer estes desenhos de que gosto muito e que surgiram por entre outros sem jeito nenhum, distribuídos por várias páginas preenchidas. Foram desenhos quase cegos, porque o sítio é de uma estranha escuridão e aquele tipo de som ensurdece o pensamento.

Rita Care _ Jazz _ Out2017 (2) - 1200

* Anárquicos é uma palavra que a Vanda Dias me revelou para classificar este tipo de Jazz, que parece ser isso mesmo…

 

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Roseiral no Parque Marechal Carmona

Estas páginas foram criadas para preparar um workshop no Parque Marechal Carmona, em Cascais, que orientei em Setembro de 2017. Encontrei este roseiral, no qual nunca tinha  reparado, com umas rosas lindas!

Rita Care_ Roseiral_PMC_Set2017 (2) - 1200

Rita Care_ Roseiral_PMC_Set2017 (1)_1200_72São flores muito boas para praticar a técnica de desenho-cego. Os resultados dos meus formandos – que se meteram para dentro do roseiral e tudo! –  foram muito bons, o que os surpreendeu. Mas não a mim, que conheço bem das vantagens desta técnica maravilhosa para aprender a desenhar e para usar também todos os dias, sobretudo usando técnicas soltas de aguarela. Os rabiscos “cegos” são quase sempre um prazer.

 

Rabisco da Celeste Vaz Ferreira na NM

Fui hoje surpreendida por um “retrato” que fiz da Celeste Vaz Ferreira na revista Notícias Magazine, incluído no artigo “Urban Sketchers: mostrar o mundo, um desenho de cada vez

A Celeste pediu-me o rabisquinho que fiz numa manhã em que não me apetecia nada desenhar… muito menos cenas complicadinhas. Apetecia-me era criar aguarelas abstractas. Estava mesmo de cabelos em pé. Há lá melhor altura para fazer uns desenhos cegos…

Apanhei-a a jeito e cá está. Pediu-mo e eu fiquei estupefacta a olhar para ela.

– Está bem, mas não gosto assim muito…

Disse-me que depois me dizia para que queria o desenho…

A noticia chegou hoje. Ainda bem que ela gosta, porque eu nem por isso. Isto dos rabiscos é assim: uns gostam muito, outros “assim assim” e outros não gostam nada.

 

Celeste Vaz Ferreira na Noticias Magazine por Rita Care 2017
Desenho da Celeste Vaz Ferreira publicado na Notícias Magazine em “Urban Sketchers: mostrar o mundo, um desenho de cada vez”

 

P.S. Quem lhe chamou retrato foi a revista não fui eu… Diria que um retrato é algo assim como este desenho aqui da Tia Raquel.

Claro e Directo | Não deixar implícito…

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Uma das maiores dificuldades, que já me prejudicou várias vezes académica, profissional e pessoalmente, é falar deixando implícito. Isto acontece, porque há um óbvio para mim. Esqueço-me de deixar tudo Claro e Directo. Deixar implícito é demasiado arriscado, porque deixa a imaginação alheia à solta e permite a interpretação da informação partilhada livre para desentendimentos. Só há uma forma de evitar essas situações. Preparar os argumentos arduamente!

E não abdicar de perguntar porquê ou deslindar o que me interrogo, mas calo demasiadas vezes por timidez.

Estes são objectivos para o futuro. Preparar, questionar, repensar, mentalizar e interiorizar argumentos, até que sejam ditos claramente e sejam focados.

Deixar implícito o que lá está tem que ficar apenas para os rabiscos… Esse é um jogo muito giro!

Gosto muito de pensar na Vida através dos desenhos e do acto de desenhar!

 

 

Rabiscos “cegos” na Marina de Oeiras ao sol

Este sol de Inverno… A Luz é tão bonita à beira rio-mar em Oeiras. A companhia muito divertida e combativa;-)
Mas lá os convenci! Que divertido que foi! Que é!!

Para ver melhor é clicar nas imagens, por favor.

 

Workshop de Diários Gráficos na Biblioteca da Trafaria

O Henrique Vogado e eu orientamos um workshop de diários gráficos em agendas inutilizadas (mas novas!) na Biblioteca da Trafaria.

Ficam aqui os exercícios que propus e o exercício proposto pelo Henrique e que não terminei (ainda…).

Rita Care - WS-BiblioTrafaria 14maio2016 (1) (1024x685)
César Caldeira em Desenho cego
Rita Care - WS-BiblioTrafaria 14maio2016 (2) (1024x706)
Desenho cego do modelo de barco produzido pelo artesão Carlos Santos
Rita Care - WS-BiblioTrafaria 14maio2016 (3) (1024x682)
Desenho cego de modelo de barco produzido pelo artesão Carlos Santos
Rita Care - WS-BiblioTrafaria 14maio2016 (4) (684x1024)
César Caldeira em Desenho semi-cego
Rita Care - WS-BiblioTrafaria 14maio2016 (5) (1024x717)
Desenho de composição de partes da biblioteca (proposta do Henrique Vogado) ainda não terminado. Utilizei por escolha própria a técnica de desenho semi-cego.

 

O César Caldeira organizou um álbum de fotos com fotos dele, do Henrique e minhas AQUI. E mais reportagem do César Caldeira ACOLÁ!

Mais desenhos da parte da tarde no Encontro USkP na Trafaria ALI!

 

 

“Gatafunhices” na Fábrica da Nata, no MUDE e na Livraria de Oeiras

Sempre que possível faço desenhos preparatórios dos locais visitados durante os workshops de diários gráficos para melhor pensar e explorar ideias de exercícios. Quase não desenho durante as formações. Só o básico para dar exemplos de técnicas. Acontece-me quase sempre sentir uma ânsia desenfreada por desenhar depois de os terminar.

No Domingo foi um desses dias! Desenhei na Fábrica da Nata antes de ir para o workshop , em Lisboa (com perspectivas e outras particularidades descaradamente inventadas…).

Rita Care - Fabricanata, lx - 8maio2016 (1024x682)
Desenho no local

 

Rita Care - Fabricanata, lx - 8maio2016 - cor (1024x642)
Pinturas ao almoço

 

Rita Care - Carro ovoBMW - Desenho cego (1024x588)
BMW “ovo” em linha de contorno e desenho cego

 

Rita Care - Carro ovoBMW - Desenho semi cego (1024x593)
BMW “ovo” em linha de contorno e desenho semi-cego e a “correr”…

 

Desenhei cego e semi-cego (a correr desastradamente…) o BMW “ovo” do MUDE – Museu do Design e da Moda – e ainda…!
Assim que pude sentei-me no meio do chão mesmo em frente da Gatafunho a desenhar a entrada exterior e a montra…
É que para se ser “urban sketcher” mais “urban sketcher” tem que ser sentada no chão ;-)

 
 

Rita Care - Gatafunho, Oeiras - 8maio2016 (1024x793)
A pintar a Gatafunho na Barra de Chá Villa, Palácio do Egipto, Oeiras 

 

A Gatafunho é a livraria do Centro Histórico de Oeiras, que fica mesmo em frente à porta da Igreja Matriz. Tem um aviso na porta: “Há hora do conto todos os Domingos às 11h30”. Os livros são novos e usados e para todas as idades. Os títulos na montra são um petisco para mim e para a Alice (2 anos). Ai a Tia Titá perde-se com estes temas apetitosos com vazio(s), balbúrdia(s) (uma palavra muito gira, tal como gatafunhices, badalhuquices, rabiscos…), bandidos…

Sofia feia… em desenho cego no Mercado de Algés

No mesmo dia em que produzi o desenho cego lindo que fiz da Sofia, no caderno dela, também desenhei estes completamente feios e falsos… mas uma pessoa diverte-se e ri-se muito que é  o que interessa ;-)

SofiaF-20mar2016 por Rita Care (1)

SofiaF-20mar2016 por Rita Care (2)