O olhar e o transcendente no Desenho

Escrevo sobre Desenhar e sobre o que senti na última visita ao Aquário Vasco da Gama e ao Rei D. Carlos I. Este foi o desenho que me fez saltar para outra dimensão, rara, que de vez em quando me acontece no ponto de encontro entre a caneta e o papel.

AQUÁRIO VASCO DA GAMA E A BICHARADA DO REI-CIENTISTA-PINTOR by Rita Caré 2017

Fomos celebrar a Vida e transcendi-me ao desenhar seres que já não estão vivos há dezenas ou há mais de uma centena de anos. A caneta parecia ter vontade própria. Fluiu nas minhas páginas triangulares como se se conhecessem desde sempre. Não pude parar durante muito tempo. Desde então tenho pensado naqueles desenhos todos os dias e nos significados para a minha própria vida.

Todas as pessoas têm um olhar diferente perante o que desenham. A representação do que observamos depende, claro, da experiência que cada um tem de desenhar. Mas, quanto mais desenhamos, melhor nos conseguimos exprimir, tanto em relação à mensagem que queremos passar (se é que existe esse objectivo prévio), como em relação às emoções. Todos os desenhos são influenciados por estes dois factores.

Quanto mais nos entregamos ao acto de desenhar – e nos desinibimos em relação ao traço e à pintura – mais gostamos e mais os resultados são coerentes com o que desejamos para o próprio desenho.

Rita Caré

 

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Austin Kleon: to keep my headspace from being invaded…

“The biggest task in the morning is to try
to keep my headspace from being
invaded by the outside world.”

Austin Kleon in My Morning Routine

Reflexão sobre papel de aguarela

O Parka publicou uma opinião sobre o Papel Fabriano de 200 g/m2 com 25% de algodão  (gama de estudante) para aguarela. É interessante de ler para quem quer perceber que materiais usar.

Para brincar com pinceladas em trabalhos sem aguadas parece excelente (como se faz, por exemplo, nos pequenos diários e em desenho de observação urbano). Para quem quer explorar a aguada o papel de 300g/m2 é fundamental do meu ponto de vista… de preferência em blocos com folhas de 100% de algodão comprimido a quente (“hot press”) e com as folhas coladas, mas isso é mais dispendioso… mas um bom investimento! O melhor que por aí há: Arches…

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Porquê criar diários (gráficos e não só) ?

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Porquê criar diários (gráficos e não só) ?

Um diário vale a pena se tivermos uma postura auto-crítica e reflexiva sobre o que desenhamos, pintamos, escrevemos e colamos lá dentro.

Eu vou mais longe do que a Eileen Adams (a ver neste vídeo e que está a abordar a importância do diário gráfico em ambiente escolar) na minha explicação sobre os motivos de produzir diários destes uns atrás dos outros. Faço-o também com o objectivo de meditar, de ficar em silêncio interior por entre os ruídos dos dias e de crescer enquanto ser humano ao fazer essa auto-reflexão.

A importância da produção de diários é uma questão muito interessante e que cruza a reflexão sobre vários outros temas igualmente interessantes.

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