No Museu do Ar a pairar…

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Tenho a impressão que a última vez que me senti emocionada assim, ao entrar num Museu, foi no Aquário Vasco da Gama, em 2016, onde não entrava há muitos anos. Emocionei-me … O Museu do Ar, no seu polo de Sintra, é um lugar cheio de ar em redor, no meio do campo. Adorei o logótipo no edifício. Depois dos modelinhos minúsculos, o que se vê é a Máquina Voadora de Da Vinci, os primeiros aviões – Lindos! – e um tecto alto cheio de ar.

Réplica de Máquina Voadora de Da Vinci . Museu do Ar

Talvez me tenha deixado arrebatar assim, porque na véspera da visita tive uma neura terrível (só explicável pelo teor de algumas conversas e de me ter deixado mergulhar numa crise pré-final das férias…). Enfim, que desperdício… ou que faz parte.

Instalação – Voo de João Torto, 1540

João Torto, enfermeiro, fez a primeira tentativa documentada para… voar da Sé de Viseu abaixo… Foi em 1540. Se calhar atirou-se com ajuda de “cenas” delirantes da sua “farmácia” ambulante. Aterrou de pé num telhado qualquer e de seguida fez o seu último voo direitinho para o Céu…

Réplica de 14 bis . Santos Dumont, 1906

Ainda estava nos feitos de Santos Dumont e fiquei sem bateria no telemóvel à terceira foto… Pânico! … Hummm… Após aquela reacção “sem pés-nem-cabeça” do tipo “que horror, estou despida!”, decidi que… “bem, afinal vim para DESENHAR!” =)

Passeei por ali adentro, ao lado e por baixo daqueles enormes e maravilhosos aviões e helicópteros. Passado poucos minutos dei com um grupo de turistas Brasileiros adultos =) a brincar de braços abertos a esvoaçar junto ao belo helicóptero de busca e salvamento, que actuou nos Açores em 1950-62. Entrei dentro de aviões (ou parte deles) até ao cockpit. Entretanto, parecia que estava num filme ao ouvir duas passagens de um avião real a voar: zzzzzzzzuuuuuuuuuuuuummm
zzzzzzzzzzzZZZZZZZZZZZZZZuuuuuuuuuuuuummmMMMMMMmmmm
O som parecia ser de um daqueles aviões com hélice à frente. Pelo menos foi o que o imaginei. Até o chão estremeceu.

Deixei-me invadir pela nostalgia nas exposições da TAP e da ANA, por causa de um workshop de rabiscos que organizei há uns anos no Museu do Design e da Moda, exactamente sobre os mesmos temas muito estéticos.
O primeiro simulador de voo Português parece um brinquedo para miúdos pequenos. Muito fofo!

No último hangar, dois aspectos chamaram o meu prolongado olhar:
– Pendurados estão muitos modelos a pairar! Senti-me verdadeiramente puxada a levantar voo para o tecto!
– Na entrada, está o avião do Comandante António Faria e Mello que se deslocava em cadeira de rodas. Fiquei muito impressionada… porque o piloto Português deu duas vezes a volta ao mundo em monomotor.

Quem é que não gosta de um espaço com um wc que cheira bem e que é amigo de pessoas baixinhas (nem só as crianças são baixinhas, há adultos também mínimos!)?

Com espanto e há uns dias descobri que o Museu está apetrechado com uma plataforma de visita áudio-guiada através de uma plataforma digital, ou seja uma app, que pode ser instalada gratuitamente nos nossos telemóveis para que possamos ouvir contar as histórias sobre cada um daqueles maravilhosos objectos. Confesso que ainda não experimentei, mas haveremos de lá chegar.

Legenda do 14 bis . Clicar para ler

As legendas não têm texto justificado à esquerda. E então? Paciência. São inclinadas para ajudar a leitura de pé, curtas e claras e foram simpaticamente impressas a branco com fundo escuro – muito adequado para um sítio com tanta luz natural. São fáceis de ler a uma boa distância. São fáceis de compreender!

Para ser um “museu de Pantufas“, precisava de ter uns sítios para as pessoas se sentarem aqui e ali a descansar as pernas, apreciando em simultâneo tamanhas Obras da Arte, da Ciência e da Tecnologia. Não são outra coisa, estas Máquinas Voadoras.

Sem espanto, entretanto, descobri que o Museu do Ar (Polos de Pêro Pinheiro – Sintra, de Alverca – Vila Franca de Xira e de Ovar) foi considerado o museu do ano 2013 pela Associação Portuguesa de Museus, foi escolhido em 2017 como o 5º melhor museu Português pelos utilizadores TripAdviser e está no Top 20 dos melhores museus do mundo no tema da aviação.

Porque nunca lá tinha ido?! Este é um Museu lindo, abraçado (não se incomodaram com o meu banquinho e com o meu estendal para rabiscos), Acessível e é mesmo para Pessoas variadas! <3
Em breve, o grupo FotoSketchers 2 Linhas irá organizar um encontro lá mesmo!! Vamos?

P.S. para nerds: Tese de Mestrado “Museu do Ar : contributo para um modelo de gestão e programação” (a explorar em breve…)

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Rabisco do Piquenique no Campo Grande

Os FotoSketchers 2 Linhas organizaram um piquenique no Campo Grande, por entre duas das vias de trânsito mais ocupadas da cidade. Mesmo no fim-de-semana passam muitos carros, mas ouvem-se lá ao longe. Na última remodelação dos jardins foram criadas elevações nos relvados. Junto ao antigo edifício do Caleidoscópio e a cidade parece distante.

Conversou-se muito mais do que se rabiscou ou fotografou, mas esse é mesmo o espirito do grupo =)

Árvores no Jardim do Campo Grande, Lisboa - by Rita Caré 2019

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Edições anteriores

Árvores que nos contam histórias…

reais e imaginadas.


Brincando com os pincéis e autocolantes nas explorações das árvores de família poupadas aos terríveis fogos de 2017…

Acho que ainda não acabei esta dupla página… logo se vê!

ADIADO – Workshop Carimbos e Rabiscos no Parque Bensaúde, Lisboa

Workshop Carimbos e Rabiscos no Parque Bensaúde

ADIADO POR MOTIVO DE OBRAS NO PARQUE
ATÉ DATA A ANUNCIAR


Parque Bensaúde, Lisboa

Público-alvo:
Adultos e crianças a partir dos 10 anos (acompanhadas por um adulto)

Materiais:
Oferta de um caderno
Carimbos disponibilizados para utilização durante o workshop
Materiais para desenhar e pintar à escolha dos participantes

Objectivos:
. Conhecer e explorar o Parque Bensáude através de exercícios de desenho de observação à vista conjugado com carimbos.
. Fornecer ferramentas para que os participantes adquiram bases para a prática do Urban Sketching.
. Motivar os participantes para a actividade do desenho em grupo ou individualmente.

Nº Participantes
. Nº mínimo: 6
. Nº máximo: 14

Formadoras
. Marilisa Mesquita
marilisamesquita.blogspot.com | marilisahandade.blogspot.com
. Rita Caré
papiropapirus.wordpress.com

Informações detalhadas sobre preços, modo de inscrição e outras são fornecidas exclusivamente por e-mail:
mari_lis00@hotmail.com  |  rita.s.care@gmail.com

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Uma semana na praia sem fazer NADA… e a engordar com bolas de berlim

 

A minha semana numa praia do Algarve descreve-se assim.

Praia, Algarve, Desenho, Aguarela, Rita Caré

 

Foi qualquer coisa parecida com esta imagem quase todos os dias. Fiquei a olhar para a multidão vestida com os seus coloridos fatos de banho, toalhas e chapéus-de-sol, ou a dormir na areia quente, ao som típico que conhecemos de uma praia Algarvia semi-cheia. Há mais de vinte anos que não experimentava nada no género, mas fiquei com a sensação de que para o ano estou lá outra vez, se puder, com o objectivo de não fazer rigorosamente NADA, para além do básico para sobreviver no dia-a-dia.

Felizmente tive a companhia da Alice, 4 anos e no Instagram @os4reismagos, que desenho nas minhas aguadas enriquecendo-as com obras abstractas maravilhosas (tenho inveja de tal representação de peixes…), usou as minhas aguarelas semi-profissionais e as encheram de grãos de areia, o que na verdade não quero nada saber, porque adoro que ela use os mesmos materiais que eu. Também brincámos com rabiscos sobre manchas de aguarela impressas e fizemos colagens (não apresentadas aqui) e sorrimos :)

 

Não digam a ninguém que abusei a sério nas Bolas de Berlim, que as há normais, com ou sem creme, com nutela, com chocolate e produzidas com farinha de alfarroba em vez da farinha tradicional de trigo. Entretanto, também ouvi falar de produção com algas azuis…

 

 

 

Reportagem Desenhada | Prémio Acesso Cultura Linguagem Simples para o Museu da Presidência

Reportagem desenhada da entrega do Prémio Acesso Cultura – Linguagem Simples por Rita Caré
Reportagem desenhada da entrega do Prémio Acesso Cultura – Linguagem Simples por Rita Caré

Reportagem Desenhada

Prémio Linguagem Simples para o Museu da Presidência

No dia 13 de Março de 2018, o Museu da Presidência recebeu o Prémio Acesso Cultura – Linguagem Simples numa cerimónia realizada no Teatro Nacional D. Maria II, em Lisboa. A Acesso Cultura entregou ainda uma Menção Honrosa à empresa Formas Efémeras.  “Foi uma cerimónia curta, bonita, emotiva”, lê-se numa publicação do Facebook da associação.

O texto introdutório da exposição “Boa Viagem, Senhor Presidente! De Lisboa até à Guerra. 100 anos da primeira visita de Estado” foi o escolhido pelos jurados, composto por Cristina Nobre Soares, Hugo Sousa e Rita Tomás. Segundo o júri, citado em COMUNICADO da Acesso Cultura, “De entre os vários textos que podemos encontrar numa exposição, é ao texto do painel de introdução que cabe, em primeira mão, a responsabilidade de influenciar a experiência da visita. É ao depararem-se com este texto que os visitantes se interrogam: “O que vou ver? Porque é que me querem mostrá-lo? O texto vencedor do Prémio Acesso Cultura – Linguagem Simples 2018 não deixa margem para dúvidas quanto ao que vai ser visto e ao porquê do tema escolhido.”. Os textos premiados e a justificação sobre a sua escolha estão disponíveis para CONSULTA.

Sobre a relevância deste prémio no contexto da Acessibilidade em Portugal, Maria Vlachou, directora executiva da Acesso Cultura, explicou tratar-se “de um prémio de reconhecimento, um reconhecimento de quem se esforça para contrariar a forma habitual de fazer as coisas (aquela que todos conhecemos e que nos deixa confortáveis) e de tentar enfrentar aquela que todos reconhecemos como uma barreira: a linguagem que usamos para comunicar com o público em geral, com pessoas que não sabem o que nós sabemos. No entanto, a distância é grande entre a teoria e a prática. Reconhecer não é fazer… E enquanto somos todos capazes de identificar os erros de outros, quando se trata de nós, temos medo de arriscar a ser claros, de repente a comunicação clara parece ficar equiparada a uma forma simplista ou infantilizada de comunicar. Sempre no nosso caso, nunca no dos outros.”.

Um mês, um mês muito difícil, UM RECOMEÇO

Rita Care - 1 Mes - Dez2017-Jan2018 (1)

Desde o Verão de 2017, a vida tem sido muito difícil, porque o corpo estava gravemente doente desde há muito mais tempo. Contudo, em Junho de 2017 tornou-se insuportável. A recuperação contínua e não sei se alguma vez mais saberei o que é viver sem Dores. Mas desde há muitos anos, por causa das enxaquecas devido a crises terríveis de sinusite e rinite não deixo que o meu corpo comande o que quero muito fazer. Pelo menos tento. Não é uma vontade racional. É a minha mente que manda mais do que eu. Sei lá, se calhar é o instinto de sobrevivência. Às vezes tenho de racionalmente obrigar-me a ficar parada do corpo e também da cabeça, somente a olhar para uma parede branca, para o mar, para um relvado, para as flores…

Este caderno foi produzido pela Marilisa Mesquita, com grande carinho e  propositadamente para a “viagem” que ambas sabíamos que eu ia ter que fazer. É A6 e não é um “Caderno” clássico, mas em harmónia, concebido para ser leve, mas para pintar aguarela se me apetecesse. Ela produziu 4 destes cadernos muito compridos.

Clicar para ver as imagens em sistema de carrossel
e na setas para avançar ou para voltar atrás

 

Estes desenhos foram feitos no espaço de um mês, de Dezembro de 2017 a Janeiro de 2018. Do primeiro desenho ao segundo há um intervalo de três semanas… Tem de tudo, desde urban sketching (desenho de observação no local), sketchnoting (rabiscos de ideias) a desenho por fotografia e a desenho de memória, a aguarela, lápis de cor e guache. O primeiro desenho foi feito no quarto do hospital, antes da cirurgia, e os restantes foram feitos em Vila Franca de Xira, em casa da família ou na rua.

Este é um caderno muito importante, porque marca um tempo de RENOVAÇãO. A vida jamais será a mesma. Terá que ser LENTA e LEVE. Mas esta viagem tem sido feita sempre acompanhada por Família e Amigos muito queridos que, ao longo dos dias e através das incríveis tecnologias para smartphone não me deixaram esmurecer,  trazendo-me para cima nos dias mais dolorosos.  Essas pessoas sabem quem são :)

Estou a reeinventar-me e isso é mesmo muito bom. Sentia há muito que tinha que mudar e não sabia por onde ir. A vida aponta-me caminhos aqui e ali e vou estando atenta e tomando as minhas decisões consoante as oportunidades que surgem. Estou viva e caminho. Agora parece mesmo um milagre criado pela alta tecnologia e conhecimento médico. Há 5 ou 10 anos atrás talvez estivesse numa cadeira de rodas. É brutal, não é? É, mas eu estou mesmo viva e aqui a andar pela rua e a emagrecer muito para melhorar lentamente o meu Viver. É a terceira vez que a Medicina me salva a vida em 41 anos. Obrigada Deus por inventares as mãos, o desenho, a escrita, o cérebro humano e a Medicina e a Tecnologia do séc. XXI.

Durante aquele mês, deitada na cama a olhar para o tecto imaginei o projecto Salto Virtual (#VirtualJumpSketch). Demorei quase três meses a pô-lo em prática, mas pûs e estou muito orgulhosa de todos os que nele têm participado. É incrível o grande Salto que deram na sua forma de desenhar!

Este post é publicado, por acaso, noutro dia (5 de Abril de 2018) muito marcante e espero que seja o primeiro dia de uma viagem extraordinária que, se correr bem, será partilhada nos próximos tempos.

Pensamentos +++

A Miúda dos Abraços regressou Reformulada para Abraçar a Vida a Sorrir

Rita Caré, 41 anos

 

 

 

 

 

Quando o Prémio de outros é um marco de Vida

Este post é capaz de ser uma seca… e lamechas, mas revelador da minha vivência e também dos últimos meses muito dificeis. Nasce do exemplo do último post “Não passei (2)” da Karina Kushnir, que aborda acontecimentos que nos atiram ao tapete, mas que nos fazem erguer maiores do que nós próprios. Também nasce do marco que o desenho de ontem tem na minha Vida. De certeza que querem ler mais?

Estive na cerimónia do Prémio Acesso Cultura – Linguagem Simples, depois de ter saído de uma consulta com o neurocirurgião. Vou andando devagarinho e vou andando, após mega-cirurgia à coluna por causa de uma hérnia discal que nada teve de simples, agravada pelo facto de ter nascido sem uma vértebra – comigo tinha que ser complicadinho… Ando em recuperação há três meses e hei-de andar. Andar, reparem na palavra! Felizmente encontro-me a Andar!! Pensamentos +++

Bom, vamos mas é ao Prémio! Então, lá estive num ambiente informal e abraçado, tal como já começa a ser hábito nos eventos da Acesso Cultura, da qual sou fã. Reparem nas palavras: Acesso, Acessibilidade e Cultura. Isso! Mais de Pensamentos +++

A Acessibilidade importa-me (mesmo que não soubesse disso assim por estas palavras)  desde que, com seis anos e meio, a minha mãe me levou a enfrentar a dura realidade de pessoas consideradas nessa época como deficientes profundas, ou seja, com limitações muito graves ao nível físico e/ou intelectual. Já se devem estar a perguntar sobre os motivos desta decisão. Foi para me fazer reagir, levando um duro e mega-abanão emocional. Fiquei sem conseguir Andar, após ter estado duas semanas hospitalizada em coma/semi-coma e a recompor-me de duas doenças gravíssimas (a segunda consequência da primeira) que ceifam quase sempre a vida dos adultos, quanto mais as das crianças que delas padecem: miningite e septicémia. Não havia qualquer explicação racional para ter deixado de conseguir manter-me de pé e dar um passo atrás do outro. Então a resposta deveria estar nas emoções… e a minha mãe levou-me ao local onde fizera estágio profissional com aquelas pessoas. Passei lá umas horas, estive com uma fisoterapeuta e saí de lá a Andar novamente e abanada para sempre com um novo olhar para a coisa que é Viver.

Desde então, já lá vão 34 anos, nunca mais Parei… dentro da cabeça pelo menos! Tenho uma louca fobia de estar sem fazer nada… Isso é um desperdício de tempo acha a minha mente. Coitado do meu corpo! Imaginem que estive dois meses na cama a olhar para o tecto… a ter sobretudo pensamentos negativos e ideias parvas. Inventei o Salto Virtual que logo se verá o que vai dar…

Foca-te, concentra-te, Rita! O Prémio! Tem como objectivo chamar a atenção para a necessidade de clareza da linguagem escrita para promover Acessibilidade Intelectual às pessoas que desejam usufruir da Cultura. A Clareza, esse monstro com que luto diariamente, tanto ao nível profissional como pessoal! Este post é exemplo disto mesmo. Clareza e emoções no mesmo texto… está bem, está!

Cerimonia_Premio LS AC_13mar2018_Por_Rita Care_cores_1200

Lá estive muito orgulhosa de fazer um bocadinho parte da Acesso Cultura e desejosa de contribuir. Fui sem saber se conseguiria mesmo lá estar, quanto mais fazer um desenho de pessoas! Fui sem expectativas. Logo se veria o desenrolar dos acontecimentos no meu corpo, que de vez em quando ainda fica extenuado mesmo com esforço mínimo. Mas meti o caderno e a caneta na mala antes de sair de casa. Talvez inspirada pela relevância deste Prémio desenhei em público e desenhei pessoas! Consegui e percebi assim que regressei oficialmente à minha vida activa, mesmo que ela tenha de ser o mais leve e lenta possível… para sempre.

Parabéns ao Museu da Presidência pelo Prémio Acesso Cultura – Linguagem Simples e à Formas Efémeras (que nome tão giro!) pela Menção Honrosa. Obrigada aos Membros do Júri, que tiveram uma clara trabalheira, ao Teatro Nacional D. Maria II, a todos os que tornaram este evento possível e à Acesso Cultura.

Desenho_PremioACLS_PorRitaCare_FotoPorMariaVlachou

Maria Vlachou, obrigada por teres tirado esta foto com o meu caderninho abraçado por mãos! Fiquei muito emocionada!

 

No jardim atiram-se “coisinhas” e namora-se…

Numa das últimas tardes de Verão muito tardio, do Jardim Gulbenkian, lê-se, dorme-se, desenha-se, ouvem-se conversas, atiram-se “coisinhas”,… namora-se…