1ª Reportagem Gráfica com Ciência | Peixes também precisam de amigos!

1ª Reportagem Gráfica com Ciência
Os Peixes também precisam de amigos!

Ler Comunicado do IGC – PT Read IGC Press Release – ENG

Equipa de cientistas do Instituto Gulbenkian de Ciência, do ISPA – Instituto Universitário, e da Fundação Champalimaud, demonstraram que os peixes-zebra precisam de suporte social para ultrapassarem situações adversas. Ou seja, os peixes-zebra precisam de amigos para viverem a vida com maior qualidade quando se vêem perante alguma ameaça.

Esta investigação sugere que a espécie de peixe-zebra é assim um modelo biológico de eleição para estudar comportamentos sociais e os mecanismos neurais subjacentes.

Ana Faustino explicou que “Apesar do comportamento de suporte social do peixe-zebra não ter a complexidade do suporte social verificado em humanos, a investigação em peixe-zebra vai permitir-nos explorar em profundidade os mecanismos neurais envolvidos neste comportamento social tão central para o bem-estar e saúde mental humana, nomeadamente pela relevância que assume em determinadas doenças psicológicas, como é o caso da depressão”.

O artigo científico no qual este tema foi explorado está publicado na revista Scientific Reports.

Ler o comunicado de imprensa completo do IGC em Português.
Read the full version of IGC press release in English.

Reflexão / Auto-crítica:

  • Esta reportagem não demorou muito tempo a criar, porque o comunicado do IGC explica muito bem os pontos chave relacionados com a investigação, o que permitiu que a estrutura desta reportagem seja bastante simples.
  • Inspirei-me nos peixes da aguarela publicada com o comunicado, que é belissima.
  • Preciso de continuar a praticar, a praticar, a praticar a escrita à mão, que no tablet ainda é um desafio maior.
  • Estou muito feliz com esta reportagem gráfica! :D

NOTA ADICIONAL

Esta imagem teve mais de 3000 visualizações na minha Página do Facebook em poucas horas, após o IGC a ter partilhado na sua própria página. Isso foi muito motivador para mim e por isso considero os Rabiscos de Ideias cada vez mais importantes para mim e para quem os pratica e divulga.

Reportagem Gráfica - Os Peixes também precisam de Amigos
Reportagem Gráfica – Os Peixes também precisam de Amigos
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#SNDay2018 Celebration| SketchNotes changed my Life + My 1st Sketchnotes

Following along the celebration of the World Sketchnote Day 2018, I come to tell you about my story with this special kind of sketches.

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Almost one year ago (somewhere in the end of January 2017), I discovered Doug Neill‘s videos, ebooks, other sources and his projects. That moment changed my life. In the first days of February 2017, I became her student in his school Verbal to Visual.

In the last year,   I did not take visual notes so much as I  wished for, but I’m on my way to improve to sketch notes better and faster and to think better and clearly during my practice. Many additional important moments happened since then:

  • I watched all the free videos of Doug Neill at Verbal to Visual and participated in his online forum/classes and did 3 of his courses;
  • I met ScienceSketcher, a researcher that does sketch noting scientific meetings and that works in the same building where I daily work. Can you imagine this? So Incredible!
  • I listened to all the SketchNote Army´s podcasts;
  • I got the Doodle Revolution book of Sunni Brown – I did not finish it yet…;
  • I did my 1st Science Graphic Recording with more than 3000 views in a few hours on Facebook;
  • I joined the activities, organized by Makayla Lewis – SN_Hangout and SN_Challenge.
  • I sketchnoted along with Sue Pillans and my sketchnotes were shared a lot on Twitter.
  • I participated as an author in some new resources, organized by Makayla Lewis for Sketchnote Hangout!
  • I got new online friends!
  • Even if  I used to do a lots of sketching, because I’m an urban sketcher since 2009 (doing a lots of sketches and organizing meetings), I found a new sense of purpose on learning something new after my master thesis was finished and, also, in a moment that I was feeling myself lost and in a deep need of learning something new.

Now, I share a photo of myself with My 1st Sketch Notes done along with Doug Neill (my mother was the photographer).

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1st page of my 1st Sketch Notes | Never Afraid to Fail!

Reportagem Gráfica com Sue Pillans sobre Rabiscos de Ideias com Ciência

Rita Care - SN_Hangout w Sue Pillans 25jun2017 (2) - 1200
Sketchnote Hangout com Sue Pillans | 1 de 2

Este Sketchnote Hangout com a Sue Pillans, conhecida também por Dr. Suzie Starfish, foi um bocadinho complicado de assistir, porque não estava na serinidade do lar – Não podia perder um SN Hangout sobre ciência! Depois de ver as reportagens de outros participantes até acho que consegui captar muita informação.

Esta é a 3ª versão e talvez venha a haver uma 4ª versão melhorada para três páginas ou para uma página A3. Continuo a dizer que quando conseguir à 2ª versão faço uma festa de rabiscos!!

Rita Care - SN_Hangout w Sue Pillans 25jun2017 (1) - 1200
Sketchnote Hangout com Sue Pillans | 2 de 2

Reflexão / Auto-crítica:

  • Esta 3ª versão não é muito diferente da segunda, tal como aconteceu nas experiências anteriores. Consegui mais espeços em branco na primeira página e na metade esquerda da segunda.
  • O layout da 2ª página tem os textos um pouco encavalitados, mas acho que melhorei muito, sobretudo porque agora sinto que sei escolher melhor que marcadores usar para este tamanho de páginas (A5) e também consigo criar tipos de letras diferentes. Tenho mesmo de me mentalizar que devo usar uma régua para que os textos fiquem direitos.
  • Tenho também de melhorar na função de cada tipo de letra e na função de cada uma das 3 ou 4 cores a usar.
  • Talvez venha a haver uma 4ª versão utilizando A3 e marcadores em vez de canetas, uma estrutura melhorada com mais brancos, mais ícons e menos texto.

Vídeo | Desenhemos! Para comunicar, educar/aprender e ter saúde

Neste vídeo o cartoonista Jorge Arranz encoraja-nos a desenhar mesmo que não sejamos necessariamente artistas. Explica porque devemos ser educados a desenhar, tal como a falar e a escrever. E anda defende que o desenho faz bem à saúde e ajuda a recuperá-la.

VALORES DO DESENHO

1 – Comunicar
2 – Educar / Aprender
3 – Terapia / Melhorar a saúde

Em modo “medíocre” explicado tim-tim por tim-tim…

O Doug Neill publicou hoje um post sobre o sentimento de mediocricidade e o real sentido da palavra. Vamos a meio do caminho, portanto… quer dizer o meu caminho é muito mais que meio.

Identifico-me muito com o tema explorado. No meu caso tenho andado a sentir-me desmotivada e sem energia para dar continuidade aos meus projectos.

No meio do caminho encontramo-nos com muitas dificuldades, algumas delas têm a ver com uma auto-sabotagem que leva à procrastinação… Quem deseja que os dias tenham grande significado prático candidata-se a deparar-se com esta “Mediocricidade” que o Doug explora a partir do livro do Todd Henry “Die Empty”.

Estão a ver aquele poema do Fernando Pessoa, “Pedras no Caminho”…? Era bem rabiscado a propósito de construir castelos, os nossos… Perder-nos do caminho e do caminhar faz parte do ir e do aprender construindo.

Reportagem Desenhada | Conversas sobre o Indizível nos Museus

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Reportagem Desenhada
Conversas sobre o Indizível nos Museus
| Publicado em XZibit Art |

Como se diz o indizível nas exposições e nas colecções de museus? Que histórias são essas? O que fica por dizer? Pode-se ou deve-se dizer tudo sobre um objecto ou sobre uma personalidade histórica? Que abordagens são utilizadas para contar o indizível? Estas eram algumas das questões que pairavam no início do mais recente debate da Acesso Cultura, organizado no Museu do Dinheiro, no passado dia 18 de Abril de 2017.

A Acesso Cultura quis assim lançar a reflexão sobre o tema escolhido para o Dia Internacional dos Museus a celebrar-se um mês depois, em 18 de Maio: “Museus e histórias contestadas: dizer o indizível em museus”.

Ao longo da conversa, animada e em tom informal, participaram convidados de alguns museus Portugueses: Clara Vaz Pinto e Xénia Ribeiro do Museu Nacional do Traje; José Pedro Sousa Dias do Museu Nacional de História Natural e de Ciência; Luís Farinha do Museu do Aljube; Maria José Machado Santos e Marta Guerreiro do Museu da Marioneta; e Sara Barriga do Museu do Dinheiro. O debate foi moderado por Ana Rita Canavarro, Museóloga.

Luís Farinha destacou que o indizível no Museu do Aljube – Resistência e Liberdade é, por exemplo, o silenciamento e o secretismo das histórias de humilhação, clandestinas e abstractas de presos políticos da época da Ditadura Salazarista e que ainda estão vivas. Neste museu o indizível é explorado, por exemplo, através de conversas e visitas guiadas.

No Museu da Marioneta existe uma grande dificuldade em expor os objectos, pois as marionetas são construídas para serem utilizadas por actores facilitadores dos seus movimentos e em contexto de peças de teatro ou performances, explicou Marta Guerreiro. Expor uma marioneta pode ser visto como um contra-senso em relação à sua natureza, não devendo ser exposta como um ser inanimado.

Indizível é também a dificuldade dos museus em comunicar com os visitantes em exposições sobre temas científicos, chamou a atenção José Pedro Dias. Ainda neste contexto, Luís Farinha destacou a dificuldade em fazer compreender aos visitantes a violência física e emocional sentida pelos presos políticos.

Alguns dos convidados defenderam a necessidade dos museus tomarem uma posição, ou seja, de não serem neutros em relação a temas específicos, e também de criarem desconforto nos visitantes, abordando memórias e conflitos dolorosos. Consideraram ainda que os museus podem contribuir para a compreensão mútua e para a reconciliação, mesmo que não criem consensos.

Questionada sobre qual a relevância de “dizer o indizível” do ponto de vista da Acesso Cultura, Maria Vlachou (Directora Executiva) destacou que “É mesmo uma questão de relevância: a relevância dos museus para as pessoas. Cada história que não se diz é uma pessoa a quem não é dado reconhecimento. Esta questão do indizível diz respeito a vários aspectos do trabalho dos museus: às suas colecções, ao que lá está e não está, ao que se mostra e não se mostra, à forma como se interpreta cada objecto, ao perigo das “histórias únicas” (no sentido das versões únicas), às relações que se criam ou não se criam com as pessoas, ao seu envolvimento ou à sua exclusão.”.

A Acesso Cultura é uma associação sem fins lucrativos que tem como missão a melhoria das condições de acesso – físico, social, intelectual – aos espaços culturais e à oferta cultural. Maria Vlachou acrescentou ainda: “Não há condições de criar acesso se não se procura ser relevante na vida das pessoas. Se não se for relevante, podemos muito bem perguntar: Acesso a quê? Para quê?”

A sessão foi traduzida em Língua Gestual Portuguesa por Maria José Almeida, com o apoio da Escola Superior de Educação de Setúbal.

Desenho e texto: Rita Caré
NOTA
O resumo deste debate,
que aconteceu em diferentes cidades em simultâneo,
está disponível AQUI

Reportagem Gráfica | Conversas sobre o Indizível nos Museus

Conversas sobre o Indizível nos Museus | Reportagem Desenhada por Rita Caré
Conversas sobre o Indizível nos Museus | Reportagem Desenhada por Rita Caré
Conversas sobre o Indizível nos Museus | Reportagem Desenhada por Rita Caré
Conversas sobre o Indizível nos Museus | Reportagem Desenhada por Rita Caré
Conversas sobre o Indizível nos Museus | Reportagem Desenhada por Rita Caré
Conversas sobre o Indizível nos Museus | Reportagem Desenhada por Rita Caré
Conversas sobre o Indizível nos Museus | Reportagem Desenhada por Rita Caré
Conversas sobre o Indizível nos Museus | Reportagem Desenhada por Rita Caré
Conversas sobre o Indizível nos Museus | Reportagem Desenhada por Rita Caré
Conversas sobre o Indizível nos Museus | Reportagem Desenhada por Rita Caré
Conversas sobre o Indizível nos Museus | Reportagem Desenhada por Rita Caré
Conversas sobre o Indizível nos Museus | Reportagem Desenhada por Rita Caré

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Reportagem Desenhada Conversas sobre o Indizível nos Museus | Publicado em XZibit Art |

Como se diz o indizível nas exposições e nas colecções de museus? Que histórias são essas? O que fica por dizer? Pode-se ou deve-se dizer tudo sobre um objecto ou sobre uma personalidade histórica? Que abordagens são utilizadas para contar o indizível? Estas eram algumas das questões que pairavam no início dmais recente debate da Acesso Cultura, organizado no Museu do Dinheiro, no passado dia 18 de Abril de 2017.

A Acesso Cultura quis assim lançar a reflexão sobre o tema escolhido para o Dia Internacional dos Museus a celebrar-se um mês depois, em 18 de Maio: “Museus e histórias contestadas: dizer o indizível em museus”.

Ao longo da conversa, animada e em tom informal, participaram convidados de alguns museus Portugueses: Clara Vaz Pinto e Xénia Ribeiro do Museu Nacional do Traje; José Pedro Sousa Dias do Museu Nacional de História Natural e de Ciência; Luís Farinha do Museu do Aljube; Maria José Machado Santos e Marta Guerreiro do Museu da Marioneta; e Sara Barriga do Museu do Dinheiro. O debate foi moderado por Ana Rita Canavarro, Museóloga.

Luís Farinha destacou que o indizível no Museu do Aljube – Resistência e Liberdade é, por exemplo, o silenciamento e o secretismo das histórias de humilhação, clandestinas e abstractas de presos políticos da época da Ditadura Salazarista e que ainda estão vivas. Neste museu o indizível é explorado, por exemplo, através de conversas e visitas guiadas.

No Museu da Marioneta existe uma grande dificuldade em expor os objectos, pois as marionetas são construídas para serem utilizadas por actores facilitadores dos seus movimentos e em contexto de peças de teatro ou performances, explicou Marta Guerreiro. Expor uma marioneta pode ser visto como um contra-senso em relação à sua natureza, não devendo ser exposta como um ser inanimado.

Indizível é também a dificuldade dos museus em comunicar com os visitantes em exposições sobre temas científicos, chamou a atenção José Pedro Dias. Ainda neste contexto, Luís Farinha destacou a dificuldade em fazer compreender aos visitantes a violência física e emocional sentida pelos presos políticos.

Alguns dos convidados defenderam a necessidade dos museus tomarem uma posição, ou seja, de não serem neutros em relação a temas específicos, e também de criarem desconforto nos visitantes, abordando memórias e conflitos dolorosos. Consideraram ainda que os museus podem contribuir para a compreensão mútua e para a reconciliação, mesmo que não criem consensos.

Questionada sobre qual a relevância de “dizer o indizível” do ponto de vista da Acesso Cultura, Maria Vlachou (Directora Executiva) destacou que “É mesmo uma questão de relevância: a relevância dos museus para as pessoas. Cada história que não se diz é uma pessoa a quem não é dado reconhecimento. Esta questão do indizível diz respeito a vários aspectos do trabalho dos museus: às suas colecções, ao que lá está e não está, ao que se mostra e não se mostra, à forma como se interpreta cada objecto, ao perigo das “histórias únicas” (no sentido das versões únicas), às relações que se criam ou não se criam com as pessoas, ao seu envolvimento ou à sua exclusão.”.

A Acesso Cultura é uma associação sem fins lucrativos que tem como missão a melhoria das condições de acesso – físico, social, intelectual – aos espaços culturais e à oferta cultural. Maria Vlachou acrescentou ainda: “Não há condições de criar acesso se não se procura ser relevante na vida das pessoas. Se não se for relevante, podemos muito bem perguntar: Acesso a quê? Para quê?”.

A sessão foi traduzida em Língua Gestual Portuguesa por Maria José Almeida, com o apoio da Escola Superior de Educação de Setúbal. Desenho e texto: Rita Caré Publicado originalmente em XZibit Art 

NOTA O resumo deste debate, que aconteceu em diferentes cidades em simultâneo, está disponível AQUI

Qual é coisa qual é ela…?

Rita Care - Sketchnote 1 Idea - 28Apr2017 - 1200

Qual é coisa qual é ela que estou a perguntar? E qual é a resposta?

Qual é a maior invenção da Humanidade? A Expressão Simbólica!

Aqui está uma segunda proposta.

Rita Care - Sketchnote 1 Idea - VtV -v2 2017 - 1200

Proposta de Doug Neill | Webinar do Verbal To Visual: Rabiscar uma única Ideia

Crónica Desenhada | Conversas sobre Panfletária e Liberdade

Crónica Desenhada | Conversas sobre Panfletária e Liberdade por Rita Caré
Conversas sobre Panfletária e Liberdade por Rita Caré (clicar na imagem)

Crónica Desenhada
Conversas sobre Panfletária e Liberdade
| Publicado em XZibit Art |

No final de março, com a aproximação às celebrações do Dia Português da Liberdade, o 25 de abril, a proposta para Desenhar Conversas sobre “A Liberdade e a Arte Panfletária”  soava tentadora.

A Oficina do Desenho – Associação Cultural (OD), em Cascais, convidou Pedro Afonso e Alexandre Bordalo para falarem e refletirem sobre o tema e sobre o seu trabalho, em convívio com os presentes na sessão. Afonso é artista plástico e ilustrador. Bordalo é fotojornalista. As conversas foram moderadas por Rui Aço, artista plástico e Presidente da OD.

“A Liberdade nem sempre é veiculada pela Arte Panfletária!” avisava-nos o anúncio destas conversas. Tem sido usada como meio de comunicação para a denúncia, através da sátira e da ironia, mas também para manipular os povos através de propaganda política e religiosa.

Conversou-se sobre a liberdade, ou não, de expressão e sobre o papel mais ou menos relevante da Arte Panfletária na sociedade ao longo do tempo, desde o século XVIII, através de pintores, poetas, muralistas, arquitetos e outros artistas. Rui Aço lançou o tema através da abordagem à Fábula do Pássaro Bisnau e ao trabalho de diversos autores Portugueses e de outros países. Entre eles, Almada Negreiros, Delacroix, Siqueiros, Zeca Afonso, Ary dos Santos, Sartre, entre outros.

Os convidados e também o moderador têm grande e prolongada experiência profissional e de vida, o que ficou bem vincado pelas opiniões partilhadas e pelas histórias contadas. Pela noite dentro, cada um dos presentes bebeu chá e desenhou em toalhas de papel de mesa, o que lhe ia na alma, fosse abstrato ou realista, tivesse, ou não, a ver com o tema conversado. A Liberdade para Desenhar não tem limites.

“Conversas Desenhadas” é uma proposta bimensal da Oficina do Desenho – Associação Cultural, em Cascais. Aguardemos, pois, pela proposta com que nos brindará em maio de 2017.

Desenho e texto: Rita Caré

Manifesto | Rabiscos de Ideias

Manifesto Rabisco de Ideias por Rita Caré - Repórter Grafico PT
Manifesto Rabisco de Ideias por Rita Caré – Repórter Grafico PT

Um Manifesto para Rabiscadores de Ideias ou Pensadores Visuais

Adaptação da versão de Rizwan Javaid aka Sketching Machine por Rita Caré aka Papiro Gráfico

15 Abril 2017 – Feliz dia do Desenhador!

  • Rabiscar Ideias é para toda a gente. Tem ideias? Então as notas visuais ou rabiscos de ideias (ou sketchnote / sketchnoting como é mais conhecido em Inglês) são para si.
  • Todas as pessoas conseguem rabiscar ideias. Sim, incluindo-o(a) a si!
  • Rabisque ideias todos os dias. A consistência nas notas visuais é a chave para evoluir.
  • Rabiscar ideias pode ser uma actividade individual ou em grupo. Compreenda quando precisa de o fazer sozinho ou com outros.
  • Para rabiscar ideias só precisa de uma caneta e papel. Não tem a ver com as ferramentas usadas, mas com as ideias comunicadas.
  • Tenha sempre consigo um caderno para desenhar notas visuais. Nunca se sabe quando tem uma ideia que precisa de clarificar com um desenho.
  • Use cores, destaques com marcadores, canetas de pincel, marcadores e experimente desenhar num tablet para criar notas visuais digitais.
  • Deixe-se ir na irregularidade das suas notas visuais. As imperfeições dos rabiscos de ideias criados à mão são o que os torna tão especiais.
  • Inspire-se nos rabiscos de ideias dos outros. Dessa forma poderá evoluir nas suas notas visuais e com o tempo irá adquirir o seu próprio estilo. Para evoluir mais rapidamente evite utilizar software / apps que adaptam os seus desenhos (por exemplo, tornam os círculos mais circulares e as linhas rectas mais direitas).
  • Nunca subestime o poder das notas visuais ou rabiscos de ideias. Comunicar ideias é conseguir clarificar e partilhar o pensamento. Rabiscar Ideias é Poder.
  • Não rabiscar as suas ideias é um risco para a clarificação do pensamento.
  • Não tem a ver com desenhar nem com criar arte! Não vai receber prémios pelos seus rabiscos, mas poderá receber prémios pelas suas ideias.
  • Aproveite o poder das ideias rabiscadas. Use as suas notas visuais para idear, repetir, recriar e comunicar.
  • Rabiscar ideias e criar notas visuais é compreender. Se rabiscar uma ideia, então compreenderá e explicará claramente o seu pensamento.
  • Divirta-se, rabiscando ideias!

Este Manifesto para Rabiscadores de Ideias é uma adaptação de uma proposta de Rizwan Javaid | Sketching Machine, ao qual agradeço o feedback.

Texto de Rita Caré | Papiro Gráfico