Reportagem Desenhada | Prémio Acesso Cultura Linguagem Simples para o Museu da Presidência

Reportagem desenhada da entrega do Prémio Acesso Cultura – Linguagem Simples por Rita Caré
Reportagem desenhada da entrega do Prémio Acesso Cultura – Linguagem Simples por Rita Caré

Reportagem Desenhada

Prémio Linguagem Simples para o Museu da Presidência

No dia 13 de Março de 2018, o Museu da Presidência recebeu o Prémio Acesso Cultura – Linguagem Simples numa cerimónia realizada no Teatro Nacional D. Maria II, em Lisboa. A Acesso Cultura entregou ainda uma Menção Honrosa à empresa Formas Efémeras.  “Foi uma cerimónia curta, bonita, emotiva”, lê-se numa publicação do Facebook da associação.

O texto introdutório da exposição “Boa Viagem, Senhor Presidente! De Lisboa até à Guerra. 100 anos da primeira visita de Estado” foi o escolhido pelos jurados, composto por Cristina Nobre Soares, Hugo Sousa e Rita Tomás. Segundo o júri, citado em COMUNICADO da Acesso Cultura, “De entre os vários textos que podemos encontrar numa exposição, é ao texto do painel de introdução que cabe, em primeira mão, a responsabilidade de influenciar a experiência da visita. É ao depararem-se com este texto que os visitantes se interrogam: “O que vou ver? Porque é que me querem mostrá-lo? O texto vencedor do Prémio Acesso Cultura – Linguagem Simples 2018 não deixa margem para dúvidas quanto ao que vai ser visto e ao porquê do tema escolhido.”. Os textos premiados e a justificação sobre a sua escolha estão disponíveis para CONSULTA.

Sobre a relevância deste prémio no contexto da Acessibilidade em Portugal, Maria Vlachou, directora executiva da Acesso Cultura, explicou tratar-se “de um prémio de reconhecimento, um reconhecimento de quem se esforça para contrariar a forma habitual de fazer as coisas (aquela que todos conhecemos e que nos deixa confortáveis) e de tentar enfrentar aquela que todos reconhecemos como uma barreira: a linguagem que usamos para comunicar com o público em geral, com pessoas que não sabem o que nós sabemos. No entanto, a distância é grande entre a teoria e a prática. Reconhecer não é fazer… E enquanto somos todos capazes de identificar os erros de outros, quando se trata de nós, temos medo de arriscar a ser claros, de repente a comunicação clara parece ficar equiparada a uma forma simplista ou infantilizada de comunicar. Sempre no nosso caso, nunca no dos outros.”.

Exposição a decorrer em Santos, Lisboa | + de Rabiscos com Ciência

Este blog anda estranhamente quieto. Não é que eu não rabisque e aguarele por aí, mas não me tem apetecido escrever e por isso não tenho publicado posts, que reúnem esses desenhos por temas. Quem me segue no Instagram sabe que não estou quieta nos rabiscos… No instagram não conto histórias como aqui…

Expo-PlantLabSketching-Facebook
Cartaz da Isa Silva

Estou para ali a actualizar a barra lateral com a novidade de que a exposição dos desenhos concretizados no instituto de investigação ITQB NOVA entrou em itinerância. Está desde 8 de Novembro de 2017 no Bar Irreal, em Santos, Lisboa, como o título “PlantLab Sketching”. Termina no dia 30 de Novembro, com uma conversa com um investigador em Biotecnologia de Plantas e um encontro do grupo Foto&Sketchers 2 Linhas.

Fui qualquer coisa como a “curadora”. Geri a recolha de digitalizações e contacto com o designer que preparou as imagens para serem impressas, escrevi o texto de introdução e as legendas das imagens, com ajuda da Joana Lobo Antunes, coordenadora do gabinete de comunicação do ITQB e ajudei na montagem no bar.

A exposição inclui também desenhos meus concretizados em visitas guiadas a laboratórios de Biotecnologia para o melhoramento genético de plantas com interesse agrícola. A seguir vai para uma escola de ensino secundário. Mais informações e exposição online ALI

Na Exposição Ciência em Rabiscos

rabiscos_logo_banner_web2017

 EXPOSIÇÃO

Ciência em Rabiscos
– Urban Sketching no ITQB NOVA –
 
27 Setembro a 17 de Outubro de 2017, Oeiras
Os meus desenhos concretizados no Dia Aberto do ITQB NOVA, em Oeiras, estarão expostos na exposição “Ciência em Rabiscos: Urban Sketching no ITQB NOVA”, patente junto ao bar do instituto, a partir de 27 de Setembro e até 17 de Outubro de 2017.
Obrigada a todos os sketchers que partilharam os seus trabalhos, aos investigadores que deram apoio à actividade e à equipa de comunicação do ITQB NOVA, pelo apoio na organização da actividade e da exposição.
Visitem!
Mais informações ALI 

 

 

Reportagem Desenhada | Conversas sobre o Indizível nos Museus

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Reportagem Desenhada
Conversas sobre o Indizível nos Museus
| Publicado em XZibit Art |

Como se diz o indizível nas exposições e nas colecções de museus? Que histórias são essas? O que fica por dizer? Pode-se ou deve-se dizer tudo sobre um objecto ou sobre uma personalidade histórica? Que abordagens são utilizadas para contar o indizível? Estas eram algumas das questões que pairavam no início do mais recente debate da Acesso Cultura, organizado no Museu do Dinheiro, no passado dia 18 de Abril de 2017.

A Acesso Cultura quis assim lançar a reflexão sobre o tema escolhido para o Dia Internacional dos Museus a celebrar-se um mês depois, em 18 de Maio: “Museus e histórias contestadas: dizer o indizível em museus”.

Ao longo da conversa, animada e em tom informal, participaram convidados de alguns museus Portugueses: Clara Vaz Pinto e Xénia Ribeiro do Museu Nacional do Traje; José Pedro Sousa Dias do Museu Nacional de História Natural e de Ciência; Luís Farinha do Museu do Aljube; Maria José Machado Santos e Marta Guerreiro do Museu da Marioneta; e Sara Barriga do Museu do Dinheiro. O debate foi moderado por Ana Rita Canavarro, Museóloga.

Luís Farinha destacou que o indizível no Museu do Aljube – Resistência e Liberdade é, por exemplo, o silenciamento e o secretismo das histórias de humilhação, clandestinas e abstractas de presos políticos da época da Ditadura Salazarista e que ainda estão vivas. Neste museu o indizível é explorado, por exemplo, através de conversas e visitas guiadas.

No Museu da Marioneta existe uma grande dificuldade em expor os objectos, pois as marionetas são construídas para serem utilizadas por actores facilitadores dos seus movimentos e em contexto de peças de teatro ou performances, explicou Marta Guerreiro. Expor uma marioneta pode ser visto como um contra-senso em relação à sua natureza, não devendo ser exposta como um ser inanimado.

Indizível é também a dificuldade dos museus em comunicar com os visitantes em exposições sobre temas científicos, chamou a atenção José Pedro Dias. Ainda neste contexto, Luís Farinha destacou a dificuldade em fazer compreender aos visitantes a violência física e emocional sentida pelos presos políticos.

Alguns dos convidados defenderam a necessidade dos museus tomarem uma posição, ou seja, de não serem neutros em relação a temas específicos, e também de criarem desconforto nos visitantes, abordando memórias e conflitos dolorosos. Consideraram ainda que os museus podem contribuir para a compreensão mútua e para a reconciliação, mesmo que não criem consensos.

Questionada sobre qual a relevância de “dizer o indizível” do ponto de vista da Acesso Cultura, Maria Vlachou (Directora Executiva) destacou que “É mesmo uma questão de relevância: a relevância dos museus para as pessoas. Cada história que não se diz é uma pessoa a quem não é dado reconhecimento. Esta questão do indizível diz respeito a vários aspectos do trabalho dos museus: às suas colecções, ao que lá está e não está, ao que se mostra e não se mostra, à forma como se interpreta cada objecto, ao perigo das “histórias únicas” (no sentido das versões únicas), às relações que se criam ou não se criam com as pessoas, ao seu envolvimento ou à sua exclusão.”.

A Acesso Cultura é uma associação sem fins lucrativos que tem como missão a melhoria das condições de acesso – físico, social, intelectual – aos espaços culturais e à oferta cultural. Maria Vlachou acrescentou ainda: “Não há condições de criar acesso se não se procura ser relevante na vida das pessoas. Se não se for relevante, podemos muito bem perguntar: Acesso a quê? Para quê?”

A sessão foi traduzida em Língua Gestual Portuguesa por Maria José Almeida, com o apoio da Escola Superior de Educação de Setúbal.

Desenho e texto: Rita Caré
NOTA
O resumo deste debate,
que aconteceu em diferentes cidades em simultâneo,
está disponível AQUI

Reportagem Gráfica | Conversas sobre o Indizível nos Museus

Conversas sobre o Indizível nos Museus | Reportagem Desenhada por Rita Caré
Conversas sobre o Indizível nos Museus | Reportagem Desenhada por Rita Caré
Conversas sobre o Indizível nos Museus | Reportagem Desenhada por Rita Caré
Conversas sobre o Indizível nos Museus | Reportagem Desenhada por Rita Caré
Conversas sobre o Indizível nos Museus | Reportagem Desenhada por Rita Caré
Conversas sobre o Indizível nos Museus | Reportagem Desenhada por Rita Caré
Conversas sobre o Indizível nos Museus | Reportagem Desenhada por Rita Caré
Conversas sobre o Indizível nos Museus | Reportagem Desenhada por Rita Caré
Conversas sobre o Indizível nos Museus | Reportagem Desenhada por Rita Caré
Conversas sobre o Indizível nos Museus | Reportagem Desenhada por Rita Caré
Conversas sobre o Indizível nos Museus | Reportagem Desenhada por Rita Caré
Conversas sobre o Indizível nos Museus | Reportagem Desenhada por Rita Caré

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Reportagem Desenhada Conversas sobre o Indizível nos Museus | Publicado em XZibit Art |

Como se diz o indizível nas exposições e nas colecções de museus? Que histórias são essas? O que fica por dizer? Pode-se ou deve-se dizer tudo sobre um objecto ou sobre uma personalidade histórica? Que abordagens são utilizadas para contar o indizível? Estas eram algumas das questões que pairavam no início dmais recente debate da Acesso Cultura, organizado no Museu do Dinheiro, no passado dia 18 de Abril de 2017.

A Acesso Cultura quis assim lançar a reflexão sobre o tema escolhido para o Dia Internacional dos Museus a celebrar-se um mês depois, em 18 de Maio: “Museus e histórias contestadas: dizer o indizível em museus”.

Ao longo da conversa, animada e em tom informal, participaram convidados de alguns museus Portugueses: Clara Vaz Pinto e Xénia Ribeiro do Museu Nacional do Traje; José Pedro Sousa Dias do Museu Nacional de História Natural e de Ciência; Luís Farinha do Museu do Aljube; Maria José Machado Santos e Marta Guerreiro do Museu da Marioneta; e Sara Barriga do Museu do Dinheiro. O debate foi moderado por Ana Rita Canavarro, Museóloga.

Luís Farinha destacou que o indizível no Museu do Aljube – Resistência e Liberdade é, por exemplo, o silenciamento e o secretismo das histórias de humilhação, clandestinas e abstractas de presos políticos da época da Ditadura Salazarista e que ainda estão vivas. Neste museu o indizível é explorado, por exemplo, através de conversas e visitas guiadas.

No Museu da Marioneta existe uma grande dificuldade em expor os objectos, pois as marionetas são construídas para serem utilizadas por actores facilitadores dos seus movimentos e em contexto de peças de teatro ou performances, explicou Marta Guerreiro. Expor uma marioneta pode ser visto como um contra-senso em relação à sua natureza, não devendo ser exposta como um ser inanimado.

Indizível é também a dificuldade dos museus em comunicar com os visitantes em exposições sobre temas científicos, chamou a atenção José Pedro Dias. Ainda neste contexto, Luís Farinha destacou a dificuldade em fazer compreender aos visitantes a violência física e emocional sentida pelos presos políticos.

Alguns dos convidados defenderam a necessidade dos museus tomarem uma posição, ou seja, de não serem neutros em relação a temas específicos, e também de criarem desconforto nos visitantes, abordando memórias e conflitos dolorosos. Consideraram ainda que os museus podem contribuir para a compreensão mútua e para a reconciliação, mesmo que não criem consensos.

Questionada sobre qual a relevância de “dizer o indizível” do ponto de vista da Acesso Cultura, Maria Vlachou (Directora Executiva) destacou que “É mesmo uma questão de relevância: a relevância dos museus para as pessoas. Cada história que não se diz é uma pessoa a quem não é dado reconhecimento. Esta questão do indizível diz respeito a vários aspectos do trabalho dos museus: às suas colecções, ao que lá está e não está, ao que se mostra e não se mostra, à forma como se interpreta cada objecto, ao perigo das “histórias únicas” (no sentido das versões únicas), às relações que se criam ou não se criam com as pessoas, ao seu envolvimento ou à sua exclusão.”.

A Acesso Cultura é uma associação sem fins lucrativos que tem como missão a melhoria das condições de acesso – físico, social, intelectual – aos espaços culturais e à oferta cultural. Maria Vlachou acrescentou ainda: “Não há condições de criar acesso se não se procura ser relevante na vida das pessoas. Se não se for relevante, podemos muito bem perguntar: Acesso a quê? Para quê?”.

A sessão foi traduzida em Língua Gestual Portuguesa por Maria José Almeida, com o apoio da Escola Superior de Educação de Setúbal. Desenho e texto: Rita Caré Publicado originalmente em XZibit Art 

NOTA O resumo deste debate, que aconteceu em diferentes cidades em simultâneo, está disponível AQUI

Crónica Desenhada | Conversas sobre Panfletária e Liberdade

Crónica Desenhada | Conversas sobre Panfletária e Liberdade por Rita Caré
Conversas sobre Panfletária e Liberdade por Rita Caré (clicar na imagem)

Crónica Desenhada
Conversas sobre Panfletária e Liberdade
| Publicado em XZibit Art |

No final de março, com a aproximação às celebrações do Dia Português da Liberdade, o 25 de abril, a proposta para Desenhar Conversas sobre “A Liberdade e a Arte Panfletária”  soava tentadora.

A Oficina do Desenho – Associação Cultural (OD), em Cascais, convidou Pedro Afonso e Alexandre Bordalo para falarem e refletirem sobre o tema e sobre o seu trabalho, em convívio com os presentes na sessão. Afonso é artista plástico e ilustrador. Bordalo é fotojornalista. As conversas foram moderadas por Rui Aço, artista plástico e Presidente da OD.

“A Liberdade nem sempre é veiculada pela Arte Panfletária!” avisava-nos o anúncio destas conversas. Tem sido usada como meio de comunicação para a denúncia, através da sátira e da ironia, mas também para manipular os povos através de propaganda política e religiosa.

Conversou-se sobre a liberdade, ou não, de expressão e sobre o papel mais ou menos relevante da Arte Panfletária na sociedade ao longo do tempo, desde o século XVIII, através de pintores, poetas, muralistas, arquitetos e outros artistas. Rui Aço lançou o tema através da abordagem à Fábula do Pássaro Bisnau e ao trabalho de diversos autores Portugueses e de outros países. Entre eles, Almada Negreiros, Delacroix, Siqueiros, Zeca Afonso, Ary dos Santos, Sartre, entre outros.

Os convidados e também o moderador têm grande e prolongada experiência profissional e de vida, o que ficou bem vincado pelas opiniões partilhadas e pelas histórias contadas. Pela noite dentro, cada um dos presentes bebeu chá e desenhou em toalhas de papel de mesa, o que lhe ia na alma, fosse abstrato ou realista, tivesse, ou não, a ver com o tema conversado. A Liberdade para Desenhar não tem limites.

“Conversas Desenhadas” é uma proposta bimensal da Oficina do Desenho – Associação Cultural, em Cascais. Aguardemos, pois, pela proposta com que nos brindará em maio de 2017.

Desenho e texto: Rita Caré

1ª Reportagem Gráfica ao vivo – Conversas sobre Panfletária e Liberdade

Crónica Desenhada | Conversas sobre Panfletária e Liberdade by Rita Caré
Crónica Desenhada | Conversas sobre Panfletária e Liberdade by Rita Caré

A minha primeira reportagem gráfica ao vivo foi publicada online!

Crónica Desenhada Conversas sobre Panfletária e Liberdade | Publicado em XZibit Art |

No final de março, com a aproximação às celebrações do Dia Português da Liberdade, o 25 de abril, a proposta para Desenhar Conversas sobre “A Liberdade e a Arte Panfletária”  soava tentadora.

A Oficina do Desenho – Associação Cultural (OD), em Cascais, convidou Pedro Afonso e Alexandre Bordalo para falarem e refletirem sobre o tema e sobre o seu trabalho, em convívio com os presentes na sessão. Afonso é artista plástico e ilustrador. Bordalo é fotojornalista. As conversas foram moderadas por Rui Aço, artista plástico e Presidente da OD.

“A Liberdade nem sempre é veiculada pela Arte Panfletária!” avisava-nos o anúncio destas conversas. Tem sido usada como meio de comunicação para a denúncia, através da sátira e da ironia, mas também para manipular os povos através de propaganda política e religiosa.

Conversou-se sobre a liberdade, ou não, de expressão e sobre o papel mais ou menos relevante da Arte Panfletária na sociedade ao longo do tempo, desde o século XVIII, através de pintores, poetas, muralistas, arquitetos e outros artistas. Rui Aço lançou o tema através da abordagem à Fábula do Pássaro Bisnau e ao trabalho de diversos autores Portugueses e de outros países. Entre eles, Almada Negreiros, Delacroix, Siqueiros, Zeca Afonso, Ary dos Santos, Sartre, entre outros.

Os convidados e também o moderador têm grande e prolongada experiência profissional e de vida, o que ficou bem vincado pelas opiniões partilhadas e pelas histórias contadas. Pela noite dentro, cada um dos presentes bebeu chá e desenhou em toalhas de papel de mesa, o que lhe ia na alma, fosse abstrato ou realista, tivesse, ou não, a ver com o tema conversado. A Liberdade para Desenhar não tem limites.

“Conversas Desenhadas” é uma proposta bimensal da Oficina do Desenho – Associação Cultural, em Cascais. Aguardemos, pois, pela proposta com que nos brindará em maio de 2017. Desenho e texto: Rita Caré Publicado originalmente em XZibit Art

Crónica Desenhada com Jazz de John Coltrane

Crónica Desenhada com Jazz de John Coltrane
| Publicado em XZibit Art |

No mês de Março de 2017, a Oficina do Desenho (OD), em Cascais, organizou várias sessões para desenhar a música.

Às 18h daquela sexta-feira chuvosa, o ambiente era animado com alguns jovens a terminar os seus trabalhos artísticos. Os participantes da Oficina Livre do Laboratório Experimental foram chegando. A música que tocava mudou para o jazz do prometido John Coltrane. Ao longo de três horas ouviu-se, por várias vezes, a música “My Favorite Things”, tocada por Coltrane pela primeira vez em 1961.

Desassossegada ao fim de um dia de trabalho, sentei-me e rabisquei no meu caderno. Primeiro, o Miguel Teixeira (arquitecto, artista plástico e Vice-Presidente da Oficina do Desenho) a lavar materiais. Depois, uma das participantes que explorava lentamente as formas de uma folha amachucada. Inspirada pelo momento e pelo som do jazz, permiti-me descontrair e mergulhar finalmente para um lugar onde apenas o desenhar me leva. As minhas linhas dançaram e desapareci, na fuga dos dias, para dentro do papel durante as duas horas que se seguiram.

A Oficina do Desenho é uma associação cultural sem fins lucrativos, fundada em Cascais em 2003, que promove o ensino, a prática e a experimentação das artes visuais e em particular do desenho. As Oficinas Livres do Laboratório Experimental realizam-se às sextas-feiras, das 18h às 21h.

Desenho e texto: Rita Caré

Notícia USkP | Desenhar o “caos” com Nuno Saraiva, um ilustrador político

Nuno Saraiva - CAASVS - 5mar2017 - by Rita Caré (4)
Sketchers a desenhar o Caos no Largo do Rato, Lisboa | Foto por Rita Caré

Notícia USkP
| Desenhar o “caos” com Nuno Saraiva,
um ilustrador político |

Por Rita Caré

Nuno Saraiva foi o convidado da actividade “Um Ano a Desenhar para o Futuro 2017”, em 4 de Março de 2017, na Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva. Uma das suas actividades principais tem sido a de ilustrador em quase todo o “mundo” editorial Português.

Considera-se um ilustrador político e tem vontade de partilhar o passado dos lugares em desenhos e dessa forma contar histórias sobre o que já desapareceu. Defende que nem tudo o que desenhamos deva ser partilhado e que é importante guardar “tesourinhos” e segredos.

Nuno Saraiva partilhou a sua “primeiríssima” incursão no diário gráfico, em 2008, para uma entrevista com Miguel Esteves Cardoso à revista Visão. Nessa reportagem desenhou o almoço da entrevista, incluindo o escritor, as loiças, o empregado de mesa, textos com pedaços das conversas e comentários seus (considera importante inclui-los para que o desenho se torne uma memória viva).

Uma viagem desenhada a Luanda (Angola) também esteve em grande destaque com a partilha de desenhos e muitas histórias. O ilustrador contou do que gostou, do que o afligiu, das peripécias e de como o caos de Luanda o marcou.

Foi exactamente o tema do “Caos” a proposta para desenhar de seguida no Largo do Rato.

Publicado
Newsletter “Agenda dos Sketchers”  Abril 2017
Associação Urban Sketchers Portugal

O Caos - USkP com Nuno Saraiva by Rita Caré aka Papiro
O meu desenho sobre o CAOS no Largo do Rato, Lisboa

Reportagem Gráfica – Podcast com Tim Ferriss

Rita Care - Visual Notes - PodCast 30 days Genious w Tim Ferriss - 1200
Rita Care - Visual Notes - PodCast 30 days Genious w Tim Ferriss - 1200 Notas Visuais do PodCast 30 Dias de Génios com Tim Ferriss

Fiz a minha primeira reportagem gráfica! O meu mentor – Doug Neill do projecto Verbal To Visual – fez uma experiência ao vivo com base no podcast 30 Days of Genius com Tim Ferriss, que está disponível em vídeo.

Dica: Vi o vídeo e ouvi o podcast ao mesmo tempo. É muito mais fácil, pois o áudio fica mais perceptível.

Esta é a minha terceira versão da reportagem. Quis chegar a um ponto em que o conjunto me satisfezesse minimamente para mostrar aos meus meus olhos e para me motivar para o futuro.

Auto-crítica / Reflexão:

  • Devia ter desenhado seis linhas horizontais tal como fiz nas versões anteriores, pois isso teria ajudado a manter o texto alinhado.
  • Não me parece que a caneta preta seja a melhor para a dimesão A4, além de que está a falhar…
  • Tenho que praticar diferentes tipos de fontes escritas à mão.
  • Tenho que praticar a escrita no papel A4 e noutras dimensões, porque não tenho noção do espaço que ocupa em relação ao que preciso.
  • Gosto muito deste set de cores e estou a a adorar fazer reportagem gráfica!!

Crónica USkP | Para cá e para lá a ver “passar” o MN Ferroviário

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Desenhos de Rita Caré e de Raquel Sousa

 

Crónica
| Para cá e para lá a ver “passar”
o Museu Nacional Ferroviário |

Por Rita Caré e Raquel Sousa

Viajamos na linha da Beira Baixa muitas vezes. Uma há mais de três décadas de tempos a tempos. A outra muito frequentemente nos últimos anos. O ritual de entrar e viver aquelas horas no comboio é uma “paragem” no Tempo.

Ouvimos música, lemos, tricotamos, pensamos, desenhamos, dormimos… Por entre a contemplação das vistas, há quase dois anos que andamos também a ver o Museu Nacional Ferroviário “passar” para cá e para lá. Um destes dias uma leu os pensamentos à outra ao partilhar um folheto do museu:
– Vamos organizar um encontro de rabiscos com comboios?!

Imaginámos logo extraordinários momentos de desenho, em silêncio partilhado, no Entroncamento de história(as), linhas, máquinas, objectos e complexas estruturas muito desenháveis.

Foi assim que aconteceu o “início do início” do encontro dos Urban Sketchers Portugal e dos Ribatejo Sketchers no Museu Nacional Ferroviário, em 19 de Fevereiro de 2017, no qual participaram mais de 60 pessoas, que viajaram desde o Alentejo, Ribatejo, Lisboa, Beiras, Torres Vedras e região Centro-Oeste, Coimbra, Montemor-o-Velho e Aveiro. Muitas das páginas dos seus cadernos recheadas de comboios e outras peças ferroviárias podem ser vistas no blog dos USkP.

Publicado
Newsletter “Agenda dos Sketchers”  Março 2017
Associação Urban Sketchers Portugal

 

Uma chaminé aqui, outra ali, outra acolá…

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Uma chaminé aqui, outra ali, outra acolá… A Rosário Félix convidou-nos para passarmos uma manhã a desenhar umas chaminés atrás das outras em Campo de Ourique. Estava um frio de rachar a cana do nariz, mas ainda bem que fui! 

Dissemos muitos disparates divertidos para aquecer a alma…

Cada vez me interesso menos pela qualidade dos trabalhos e muito mais pelos momentos bem passados e pelo processo de desenhar. Mudo objectos de sítio para bem da minha conveniência. Uma pessoa tem é que se divertir!

Gosto muito deste caderno para experiências, mas também para usar a aguarela do meu coração!

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4×4 Eventos do Dia | Prototipagem

Proposta para criar Conceitos Desenhados de 4 eventos do dia

4x4 Eventos do Dia | by Rita Caré @ Papiro Gráfico 2017
4×4 Eventos do Dia

Queria explorar o conceito de prototipagem que o Doug Neill sugere algures num dos seus vídeos. Em vez de 4 desenhos fiz 16! Para além de imagens diferentes para palavras ou conceitos diferentes, explorei soluções com diferentes cores e sombras (que não aparecem nas fotos) e também os enquadramentos/balões.

4x4 Eventos do Dia | by Rita Caré @ Papiro Gráfico 2017
A estudar Sketchnoting e Notas Visuais

O 1º é muito complexo. O que resulta melhor parece ser o 1º de cima.

4x4 Eventos do Dia | by Rita Caré @ Papiro Gráfico 2017
Viagem de comboio

O 2º de cima parece ser mais compreensível. Talvez a melhor solução seja uma mistura entre o 2º de cima e o 1º em baixo.

4x4 Eventos do Dia | by Rita Caré @ Papiro Gráfico 2017
Aniversário da avó

O 2º em cima é o meu preferido, porque representa a minha avó e é mais compreensível. Mas o que tem as flores é mais interessante, porque inclui uma metáfora.

4x4 Eventos do Dia | by Rita Caré @ Papiro Gráfico 2017
Portraits without mercy

Este cartão não inclui exactamente quatro soluções, mas conta a história em quatro passos (cada passo reforça o anterior em relação às ideias rabiscadas anteriormente).

Exercício – Verbal to Visual – by Doug Neill

Debate – Elitismo e Cultura

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Convidados do Debate “O que é o Elitismo na Cultura?” organizado pela a Acesso Cultura

O debate “O que é o Elitismo na Cultura?” foi muito interessante, mas acho que a Acesso Cultura precisa de organizar mais uns quantos eventos sobre o tema para se desenrolar mais o novelo emaranhado de ideias. A sessão de Lisboa (*) teve muitos participantes, o que é também um indicador de que há quem queira ouvir e falar sobre o tema.

Agora vou ali ver uns quadros do Amadeo Souza Cardoso no Google Images e ouvir o Vira ao mesmo tempo e já venho. Algumas músicas de folclore Português ficam mesmo bem com algumas pinturas do Amadeo…

Tenho as manias de achar que habito num mundo entre uma elite um bocadinho rasca e a “ralé” das massas, porque afinal sou muito multi-cultural, como a maior parte das pessoas que conheço. Toda a gente adora uma bela piroseira, mas ninguém quer admitir! É que como dizia o Marco Paulo: “Eu tenhoooOOOO doiiisssssss Amoooooorreessss…”.

Depois de jantar um Cozido à Portuguesa, ou um Linguado au Meunier, talvez vá num instante usar a caixa de comentários de uns museus para que eles deixem lá de ser elitistas e intragáveis e passem a expor textos CLAROS para que a “ralé” multi-cultural os consiga compreender. Não seria mau se os textos fossem também CONCISOS e estivessem expostos a uma altura digna de leitura ávida por pessoas baixas de estatura, ou baixas por vicissitudes da vida. Se não for pedir muito também poderiam ser um bocadinho ligados às emoções humanas… Confessem lá! Não é muito interessante colocar uma legenda com o texto “homem em tronco nu”, olharmos para o respectivo quadro e descobrirmos um homem em tronco nu sem conseguirmos perceber quem é, ou foi, e porque motivo aquele quadro é importante para estar ali na exposição.

Este post aceso vem a propósito de eu ter ficado um bocadinho desatinada da vida quando recentemente uma pessoa da minha idade, com formação académica “superior”, me declarou com todas as ganas que detestava cultura. Isto ao mesmo tempo que eu observava a sua casa recheada dos mais variados objectos que lhe contam histórias, ela me dizia que quando ia a Paris não queria saber de museus, que adorava as pontes e o rio e que o cheiro lhe ficava na memória. Dizia-me isto tudo como se não estivesse a falar de CULTURA…

P.S.1 O Eduardo Salavisa rabiscou-me. Sou aquela pessoa com uma popa, óculos e um caderno na mão com ares de “nerd”… Lutava comigo para tentar desenhar os convidados assim parecidos com eles próprios.

(* ) A Acesso Cultura terá em breve ALI os resumos dos debates sobre este tema que ocorreram em simultâneo em várias cidades de Portugal.

1 Outubro | Encontro | Rabiscos de Ciência em Zoom, IGC, Oeiras

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RABISCOS DE CIÊNCIA EM ZOOM 
Diários Gráficos no Dia Aberto
do Instituto Gulbenkian de Ciência

1 Outubro 2016 – 10-17h, Oeiras

 

O Instituto Gulbenkian de Ciência (IGC) abre as suas portas ao público no Dia Aberto do IGC 2016, em 1 de Outubro das 10 às 17h, em Oeiras. Entre muitas outras actividades para todas as idades, todos os interessados – ADULTOS e JOVENS maiores de 13 anos – estão convidados a participar no encontro “RABISCOS DE CIÊNCIA EM ZOOM | DIÁRIOS GRÁFICOS NO DIA ABERTO DO INSTITUTO GULBENKIAN DE CIÊNCIA”, no qual vamos desenhar à vista em pequenos cadernos ao longo do dia.

Não é preciso saber desenhar, basta gostar de o fazer e trazer um pequeno caderno e materiais portáteis  para desenhar e pintar (por exemplo, canetas de feltro, lápis de cor, kit de aguarelas e pincel).

Serão organizadas duas visitas guiadas a laboratórios específicas para os rabiscadores e para as quais é necessária INSCRIÇÃO OBRIGATÓRIA:

A – 11h00 – Visita guiada e rabiscada a Laboratório
B – 14h30 – Visita guiada e rabiscada a Laboratório

INSCRIÇÃO

Envie um e-mail para Rita Caré – rita.s.care@gmail.com – indicando o NOME, E-MAIL e TELEMÓVEL e em qual das visitas guiadas prefere participar: A ou B.

PÚBLICO-ALVO – ADULTOS e JOVENS maiores de 13 anos

EXPOSIÇÃO ONLINE DOS DESENHOS

Todos os participantes poderão ter até 3 dos seus desenhos expostos online no site do Dia Aberto do IGC 2016.

COMO CHEGAR AO IGC?

O IGC fica a 5 minutos a pé da estação de comboios de Oeiras (linha da CP Lisboa-Cascais). Instruções de chegada AQUI.

OUTRAS INFORMAÇÕES IMPORTANTES

– Quando chegar à mesa de informações no IGC, identifique-se como RABISCADOR e irá receber um autocolante/crachá.

– O ponto de encontro dos grupos para as visitas aos laboratórios será nas escadarias do pátio grande central pelas 10h45 e pelas 14h45.

– Haverá uma partilha de cadernos no final da manhã (12h30) e outra à tarde (16.30h) junto às escadarias do pátio grande central.

– Há muito que ver, ouvir e experimentar, das 10 às 17h – Consultar o PROGRAMA de todas as actividades do Dia Aberto do IGC 2016 que está AQUI.

– O bar e a cantina do IGC estarão abertos ao público durante todo o dia.

ORGANIZAÇÃO

IGC – Instituto Gulbenkian de Ciência

MAIS INFORMAÇÕES

Website – https://diaaberto16.wordpress.com

 

Liverpool – Reportagem: Palm House e Zona Industrial

Liverpool tem mais parques e jardins do que Paris! Li isto algures numa pesquisa na Internet sobre o que fazer em Liverpool em dias de chuva… Então, surgiu a ideia de visitar a Palm House, uma estufa de plantas (que imaginei de dimensões enormes…) com uma estrutura muito bonita, de outros tempos, mas recuperada. Lá dentro faziam-se preparativos para um concerto que iria acontecer à tarde. Sem local para nos sentarmos viemos para a rua onde cadeirões de madeira confortáveis não faltam em redor de toda a estufa, algo que faz tanta falta nos espaços verdes em Portugal. Descobri o Darwin e o Lineu, entre outros cientistas históricos de diferentes áreas do conhecimento, em esculturas estrategicamente colocadas em cada extremidade do edifício. Darwin ficou  representado com um problema físico nas perninhas e o Lineu tem a extremidade do nariz exactamente com a curvatura oposta… mas até gosto.

Desenhar a Palm House parecia uma tarefa impossível, pois eu estava sentada próximo demais  e todas aquelas perspectivas sugeriam uma enorme dor de cabeça… Sendo assim, desenhei-lhe o topo.

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Palm House, Liverpool e Florista em Southport – Desenho com Rotring 0,3 e aguarela

Liverpool é sinónimo de zona industrial. Em redor da cidade, principalmente junto à água existem longos quilómetros de armazéns, muitos deles muito degradados. Essas áreas lembram-me a zona ribeirinha onde é hoje o Parque das Nações e ainda algumas zonas no percurso até Santa Apolónia, em Lisboa.

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Armazéns, na zona norte de Liverpool – Desenho com Rotring 0,5 e marcador de pincel

Liverpool – Reportagem: Southport

Southport fica a 30 km de Liverpool. É uma cidade onde os britânicos vão a banhos e passear nos tempos livres. Na maré baixa, as praias podem ter quilómetros… nem se distingue o mar da linha do horizonte…

Estava um clima tipicamente britânico, pelo que nos resguardámos dentro de uma montra de um café – que parecia mais um aquário – a rabiscar para o outro lado da rua. Neste rabisco, voltei aos meus “clássicos”: linha de Rotring 0,3, aguarela e muitos espaços em branco.

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Liverpool – Reportagem: Superlambanana… às bolinhas…

O desenho mais giro de Liverpool inclui a Superlambanana, mascote de Liverpool. Desenhei um destes “bichos” – que os há espalhados pelo centro histórico – a partir de um dos que estavam a “pastar” mesmo em frente ao café do Museu de Liverpool nas docas. Depois entreti-me a rabiscar o meu edifício predilecto em Liverpool, o Pump House Pub. Ficou muito descomposto. Para compensar o meu desgosto, desenhei uma parte de um dos barcos atracados, as bandeirinhas de várias celebrações que aconteceram nos dias em que lá estive e inventei eu própria uma vestimenta da Superlambanana, usando um dos meus lápis “mágicos” que fazem magias! Às vezes…

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Superlambanana, Pump House nas Docas

Eu assumo!! Desgracei por completo o caderno feito com tanto amor pela Marilisa Mesquita. Pus tantas coisas lá para dentro, coladas e dentro de envelopes colados em páginas (com recibos, cartões de visita e outros papeluchos), que lhe provoquei severos danos… Está agora com mais do dobro da espessura que tinha quando mo foi oferecido pela Raquel, já para não falar de outros maus tratos habituais da minha parte… pois…

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Perfis de Wirral do outro lado do rio e de um edifício junto às Docas de Liverpool

Liverpool está para Lisboa, como Wirral está para Almada – ver ali no mapa. Quando está sol, a luz é quase tão maravilhosa como a de Lisboa, por causa da posição das duas cidades em relação ao rio e ao mar. É também por este motivo que gosto tanto de Liverpool.