Quando ainda havia Outono em Oliveira do Hospital…

Rita Care - Outono na Beira Alta Set 2017 (2) red
Outuno quando ainda havia Outono em Oliveira do Hospital no ano 2017

Neste momento não sei se as duas árvores que originaram aquele desenho, publicado há umas semanas, ainda existem. Ou se desapareceram no incêndio terrível na fustigada Oliveira do Hospital, enquanto outros mais de 500 incêndios em simultâneo destruiam florestas, culturas, fábricas, carros, animais… pessoas, em Portugal, no dia 15 de Outubro de 2017.

O fogo parou a poucos metros da casa dos meus avós, porque a minha mãe, o meu avô de 90 anos e um casal que vinha fugido de outro incêndio, a alguns quilómetros, lutaram com todas as forças contra as fagulhas lançadas por um pinhal abandonado e ardente a dezenas de metros. As casas estão a salvo, mas as almas receio que jamais serão as mesmas.

Amanhã de manhã ao acordar vou deparar-me com a cinzenta realidade. Daqui a duas ou três semanas ervas e fetos vão brutar de forma incrível por entre as cinzas. Eu sei porque vi isso acontecer em 2003 quando o fogo ficou a 200 metros.

Este desenho marca um momento muito importante das nossas vidas e tornou-se por um isso um dos mais importantes que alguma vez fiz.

Esta é uma oportunidade única para a reflorestação do Centro e Norte de Portugal se faça como deveria estar feita há dezenas de anos. Conhecimento científico não falta. Faltou até hoje vontade política. Precisamos também de uma reforma para termos muito mais sapadores (bombeiros profissionais) e voltarmos a ter um corpo de guardas florestais.

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Árvores em explorações com Guache rasquíssimo

 

Rita Care - Arvores na Beira Alta - Ago 2017 (4)red
6ª Experiência e última nas férias com guache rasquíssimo

 

Antes do Verão tinha prometido a mim mesma que durante a visita à minha mãe, durante as férias, iria experimentar uns guaches que lhe ofereceram em tempos, há muito tempo…

Estes guaches talvez já estivessem fora de prazo… mas de qualquer forma eram rascas…

A tentação de trabalhar com pigmento de guache como se fosse de aguarela é constante, mas o guache tem um potencial muito interessante para ser trabalhado com muito pouca água… Se é para usar água que seja aguarela!

Valeu pela experiência.

 

 

“Cada árvore é um ser para ser em nós”

No último workshop L1B da Manuela Rolão a artista convidada foi a Teresa Ogando. O tema foi poesia e árvores na Quinta da Fidalga, Seixal.

O resultado ali em baixo teve como inspiração um poema de António Ramos Rosa que pode ser lido ACOLÁ.

E agora, pergunto-me: Rita, porquê que não fazes estes jogos rabiscados poéticos mais vezes nos teus cadernos… hum?

Esta composição está muito previsível, não está?… Está demasiado racional…

Para verem os belos rabiscos do workshop é visitar ALI  e para lerem um poema deste autor sobre DESENHOS seguir por ACOLI.

Rita Care - WS L1B, Seixal - Poesia e Arvores - Jul2017 red

“Bonsai” da rotunda do Estoril

Na Rotunda do Estoril, depois da estação de comboios, na direcção de Cascais, há uma rotunda recheada de árvores magníficas que fazem lembrar bonsais. Não sei se são mesmo bonsais, mas a rotunda chamava por mim há demasiado tempo.

Continuo nas experiências digitais, claro. Retirei uma das árvores do contexto, cuja paisagem é a entrada de um hotel e coloquei-a à beira-mar “plantada”.

rita-care-bonsais-oliveira-jan-2017-800

Parque D. Carlos I, Caldas

Para além dos cisnes e dos gansos também rabisquei rápida e descomprometidamente as vistas da esplanada do Parque D. Carlos I, acompanhada de excelentes petiscos. O café-restaurante do parque foi renovado e está fantástico!

Senti um despertar do comércio das Caldas da Rainha nesta visita. Pelo menos há vários novos restaurantes…

Rita Care - CaldasParqueD.CarlosI - Jun2016 (3) (1024x706)
Vista da esplanada do Parque D. Carlos I
Rita Care - CaldasParqueD.CarlosI - Jun2016 (4) (1024x710)
Coreto do Parque D. Carlos I

Árvore desenhada em momento e local “desconhecidos”

Não me consigo recordar onde iniciei este desenho que jamais será terminado… Sei que o fiz em 2015…

O cartão da hemeroteca, colei-o apenas no lugar do caderno onde havia espaço. Lembro-me bem do desenho que fiz no dia dessa visita, com quem estava e onde fomos mais depois, ou talvez antes, da visita à hemeroteca. Fomos ao Centro Islâmico de Lisboa, ali ao lado. Um local onde o silêncio e geometria moram.

Rita Care - Hemeroteca e Não sei... 2015 - 1000