No dia de tod@s @s Namorad@s, rabisquei um lindo par de aves raras…

e ainda outros bichos, tudo em desenho cego e semi-cego, porque não me dá agora para desenhos “sérios”. Era para ter embelezado as “obras” com cores, mas depois o desejo passou-me.

Depois deste maravilhoso encontro dos Foto&Sketchers 2´´ e no final do dia pus-me a namorar com um leitão da bairrada falso, mas que soube tão bem que repeti a dose…

Sobre a nossa visita ao Aquário Vasco da Gama, escrevi uma longa reflexão em resposta ao post da Teresa Ruivo (publicado no seu próprio blog) e às minhas próprias “dores” emocionais que senti nesta visita. Anteontem publiquei ALI essa reflexão.

Rita Care - FS 2´´ - 14fev2016 - Desenhos (1)
Esta papagaia-do-mar tem um ar tão fofo e desalinhado…

 

Rita Care - FS 2´´ - 14fev2016 - Desenhos (3)
Três Alfaiates
Rita Care - FS 2´´ - 14fev2016 - Desenhos (2)
Tubarão-martelo e leitão “invisível” dentro das sandes…

 Para além de rabiscos, houve fotos às dezenas, claro! Das quais seleccionei estas.

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Entre o deslumbramento e a tristeza no Aquário Vasco da Gama: Reflexão

Este post foi baseado em comentários que fiz no blog da Teresa Ruivo, que publicou uma reflexão muito importante sobre o desconforto e tristeza que sentiu perante a condição de alguns dos animais habitantes do Aquário Vasco da Gama. Não consegui evitar expor longamente a minha reflexão e também a experiência entre o deslumbramento e a tristeza que sinto naquele espaço – ou noutro local com características e objectivos semelhantes – sobretudo quando me vejo confrontada com mamíferos ou outros animais de grande porte. Os desenhos que aqui partilho são todos da Teresa.
Otárias no AVG - Teresa Ruivo 2016 (1)
Leão Marinho no Aquário Vasco da Gama por Teresa Ruivo

Antes de tudo o mais, defino-me intimamente como bióloga. Ao longo dos anos da licenciatura fui-me especializando na área de investigação em ecologia e comportamento animal. Contudo, desde o início do estágio tornei-me comunicadora de ciência, deixando essas áreas para “trás” ao nível profissional. Mas a minha paixão pelos animais e pelo seu comportamento nunca me abandonará. A propósito, o meu ídolo de criança é Jacques Yves Cousteau, o mais importante comunicador dos mares e dos oceanos do século XX. Era eu muito miúda e ele entrava-me pela casa dentro através de documentários televisivos que me deslumbravam e deram a conhecer seres vivos de todas as formas e tamanhos, desde os seres mais microscópicos à gigante baleia-azul.

A Teresa e eu temos em comum o uso da ferramenta maravilhosa que é o diário gráfico, mas as nossas abordagens são diferentes, sobretudo do ponto de vista emocional. Os desenhos da Teresa interessam-me profundamente, porque parecem focar-se naquilo que a atinge nas emoções. Olho longamente as páginas dos seus diários e sinto que o faz para resolver alguns dos seus conflitos interiores. Já eu, recuso-me a expor nos meus desenhos os meus sentimentos mais íntimos e dolorosos e situações de conflito (com algumas excepções).

Não desenhei, nem fotografei, a tartaruga  ou o Leão-marinho. Nem consegui olhar prolongadamente para ele. Não consegui trazê-los comigo nos meus cadernos e álbuns, lugares prioritários para o positivo, o belo e o estético. Os dois animais estão-me associados a um sentimento de grande tristeza. Assim que entrei na zona do tanque percebi imediatamente que a Leão-marinho está cego, ou pelo menos quase cego. É um ancião. Possivelmente aquele animal foi apanhado numa situação complexa, poderá nunca ter havido condições para a sua recuperação e posterior devolução ao seu meio ambiente natural marinho. Ou já nasceu em cativeiro.

Tartaruga Marinha no AVG - Teresa Ruivo 2016
Tartaruga marinha no Aquário Vasco da Gama por Teresa Ruivo

Gostava de saber que política tem o Aquário Vasco da Gama para aquele espaço actualmente e para o futuro (pode ser utilizado para acolher animais em dificuldades – ainda bem que existem estes espaços mesmo que não tenham as condições ideais…).

Há muitos casos de situações destas em aquários, zoos e parques de animais. Há motivos que devemos levar a sério e considerar a importância da sua existência no contexto actual (nos últimos dois séculos foram utilizados para fins de investigação científica, para mostrar aos públicos seres que de outra forma nunca teriam contacto e para os mostrar como troféus). Fingir que os problemas não existem, “meter a cabeça na areia”, ou pior ainda ser-se demagógico e extremista, não faz parte do tipo de posturas com as quais me identifico.

Actualmente, penso que existem duas grandes razões para manter alguns animais selvagens em cativeiro (a sua presença mesmo que curta neste tipo de espaços deveria teoricamente – e também por questões de ética – ser aproveitada ao máximo para investigação científica biológica e comportamental para beneficio da protecção das próprias espécies):

1. Foram capturados em situação de doença ou debilidade física por muitos motivos diferentes (provocados pelo próprio homem, por doença do animal ou provocado por outros animais).
2. Nascem já em cativeiro, são usados em programas de recuperação de populações de espécies (ou não, por diferente motivos e complexos). Alguns são preparados para serem inseridos no meio ambiente onde teoricamente pertencem. Outros nunca serão libertados por diferente motivos também complexos (algumas espécies não têm qualquer possibilidade de sobrevivência se não houver condições existentes para tal – que são variadas e também complexas biologica e ecologicamente falando).

Isto não quer dizer que não hajam situações de abuso por esse mundo fora. Claramente que as há. Há que lutar para que estes espaços sejam cada vez menos necessários, mas não me parece que seja adequado fazê-los desaparecer, porque potencialmente têm e terão sempre uma função positiva a cumprir no acolhimento temporário ou permanente de animais com problemas e na preservação de espécies em risco.

Em Portugal e em Espanha há um exemplo muito específico, que vai sendo cada vez mais do conhecimento do público, pela visibilidade que os meios de comunicação social lhe dão: os programas de recuperação do Lince-ibérico (espécie só existente em Portugal e em Espanha e uma das mais ameaçadas do planeta) – consultar colecção de notícias do jornal Público.pt sobre o Lince-Ibérico. Podemos sempre questionar-nos se o investimento financeiro  muito volumoso nestes programas é legítimo e se vale mesmo a pena. O meu objectivo não é dar uma resposta, mas provocar uma reflexão!

Finalmente, quero deixar aqui bem claro que do meu ponto de vista, enquanto profissional da área da biologia e também da comunicação de ciência,  é incompreensível que não haja uma tabela de texto bem visível junto aos grandes tanques explicando os motivos pelos quais aqueles animais estão ali. Isso é o que deveria ser feito, seguindo as melhores práticas de comunicação de ciência e de educação ambiental.

Estes assuntos são muito controversos e delicados.  Considero que o maior problema perante os visitantes é o contexto destes animais estarem ali sem qualquer explicação visível (pelo menos não vi). Se o departamento educativo fizer um bom trabalho nas visitas guiadas os visitantes podem ter acesso a uma explicação. De qualquer forma, não é adequado a inexistência de uma explicação permanente numa tabela de texto…

Vi a tartaruga a “meter-se” com visitantes pondo a cabeça de fora da água e interagindo. Os animais como estes têm Alma [esta não é uma consideração com valor científico, mas apenas pessoal da minha parte]. Apesar de tudo, estes seres vivos não estão Sós. Têm pessoas que os cuidam e que lhes dão atenção. Mesmo que fossem reinseridos no seu ambiente natural sentiriam a falta de quem os cuidou. Já tinham pensado nisso caros leitores? É também por isso que alguns não se conseguem reintegrar no seu ambiente supostamente natural, às vezes depois de anos a serem treinados para isso…

Otárias no AVG - Teresa Ruivo 2016 (2)
Otária no Aquário Vasco da Gama por Teresa Ruivo

Obrigada Teresa pelos desenhos maravilhosos que partilhaste. Ofereceste aos meus olhos desenhos que eu gostaria de ter feito, mas sou incapaz de fazer. E por teres contribuído para que trouxesse a público esta reflexão.

Texto de Opinião de Rita Caré e Desenhos de Teresa Ruivo

Em direcção à Evolução: com Darwin no Beagle

Demorei-me 4 horas pela exposição “A Viagem de Darwin” que está no Templo da Poesia, em Oeiras. Sai, almocei e voltei. Li muitos dos textos, mas muito ficou para ler… quando é que os coordenadores destes projectos percebem que uma exposição não é um livro…?

Demorei-me, porque gostei de relembrar essa viagem de cinco anos à volta do mundo que mudou o rumo do conhecimento da História Natural pelas ideias de Charles Darwin. Há objectos, maquetes e modelos em tamanho real, o que é o ideal para rabiscos!

Gostei muito de um módulo que não desenhei e que mostra a comparação dos bicos de aves que existiam em diferentes ilhas Galápagos com uma série de alicates com pontas diferentes, cada um adequado para cumprir diferentes funções.

A vista do varadim do edifício do Templo da Poesia, no Parque dos Poetas, é deslumbrante. Vê-se tudo desde Lisboa, Almada, Costa da Caparica e muito mais longe até perder de vista, a Cascais e Sintra.

Estive mais de uma semana para finalizar os desenhos… Finalmente ontem sentei-me numa esplanada da marina de Oeiras, com vista para Lisboa e para a Trafaria e entretive-me a usar uma caneta fina e uma média e café.

Darwin-TemploPoesia 3 - Rita Care 2015 - 800

Darwin-TemploPoesia 2 - Rita Care 2015 - 800

Darwin-TemploPoesia 1 - Rita Care 2015 - 800

Desafio: 5 dias – 3 Rabiscos por dia

Anda a correr um desafio muito giro no Facebook  que anda a animar os rabiscadores neste inicio de ano. As regras são mais ou menos qualquer coisa deste género: alguém nomeia alguém para publicar 3 trabalhos por dia durante 5 dias. Em cada dia o nomeado deve nomear outro artista.

Andei a publicar trabalhos antigos (2001 a 2013) de ilustração de animais e de aguarela em abstracto. Cá estão eles! Gosto de voltar de vez em quando para me lembrar deles e dos seus significados.

Clicar nas imagens para ver em grande!

Dia 1 do Desafio
– Animais –

Duna or Tonto (White Pen) by Rita Caré 2013

Mice (Graphit on scrachboard) by Rita Caré 2002

Sea shell (Graphit Pencil) by Rita Caré 2001

Dia 2 do Desafio
– Aguarelas em abstracto –

South America - Abstract Watercolor by Rita Caré 2008

South America - Abstract Watercolor by Rita Caré 2008 (2)

Elephant Mountain - Abstract Watercolor by Rita Caré 2008

Dia 3 do Desafio
– Animais –

Guarda-rios (Lápis-de-cor) by Rita Caré 204

Rã tropical (tinta-da-china sobre Sketchboard) by Rita Caré 2003 Peixe Balistoides (lápis de cor) by Rita Caré 2010

Dia 4 do Desafio
– Aguarela em abstracto –

Da Árvore à Montanha (Aguarela) - Rita Caré 2009

Cidade Livre (Aguarela) by Rita Caré 2008

Mistura Florestal (Aguarela) by Rita Caré 2009

 Dia 5 do Desafio
– Aguarela em abstracto –

OLYMPUS DIGITAL CAMERA OLYMPUS DIGITAL CAMERA Voos Pairantes - Aguarela Abstracto - Rita Caré 2010