O que é e o que não é Urban Sketching

Pronto, pronto… sim, mas escusam de ser tão convictos… até zangaditos…
O melhor dos rabiscos ao vivo são as emoções – e sobretudo as pessoas – que eles nos trazem à vida!

Será que USkP Hong Kong já perceberam isso?

Os rabiscos não devem andar de mãos dadas com smiles tristes e zangados vermelhos…. nem com certos e errados… nem sem balões de texto… gosto tanto de balões de texto… como é que se desenham pessoas em movimento sem usar um bocadinho de memória…?

O Urban Sketching é muito mais do que um desenho em contexto urbano. Pode ser muito mais se cada um de nós deixar a criatividade liberta.

Urban Sketching - O que e e o que não e

Via Urban Sketchers Hong Kong

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Vídeo | Como desenhar o ensinou a Viver

“How Learning to Draw Has Taught Me How to Live”

Vídeo sobre como e porquê que todos os seres humanos são desenhadores e designers. Descubram os motivos pelos quais Desenhar é essencial para a Inovação e para a Resolução de Problemas num mundo global e por isso para todos Nós.

P.S: Para além disso, é muito divertido se nos deixarmos divertir a desenhar

Fim do Ano delicioso de Amizade em Festa de arromba Pt-UK

A noite da ante-véspera de Natal foi uma das noites mais Felizes de 2015. Encontrei-me com dois amigos que não via há quase 5 anos e que vivem em Liverpool. Ela já mais Britânica do que Portuguesa (a viver lá há mais de 10 anos) e ele Maláio-Britânico. Fizemos um escarcéu por todos os lados onde nos sentámos – nós bem víamos nas caras das pessoas que passavam por nós e nos sorrisos da empregada que tomou conta de nós e da nossa mesa ao jantar! O sentimento de que “não nos víamos desde ontem” repetiu-se em mais uma experiência de anos sem presença física partilhada.

A Alex e o Andy deixaram-me brincar com a minha técnica de desenho preferida – o desenho-cego – a e com as suas carinhas estupefactas e permitiram transmitir-lhes a minha paixão pelo acto de desenhar por si só (e não pelo produto final)! Ficam aqui alguns dos rabiscos que fiz deles, por entre muita risota e lágrimas ao canto do olho.

Clicar nas imagens para ver maior!

Que saudades tão grandes! Que pessoas maravilhosas! É impressionante como o Tempo nos faz esquecer o quanto as pessoas nos fazem falta, dos seus beijos e dos seus mega-abraços, apesar das maravilhas que as redes sociais fazem por nós…

E é tão bom sentir um orgulhoso imenso por verificar com os meus próprios olhos que as pessoas que adoramos podem crescer por dentro seja com que idade for e se ultrapassam a si próprias a cada dia que passa, seguindo muito mais além do que alguma vez sonharam, “simplesmente” porque mesmo depois dos quarenta descobriram a sua vocação profissional, atrevo-me a dizer pessoal também!

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P.S. Sabem o Simpósio USkP em Manchester no Verão? Se o último encontro for gratuito eu vou lá. Se não for, nem me vou dar ao trabalho de lá passar. Nesses mesmo dias, vou estar a orientar workshops de desenho e aguarela em Liverpool para estes Amigos Queridos, a empanturrar-me de Lemon Curd até cair para o lado, tagarelar em Inglês sem ter ninguém a fazer caras feias pela minha gramática fracota, conversar com os esquilos e os imensos relvados muito verdes em pleno Verão, visitar o Museu de Liverpool que não existia em 2010, revisitar a Tate de Liverpool e beber um chá num famoso Pub mesmo em frente ao rio para choque dos empregados e dos restantes clientes! Entretanto, vou negociar com o S. Pedro para me banhar de sol enquanto lá estiver… Em 2010 estive 11 dias em Liverpool (em Maio e em Julho) e tive 0,5 dias de uma chuvinha, a maioria dos dias de sol e alguns dias de um calor horrível…

Desenho à vista como tranquilizante

A propósito deste desenho que tenho utilizado todo o dia de hoje por causa de um projecto futuro –  nunca o tinha partilhado aqui – e que fiz durante uma espera enervante num centro de saúde num Sábado à tarde desgostoso e preocupado de Dezembro de 2013 – venho recomendar que leiam este post “Sketching as tranquiliser” de Róisín Curé e na descrição do acto de desenhar naquele contexto como tranquilizante.

É sabido que o desenho de observação tem poderes benéficos para a saúde, como por exemplo, baixar a tensão e produzir serenidades de espírito nas situações mais difíceis.

Desenhar à vista para além de outras qualidades faz-nos bem à saúde física e mental.

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Desenhos em auto-modelo no Cru

O último Desenho Cru anunciava que os modelos éramos nós… No final não houve tempo para todos pousarem.

Foi mesmo muito interessante. Não consegui desenhar todos os modelos ou os desenhos ficaram horrendos e nem os partilho.

Em qualquer momento de desenho existe uma fase em escalada até um pico e depois a “queda” em que já não suporto mais desenhar. Acontece quando o tento fazer e caio num “buraco” para o desenho e para mim própria. Tive dois picos e duas quedas nesta sessão. Penso que temos que ter cuidado com as “quedas” para não nos desmotivarmos no desenho, sobretudo quando estamos ainda no principio destas lides. As crises de frustração connosco próprios são as piores inimigas da motivação e do querer continuar a desenhar mais e melhor.

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Nas sessões do Cru anteriores usei marcadores e adorei a experiência. Nesta decidi levar uma caixa de aguarelas de gama infantil (daquelas que trazem branco e “cor-de-pele”) e também adorei. Nestes desenhos rápidos completamente descomprometidos usar materiais “rascas” pode ser do melhor que há!

P.S. O branco deveria ser “proibido” nas caixas de aguarela!! Que coisa… Querem saber porquê? Apareçam no próximo workshop para quem acha que nunca saberá desenhar e pintar! :)

Marc Holmes partilha Processo do Desenho num desfile

A ler este post muito interessante de Marc Holmes – autor do blog “Citizen Sketcher” – sobre o processo de desenho durante um desfile e com temperaturas “pouco agradáveis” de 8º C negativos…, a motivação de ser Urban Sketcher naquele momento e os benefícios para os desenhos do ter que desenhar em “modo de sobrevivência”.

But either way, difficult conditions really help you make decisive drawings! You’ll find yourself making the swiftest observations. It’s amazing how it changes your work – towards the more aggressive, more spontaneous line.

Just look at this sketch of the fellow wrapped in the Irish flag – I think it’s one of my best drawings ever. You can’t make this kind of drawing at leisure. At home, in the studio, you just aren’t stressed enough to kick into ‘survival sketching mode’.

 

O texto completo está AQUI

Marc Holmes

Reportagem: DESENHOS-MISSIVAS no Museu das Comunicações

Fica aqui o resumo do Workshop “Missivas” de uma exposição em diários gráficos que orientei no Museu das Comunicações – FPC, em 28 fev 2015, inspirado na exposição “Missiva” de João Noutel.

É sempre muito motivador descobrir novas caras entusiasmadas pelos diários gráficos e muito reconfortante rever quem já conheço usufruindo desta actividade que, mais do que tudo, nos faz tão bem à Vida.

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[Grupo na exposição “Missivas” | Foto de Ana Ferreira]

O meu objectivo para o primeiro desafio foi “aquecer” o espírito de observação e estimular a “queda” de preconceitos negativos sobre a actividade de desenhar “bem” (sabe-se lá o que isso quer dizer…) e a descontracção, através de um dos meus exercícios preferidos: o desenho-cego do objecto “mais” tridimensional da exposição “Missiva” de João Noutel, o telefone “Eva Break”.

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[Desenho-cego “Eva Break” por Rita Caré]

Concretizámos um exercício de desenho semi-cego do mesmo objecto, cujos resultados não foram tão do agrado da maioria dos participantes, o que não me admira, pois o desenho-cego permite-nos captar a essência do que observamos de uma forma mais espontânea, forte, única… Talvez mais coerente com as nossas próprias emoções e significados. Foi também proposto aos participantes que em casa pesquisassem na Internet informações sobre a obra “Eva Break” para reflectirem sobre o objectivo na “Missiva” do autor e encontrassem os seus próprios significados.

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[Desenho “Tapete voador & Globo Terreste” por Teresa Ogando]

Para estimular a associação de ideias e a criatividade propus um segundo desafio com dois objectos: um da exposição “Missiva” e outro da colecção do museu. Reflectimos sobre as características e significados da obra “Encontra-me neste tapete voador” e de um globo terrestre e escrevemos dois pedidos que poderiam fazer um ao outro caso falassem.

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[Desenho “Tapete & Globo Terrestre” por Cristina Weber | Foto de Ana Ferreira]

Os desenhos foram coloridos ao gosto dos participantes com kits de aguarela e marcadores de gama infantil ou kits de aguarela de gama de estudante académico dos próprios participantes.

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[Desenho “Segredos” em postal por Teresa Ogando]

Foram distribuídos selos de correio normal dos CTT e postais de papel de aguarela para concretizar um terceiro desafio: escolher a obra preferida, desenhá-la e explicar o porquê da escolha. Todos foram convidados a enviar os postais ao próprio museu.

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[Desenho “Conversa” por Rita Caré]

Gosto de propor “desafios-tpc”: um desenho conversa entre um telefone “feliz”, uma máquina de escrever “analfabeta” e uma caneta dupla de aparo das “esperanças e dos sonhos”, sendo os desenhos baseados nos telefones da colecção do museu e nas seguintes obras expostas “Only for Happy News”, “Analphabetic Lovers” e “Hopes & Dreams”.

Ver Reportagem Fotográfica
por Ana Ferreirda FPC
 

Agradeço em especial a Cristina Weber pelo convite
e a Ana Ferreira pela ajuda na organização e pelas fotos.
E ainda o apoio dos Urban Sketchers Portugal.

Rita Caré, Março de 2015

Saída em fuga… Haverá fantasmas junto com tanto pó e fósseis de plantas?

A actividade de desenho de observação que tanto bem me faz e que me acompanha quase sempre, com raras excepções, nos momentos positivos, belos e estéticos, não pode servir apenas para isso. Há momentos em que uma pessoa não se pode calar… ou não deve.

Precisava de “passar tempo” e entrei no Museu Botânico da Universidade de Coimbra. Na entrada dizia “Close”, mas a porta estava aberta. Não vi ninguém, mas tinham-me dito que podia entrar…

Museu-Botânico-UnivCoimbra-24Set2014

O que encontrei é muito triste e deprimente… A colecção de fósseis de plantas foi o que mais gostei e é muito gira… não faço a menor ideia se é cientificamente relevante, mas suponho que é… suponho… Há também uma colecção de lupas e microscópios muito gira. Também não sei se são historicamente interessantes, mas suponho que são… suponho… Há uns quadros com objectos muito antigos relacionados com colheitas de várias espécies de culturas agrícolas, mas imagine-se os poucos textos que incluem são em Francês… São muito antigos esses quadros. Ora, eu sou de uma geração para a qual o Francês não foi e não é prioritário. Não há uma única legenda contextual em todo o espaço, fiquei triste porque as lupas e os microscópios nem sequer tinham referência a datas…

O que é isto…?!? Isto que se passa ali como em tantos outros sítios não é falta de dinheiro. Legendas que contam histórias mesmo muito pequeninas não é falta de dinheiro!! É falta de muitas outras coisas, mas de dinheiro é que não é!! E é tão preciso contar histórias!!! Para que servem as colecções e os Museus senão para nos contarem histórias!!

Pareceu-me que a situação irá mudar dentro de algum tempo (seja lá o que isso queira dizer…)… pareceu-me e assim o espero…

Reflexões: Desenhar o que se quer e o que não se quer…

Este foi um daqueles dias em que desenhei o que quis e o que não quis.

O que não quis foi uma tortura, porque teve que ser… que contrariada que estava… Não percebi a finalidade dos exercícios e não me identifiquei com os locais. Gosto de desenhar o que me é estético e calmo, que me faça  sentir privilegiada por ali estar… e já agora que seja bem cheiroso. Não gosto de desenhar rodeada por mais do que cinco ou seis pessoas e preciso de me sentir à vontade com elas para desfrutar do desenhar.  A actividade de desenho só faz sentido associada a emoções positivas… Parece que umas sem as outras não vivem bem.

[Não me apetece mostrar os resultados das perspectivas da manhã, porque não me senti bem. Não me importo de mostrar – e mostro -rabiscos de que não gosto particularmente, mas se o momento foi bom.]

O primeiro desenho do dia foi fantástico, mas não sem alguma angústia de manhã… ando a tentar incluir pessoas nos cadernos. Na Rua Augusta (Lisboa): passei para baixo, passei para cima… e vai daí “plantei-me” mesmo no meio da rua sentada na minha cadeira portátil a ouvir os Urban String Music e a desenhar sem mais inibições.

UrbanStringMusic-Rabiscos-17Maio2014-RitaCaré-800

Desenhar os lugares que se instalam no coração e que já julgamos conhecer bem pode ser uma verdadeira delícia. É muito interessante de perceber que existe a possibilidade de novos olhares sobre os espaços que já visitámos uma e outra vez. E esse foi o caso do Museu Arqueológico do Carmo (MAC) que até tinha umas novidades muito fortes na estética do espaço e na cor: o tapete vermelho e roxo e cinco extraordinárias esculturas em madeira de João Castro Silva  junto à porta de acesso às capelas pertencentes à exposição “Arte na Esfera Pública – o Chiado da Dramaturgia e da Performance”, organizada pela Faculdade de Belas Artes.

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Gostei tanto que desenhei por ali fora com uma ligeireza surpreendente seguindo o desafio do Mário Linhares. Foi assim que “empilhei” os “meus” objectos do MAC no caderno. Quer dizer, podia só “empilhar” pedras gravadas, pontas de setas, botões, agulhas, colheres em cerâmica, lâminas, foices, punhais,… e ficaria ali toda a tarde a explorar só as formas da Sala 1.

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