Um mês, um mês muito difícil, UM RECOMEÇO

Rita Care - 1 Mes - Dez2017-Jan2018 (1)

Desde o Verão de 2017, a vida tem sido muito difícil, porque o corpo estava gravemente doente desde há muito mais tempo. Contudo, em Junho de 2017 tornou-se insuportável. A recuperação contínua e não sei se alguma vez mais saberei o que é viver sem Dores. Mas desde há muitos anos, por causa das enxaquecas devido a crises terríveis de sinusite e rinite não deixo que o meu corpo comande o que quero muito fazer. Pelo menos tento. Não é uma vontade racional. É a minha mente que manda mais do que eu. Sei lá, se calhar é o instinto de sobrevivência. Às vezes tenho de racionalmente obrigar-me a ficar parada do corpo e também da cabeça, somente a olhar para uma parede branca, para o mar, para um relvado, para as flores…

Este caderno foi produzido pela Marilisa Mesquita, com grande carinho e  propositadamente para a “viagem” que ambas sabíamos que eu ia ter que fazer. É A6 e não é um “Caderno” clássico, mas em harmónia, concebido para ser leve, mas para pintar aguarela se me apetecesse. Ela produziu 4 destes cadernos muito compridos.

Clicar para ver as imagens em sistema de carrossel
e na setas para avançar ou para voltar atrás

 

Estes desenhos foram feitos no espaço de um mês, de Dezembro de 2017 a Janeiro de 2018. Do primeiro desenho ao segundo há um intervalo de três semanas… Tem de tudo, desde urban sketching (desenho de observação no local), sketchnoting (rabiscos de ideias) a desenho por fotografia e a desenho de memória, a aguarela, lápis de cor e guache. O primeiro desenho foi feito no quarto do hospital, antes da cirurgia, e os restantes foram feitos em Vila Franca de Xira, em casa da família ou na rua.

Este é um caderno muito importante, porque marca um tempo de RENOVAÇãO. A vida jamais será a mesma. Terá que ser LENTA e LEVE. Mas esta viagem tem sido feita sempre acompanhada por Família e Amigos muito queridos que, ao longo dos dias e através das incríveis tecnologias para smartphone não me deixaram esmurecer,  trazendo-me para cima nos dias mais dolorosos.  Essas pessoas sabem quem são :)

Estou a reeinventar-me e isso é mesmo muito bom. Sentia há muito que tinha que mudar e não sabia por onde ir. A vida aponta-me caminhos aqui e ali e vou estando atenta e tomando as minhas decisões consoante as oportunidades que surgem. Estou viva e caminho. Agora parece mesmo um milagre criado pela alta tecnologia e conhecimento médico. Há 5 ou 10 anos atrás talvez estivesse numa cadeira de rodas. É brutal, não é? É, mas eu estou mesmo viva e aqui a andar pela rua e a emagrecer muito para melhorar lentamente o meu Viver. É a terceira vez que a Medicina me salva a vida em 41 anos. Obrigada Deus por inventares as mãos, o desenho, a escrita, o cérebro humano e a Medicina e a Tecnologia do séc. XXI.

Durante aquele mês, deitada na cama a olhar para o tecto imaginei o projecto Salto Virtual (#VirtualJumpSketch). Demorei quase três meses a pô-lo em prática, mas pûs e estou muito orgulhosa de todos os que nele têm participado. É incrível o grande Salto que deram na sua forma de desenhar!

Este post é publicado, por acaso, noutro dia (5 de Abril de 2018) muito marcante e espero que seja o primeiro dia de uma viagem extraordinária que, se correr bem, será partilhada nos próximos tempos.

Pensamentos +++

A Miúda dos Abraços regressou Reformulada para Abraçar a Vida a Sorrir

Rita Caré, 41 anos

 

 

 

 

 

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Desenhos-cegos no Encontro FS 2´´ no Bar Irreal

Mais uma vez enfrentei a dimensão A3. É enorme e assustador desenhar, mesmo com desenho-cego, num tamanho tão grande. Estou muito  surpreendida com os resultados.

Também usei esta técnica, porque neste encontro dos Foto&Skethers 2 Linhas (FS 2´´) estava uma convidada especial. Assim demonstrei-lhe como é possível conseguir resultados imediatos e motivadores desenhando desta forma.

Desenho pequeno da convidada Carolina Figueira.

 

Usei outra técnica muito charmosa para desenhos rápidos. Alguém me sabe dizer qual é essa técnica?

Ao tentarmos arranjar forma de explicar este vício dos rabiscos, concluimos que se pegam como os fungos dos pés… Acho uma analogia mesmo muito boa, pois mostra o significado e a força que o Desenhar ao vivo e em grupo tem nas vidas de quem o pratica.


O meu post com mais histórias sobre este encontro no blog dos Foto&Sketchers 2 Linhas

 

 

Árvores em explorações com Guache rasquíssimo

 

Rita Care - Arvores na Beira Alta - Ago 2017 (4)red
6ª Experiência e última nas férias com guache rasquíssimo

 

Antes do Verão tinha prometido a mim mesma que durante a visita à minha mãe, durante as férias, iria experimentar uns guaches que lhe ofereceram em tempos, há muito tempo…

Estes guaches talvez já estivessem fora de prazo… mas de qualquer forma eram rascas…

A tentação de trabalhar com pigmento de guache como se fosse de aguarela é constante, mas o guache tem um potencial muito interessante para ser trabalhado com muito pouca água… Se é para usar água que seja aguarela!

Valeu pela experiência.

 

 

Coisas, Árvores e Cisnes do Parque D. Carlos I, Caldas

O Parque D. Carlos I, em Caldas da Rainha, está cada vez mais agradável para ficarmos por lá muito tempo. Por exemplo, na grande esplanada do bar-restaurante completamente renovado há um par de anos – tem lá dentro umas peças muito rabiscáveis como se pode ver na primeira imagem e é melhor nem explicar sobre as iguarias… Também em redor do lago e do Museu José Malhoa não faltam bancos e cadeirões lindos para ficarmos muito tempo a observar a paisagem a mudar para tons de Outono, as grandes árvores e as folhas a cair dos Plátanos, as esculturas e as estátuas – contei 11 só do relvado do Museu José Malhoa!! – e a bicharada variada habitante do lago (patos, gansos-brancos, gansos de outras cores, cisnes-brancos e cisnes-negros, pavões e outras aves…).

Encontro Rabiscos - ParqueDCarlosI-Caldas-2Set2017 (10)
Composição de “pedaços” do Parque D. Carlos I e do bar Raízes
Encontro Rabiscos - ParqueDCarlosI-Caldas-2Set2017 (11)
Aproveitei umas aguadas que já tinha para lhe plantar umas árvores do parque
Encontro Rabiscos - ParqueDCarlosI-Caldas-2Set2017 (15)
Cisne-negro da Austrália protegendo o seu ninho
(a fêmea é o rabisco mais em cima à esquerda – não tem penas brancas na cauda)

 

Rabiscos para o Jantar

Há muito tempo que não fazia um desenho durante uma refeição que gostasse tanto como este. É que o fiz durante toda a noite, durante conversas com petiscos e em companhia de quem não rabisca.

É impressionante como o desenho nos ajuda a ouvir melhor com muita atenção. Mesmo! Claro, que quando respondia parava, porque como todos os sketchers sabem é impossível desenhar e falar ao mesmo tempo. Mas isso foi uma agradável sensação, porque este desenho demorou as várias horas através das quais as garotas da faculdade estiveram no Tati (Cais do Sodré, Lisboa), a pôr as novidades em dia. Elas ficaram impressionadas com o desenho e eu com o que me diverti a desenhar naquele contexto, com a caneta de aparo com a ponta dobrada e a tinta azul da Noodlers neste caderno e com o lápis de cor mágico da Koh-i-Noor amarelo, vermelho e azul escuro (é muito melhor que os de outras cores!).

Imaginem que até houve refilisse sobre o desenho estar muito inventado, porque os objectos não são bem assim e estão fora do lugar. Adoro inventar um bocado este tipo de locais, porque arranjo tudo como se fosse eu que ali vivesse ;-)

Segredo: esta caneta de aparo rasca, que imita uma Sailor, às vezes falha e isso tira-me do sério. Então, percebi que se deitar uma gota de água misturada com a tinta no reservatório, a tinta flui melhor na ponta!! Ouviste Teresa Ogando? ;-)

Rita Care - Rabiscos para Jantar - 1Ago2017 - red

O mundo está ligado por cabos… submarinos

rita-care-fpc-mcomunicacoes-23fev2017-red

Os cabos submarinos existem mesmo e permitem a comunicação entre continentes. A Internet não existe apenas no Ar… também navega debaixo de água junto ao fundo abissal.

Esta interessante exposição está no FPC – Museu das Comunicações, em Lisboa.

Paris – Reportagem – d’Arc, saladas parisiences, concerto de rua :D

Jeanne d´Arc no Museu da Vida Romântica

Rita Care - Paris (10)

Chat Noir entre objectos maravilhosos no ridículo Museu (?) Carnavalet. Museus sem legendas não deveriam ser considerados museus, mas mostras de objectos sem sentido…

Rita Care - Paris (11)

Salada Seguin que se tornou uma tradição dos dias no La Piscine, a 50 metros do hotel.

Rita Care - Paris (12)

O melhor do Carnavelet foi ter-me levado a encontrar os Swing in Paris a tocar na rua.

Workshop de Diários Gráficos na Biblioteca da Trafaria

O Henrique Vogado e eu orientamos um workshop de diários gráficos em agendas inutilizadas (mas novas!) na Biblioteca da Trafaria.

Ficam aqui os exercícios que propus e o exercício proposto pelo Henrique e que não terminei (ainda…).

Rita Care - WS-BiblioTrafaria 14maio2016 (1) (1024x685)
César Caldeira em Desenho cego
Rita Care - WS-BiblioTrafaria 14maio2016 (2) (1024x706)
Desenho cego do modelo de barco produzido pelo artesão Carlos Santos
Rita Care - WS-BiblioTrafaria 14maio2016 (3) (1024x682)
Desenho cego de modelo de barco produzido pelo artesão Carlos Santos
Rita Care - WS-BiblioTrafaria 14maio2016 (4) (684x1024)
César Caldeira em Desenho semi-cego
Rita Care - WS-BiblioTrafaria 14maio2016 (5) (1024x717)
Desenho de composição de partes da biblioteca (proposta do Henrique Vogado) ainda não terminado. Utilizei por escolha própria a técnica de desenho semi-cego.

 

O César Caldeira organizou um álbum de fotos com fotos dele, do Henrique e minhas AQUI. E mais reportagem do César Caldeira ACOLÁ!

Mais desenhos da parte da tarde no Encontro USkP na Trafaria ALI!

 

 

Reportagem – Kendo ao Pormenor

Rita Care - Kendo - FS 2 - 9Abr2016 (1) (1024x628)

Rita Care - Kendo - FS 2 - 9Abr2016 (2) (1024x633)

Rita Care - Kendo - FS 2 - 9Abr2016 (3) (1024x714)

Devido a doenças típicas da época, aniversários, outros compromissos e tal, partiram em expedição apenas três Foto&Sketchers 2´´ ao Encontro “Kendo ao Pormenor” do Lagar Arte Estúdio Imaginário, em Mafra, organizado pelo António Procópio.

Foi um dia completamente fora do comum e inesquecível, a começar pela sessão de Kendo – para mim uma novidade -, pela realização de um piquenique partilhado dentro do ginásio (não pudemos usar o espaço de churrasco porque chovia lá fora) e uma tarde inteira tão bem passada no extraordinário espaço da Associação Arte Estúdio Imaginário à conversa sobre a história do Kendo (com exposição momentânea de armaduras e armas) e ainda sobre Artes Plásticas e Artes Marciais e sobre técnicas de pintura, desenho e diários gráficos. Estive muito silenciosa – que me soube tão bem -, mas ouvi tudo sobre as Artes: as Belas Artes e as Artes Marciais.

A Arte é tudo o que o ser humano concretiza e mexe com os sentidos de uma forma violenta.
A Arte provoca arrepios, emociona, mexe com as entranhas, seja por motivos negativos ou positivos.
A Arte habita-nos nos extremos. Às vezes irritados, angustiados, revoltados, enojados. Outras vezes felizes e sorridentes, serenos e harmoniosos, humorados…

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Sobre o processo de selecção de 12 fotos em 452 ALI