O “Salto” para Crescer no Desenho, como na Vida

A única forma de darmos O “Salto” e Crescermos é sairmos da nossa zona de conforto. Depois de anos a lutar com o desenho humano (uma luta comigo) e de ter sido profundamente influenciada pelo trabalho em desenho e escultura de pessoas com a Monica Cid, saltei para um lugar totalmente desconhecida por causa de uns breves momentos inesquecíveis com a Inma Serrano

Mas ninguém sai da zona de conforto sem por lá passar muitas horas. Não acredito nisso… Este exemplo serve para o desenho e para a pintura como serve para tudo na Vida. Não acham?

WS-ISerrano-28Mar2015 - Rita Care (2) - 400
Desenho produzido em sessão com Inma Serrano
WS-ISerrano-28Mar2015 - Rita Care (3) - 400
Desenho produzido em sessão com Inma Serrano
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Real Bodies – Descobrir o Corpo Humano!

Real Bodies é A exposição sobre o Corpo Humano, com corpos, orgãos reais… e tudo o que cabe debaixo da pele.

Sempre disse que não queria ir ver, porque achei que me ia fazer muita confusão. Quando entrei em conversa e distraída tive um choque e voltei atrás para respirar fundo…

Percebi que não poderia desenhar detalhes, pois não conseguiria estar muito tempo a observar os corpos de perto. Ao contrário do que se poderia supor não me fez impressão a parte dos fetos, porque os corpos não me pareciam reais.

Sentei-me longe dos corpos que seleccionei para desenhar e ali estive a tentar dar o meu melhor, mas um pouco enjoada.

Desenhar pessoas tem tanto de extraordinário como de difícil, muito mais neste contexto. Foi uma experiência importante, mas não penso voltar a repetir…

ExpoReal Bodies - mar2016 por Rita Care (1)

ExpoReal Bodies - mar2016 por Rita Care (2)

ExpoReal Bodies - mar2016 por Rita Care (3)

Sofia feia… em desenho cego no Mercado de Algés

No mesmo dia em que produzi o desenho cego lindo que fiz da Sofia, no caderno dela, também desenhei estes completamente feios e falsos… mas uma pessoa diverte-se e ri-se muito que é  o que interessa ;-)

SofiaF-20mar2016 por Rita Care (1)

SofiaF-20mar2016 por Rita Care (2)

Como é que se sabe que é um desenho cego?

Este desenho foi totalmente cego! Só se percebe isso porque as sobrancelhas estão no cabelo… A Sofia não ficou nada parecida no rabisco, mas o rabisco está muito estético!  Para o meu gosto…

Ainda bem que a desenhada foi testemunha, senão não acreditaria que é possível rabiscar uns desenhos cegos tão giros e divertidos!  O segredo está nos detalhes, detalhes, detalhes! Vá lá Sofia, tens que praticar também!

Desta vez comi porquinho falso da bairrada e a Sofia experimentou sushi. Acho que o senhor do sushi esteve quase para lhe pedir o nº telemóvel. Ele deve ter achado as nossas conversas interessantíssimas… E são! Apesar de ainda não ter sido desta vez que falámos sobre ETs!! Mas estamos quase lá…

SofiaF-DesenhoCego-20mar2016

O que é e o que não é Urban Sketching

Pronto, pronto… sim, mas escusam de ser tão convictos… até zangaditos…
O melhor dos rabiscos ao vivo são as emoções – e sobretudo as pessoas – que eles nos trazem à vida!

Será que USkP Hong Kong já perceberam isso?

Os rabiscos não devem andar de mãos dadas com smiles tristes e zangados vermelhos…. nem com certos e errados… nem sem balões de texto… gosto tanto de balões de texto… como é que se desenham pessoas em movimento sem usar um bocadinho de memória…?

O Urban Sketching é muito mais do que um desenho em contexto urbano. Pode ser muito mais se cada um de nós deixar a criatividade liberta.

Urban Sketching - O que e e o que não e

Via Urban Sketchers Hong Kong

Vídeo | Como desenhar o ensinou a Viver

“How Learning to Draw Has Taught Me How to Live”

Vídeo sobre como e porquê que todos os seres humanos são desenhadores e designers. Descubram os motivos pelos quais Desenhar é essencial para a Inovação e para a Resolução de Problemas num mundo global e por isso para todos Nós.

P.S: Para além disso, é muito divertido se nos deixarmos divertir a desenhar

O que nos acontece com um Diário Gráfico na mão

9 Coisas que nos acontecem
quando trazemos um Diário Gráfico
em modo NonStop

9ThingsThatHappen-Sketchbook

A Ler ALI

Desenhar para Sentir – Entrevista com Sonia Esplugas

Dibuja lo que tú eres

A ler esta entrevista “¡Dibuja lo que tú eres!” de Ana Claudia Rodriguez, na LeCool, a Sonia Esplugas sobre um dos meus temas preferidos: a crença das pessoas que ACHAM que nunca saberão desenhar.

Alguns dos excertos com os quais mais me identifiquei.

  • Es que estamos más acostumbrados a comunicarnos con la palabra…

Sí, y es una pena porque el dibujo es un lenguaje disponible que no usamos y que nos permitiría desarrollar otra parte del cerebro, buscar soluciones desde otro punto de vista. 

  • ¡Muy gráfico! ¿Y a ti, para qué te sirve dibujar?

A mí a veces me cuesta contactar con mis emociones. Y mi estrategia inconsciente para evitarlo es acelerar el ritmo, llenarme la agenda, no parar. Y eso no me hace bien. Por eso para mí el dibujo es salud: me ayuda a contactar conmigo misma.

  • ¿Y qué pasa cuando te conectas?

Felicidad —la sonrisa grande, las manos quietas—. Siento que todo está bien.

LER a entrevista completa AQUI

 

“Porque é que os adultos acham que não sabem desenhar” por Ana Aragão no TEDxOporto

Vejam este vídeo, oiçam a ilustradora Ana Aragão atentamente e pensem não apenas nas actividades de desenho, mas também noutras, mas nos vossos passatempos e nas vossas profissões e na forma como as praticam.

A Ana Aragão defende que, ao contrário do que pensamos, todos somos capazes de desenhar e pergunta-se “porque é que perdemos essa capacidade com a idade?”

“No desenho mostramos as nossas capacidades, mas sobretudo as nossas fragilidades. E os adultos têm medo de mostrar as suas fragilidades, ou seja, de assumir que nem sempre escolhem o caminho certo. Mas será que isso é errar?”

Ana Aragao TEDx

Clicar na imagem para ver vídeo vídeo no You Tube

Fim do Ano delicioso de Amizade e peripécias Alfacinhas

Na semana passada eu e a Marilisa, numa decisão abençoada, fomos desenhar para a beira do Tejo, ali ao lado do Cais das Colunas, porque o sol estava bem estava instalado a invadir Lisboa e esteve até desaparecer.

Cais das Colunas, Lisboa (1) - 20Dez2015 1000

Sentámo-nos naqueles degraus muito largos, em frente ao rio e em frente ao relvado. Estava um jovem lá deitado  numa posição muito estranha, mas apresentava umas boas cores nas faces… Sugeri várias vezes à Marilisa se não deveríamos ir lá ver se ele estava mesmo vivo… Passada mais de meia hora descobrimo-lo aparentemente bem, a dormir profundamente,  talvez com problemas respiratórios notórios… pelo que tivemos que terminar os nossos desenhos ao som do seu dormir e ainda viemos embora e ele lá continuou no seu sono muito sonoro num belíssimo final de tarde da penúltima tarde de Outono…

Cais das Colunas, Lisboa (2) - 20Dez2015 1000

Na tarde de véspera de ano novo resolvemos fazer um périplo ali para o lado de São Bento. Não encontrámos lugar sossegado para desenhar abrigadas de qualquer frio, mas não havia assim frio… então bebemos um café no quiosque e sentámo-nos no Jardim das Flores com vistas… digamos interessantes para a roupa estendida nas janelas, para os prédios com azulejos giros, para as pessoas “particulares” e/ou extravagantes que deambulavam por ali.

Eu aproveitei e ofereci uma prenda com um atrasoseco de cerca de 6 meses… Achei o tema não adequado para as paredes da casa dela, mas para ela ter uma recordação de mim em qualquer gaveta onde guarde este tipo de “abóboras de arte” :)

MMesquita -Sardinha - Rita Caré 2015

Senti uma estranha atracção por desenhar roupa estendida, entre a qual se encontravam umas ceroulas azul-cueca. Achei perfeito para a véspera de ano novo. Vestir umas cuecas de cor azul-cueca é supostamente o sonho de qualquer Português numa passagem de ano… mas então umas ceroulas parece-me ultrapassar todas as expectativas, não é?

Pareceu-me mesmo o desenho perfeito para o último dia do ano ali na Praça das Flores, em Lisboa. Será mesmo que o proprietário estava a secar as suas belas ceroulas para entrar com o pé direito em 2016?

PracaFlores-30Dez2015

 

A Marilisa desenhou parte da praça e do edifício da casa de chá todo a caneta e pincel preto. Não há fotografias. Quando chegou a casa publicou outro desenho que não parecia o mesmo. Aquele trabalho de pintura só pode indicar bons auspícios para 2016!