Carolina enigmática no mar do Bugio

Nas últimas semanas senti aquela chama pela Aguarela que há muito tempo não sentia, porque recomecei a dar aulas.
Por isso, estou numa de recomeçar a pincelar à hora do almoço.
A Carolina foi almoçar comigo, estava um sol magnífico e fomos para a rua brincar aos pintores! Aproveitei esta mancha para praticar desenho semi-cego e deu nisto, a Carolina com um ar punk e enigmático Ahahahahha!

Até à próxima pincelada!

Gravuras Rupestres em Tanum, Suécia #VirtualJumpSketch

Explorando locais com Gravuras Rupestres classificados como Património Mundial pela UNESCO, descobri as espectaculares Obras de Arte da Idade do Bronze, localizadas em Tanum. Gostei tanto que passei a ser seguidora apaixonada do Instagram do Museu Vitlycke Museum .

Gravuras Rupestres, Tanum, Suécia by Rita Caré

É assim que dou como terminado o projecto oficial Salto Virtual (#VirtualJumpSketch). Torno-o apenas pessoal para quando estiver com o espírito em condições para viajar pela Internet, caçando este tipo de pérolas do maravilhoso mundo criativo dos Seres Humanos.

Para seguir todos os trabalhos que já foram publicados neste projecto e que serão partilhados por mim e por quem queira, basta explorar o Google, o Instagram, o Facebook e o Twitter com a hashtag #VirtualJumpSketch.

ADIADO – Workshop Carimbos e Rabiscos no Parque Bensaúde, Lisboa

Workshop Carimbos e Rabiscos no Parque Bensaúde

ADIADO POR MOTIVO DE OBRAS NO PARQUE
ATÉ DATA A ANUNCIAR


Parque Bensaúde, Lisboa

Público-alvo:
Adultos e crianças a partir dos 10 anos (acompanhadas por um adulto)

Materiais:
Oferta de um caderno
Carimbos disponibilizados para utilização durante o workshop
Materiais para desenhar e pintar à escolha dos participantes

Objectivos:
. Conhecer e explorar o Parque Bensáude através de exercícios de desenho de observação à vista conjugado com carimbos.
. Fornecer ferramentas para que os participantes adquiram bases para a prática do Urban Sketching.
. Motivar os participantes para a actividade do desenho em grupo ou individualmente.

Nº Participantes
. Nº mínimo: 6
. Nº máximo: 14

Formadoras
. Marilisa Mesquita
marilisamesquita.blogspot.com | marilisahandade.blogspot.com
. Rita Caré
papiropapirus.wordpress.com

Informações detalhadas sobre preços, modo de inscrição e outras são fornecidas exclusivamente por e-mail:
mari_lis00@hotmail.com  |  rita.s.care@gmail.com

Evento no Facebook


Sketching Improv, a kind of Theatre play

Well.. well…

I almost do not sketch anymore, but I cannot avoid sketching these amazing guys at the end of the day, once a week, at Instituto Gulbenkian de Ciência.

It’s so hard to draw moving people… it’s so hard to draw quiet people, but I love to do this. They seem to forget that I’m there and they just do their thing, that is to IMPROV!

“Neptuna” no Parque Bensaúde

Rita Caré, Parque BenSaude, Lisboa, Laranjeiras, Escultura, Urban Sketching, Carimbos, Stamps, Drawing, Sketching,

Penso que esta senhora da escultura de Laranjeira Santos, no Parque Bensaúde, nas Laranjeiras-Lisboa, não tem nome, porque “Cabeça de Mulher” não é nome que se dê a uma escultura… Não acham?!

Mas tratei disso já há algum tempo, porque ela é tão desenhável e graficogénica, desenhada por tanta gente, que tinhamos que lhe chamar mais… Podia ser um homem, não é…? Neptuna! Neptuna parece-me o nome adequado.

Sou muito fascinada por esta figura. Às vezes sento-me na esplanada do bar de costas para ela para não me desconcentrar.

Reparem no carimbo de mim produzido pela Marilisa Mesquita (também Aqui) a partir de um desenho da Mónia Abreu.

 

P.S. “Neptuna” é um nome maravilhoso para dar a uma gata… Mas eu não tenho gatas, só tenho cães :)

 

 

 

 

Uma semana na praia sem fazer NADA… e a engordar com bolas de berlim

 

A minha semana numa praia do Algarve descreve-se assim.

Praia, Algarve, Desenho, Aguarela, Rita Caré

 

Foi qualquer coisa parecida com esta imagem quase todos os dias. Fiquei a olhar para a multidão vestida com os seus coloridos fatos de banho, toalhas e chapéus-de-sol, ou a dormir na areia quente, ao som típico que conhecemos de uma praia Algarvia semi-cheia. Há mais de vinte anos que não experimentava nada no género, mas fiquei com a sensação de que para o ano estou lá outra vez, se puder, com o objectivo de não fazer rigorosamente NADA, para além do básico para sobreviver no dia-a-dia.

Felizmente tive a companhia da Alice, 4 anos e no Instagram @os4reismagos, que desenho nas minhas aguadas enriquecendo-as com obras abstractas maravilhosas (tenho inveja de tal representação de peixes…), usou as minhas aguarelas semi-profissionais e as encheram de grãos de areia, o que na verdade não quero nada saber, porque adoro que ela use os mesmos materiais que eu. Também brincámos com rabiscos sobre manchas de aguarela impressas e fizemos colagens (não apresentadas aqui) e sorrimos :)

 

Não digam a ninguém que abusei a sério nas Bolas de Berlim, que as há normais, com ou sem creme, com nutela, com chocolate e produzidas com farinha de alfarroba em vez da farinha tradicional de trigo. Entretanto, também ouvi falar de produção com algas azuis…

 

 

 

Rabiscos Felizes com os Qual Alcatraz

Desenho, Sketching, Urban Sketching, Rita Caré, Papiro papirus, Papiro, Fábrica da Pólovora, Barcarena, Oeiras

Nos rabiscos e parvoíces maravilhosas na Fábrica da Pólvora de Barcarena com os Qual Alcatraz.

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Reportagem Desenhada | Prémio Acesso Cultura Linguagem Simples para o Museu da Presidência

Reportagem desenhada da entrega do Prémio Acesso Cultura – Linguagem Simples por Rita Caré
Reportagem desenhada da entrega do Prémio Acesso Cultura – Linguagem Simples por Rita Caré

Reportagem Desenhada

Prémio Linguagem Simples para o Museu da Presidência

No dia 13 de Março de 2018, o Museu da Presidência recebeu o Prémio Acesso Cultura – Linguagem Simples numa cerimónia realizada no Teatro Nacional D. Maria II, em Lisboa. A Acesso Cultura entregou ainda uma Menção Honrosa à empresa Formas Efémeras.  “Foi uma cerimónia curta, bonita, emotiva”, lê-se numa publicação do Facebook da associação.

O texto introdutório da exposição “Boa Viagem, Senhor Presidente! De Lisboa até à Guerra. 100 anos da primeira visita de Estado” foi o escolhido pelos jurados, composto por Cristina Nobre Soares, Hugo Sousa e Rita Tomás. Segundo o júri, citado em COMUNICADO da Acesso Cultura, “De entre os vários textos que podemos encontrar numa exposição, é ao texto do painel de introdução que cabe, em primeira mão, a responsabilidade de influenciar a experiência da visita. É ao depararem-se com este texto que os visitantes se interrogam: “O que vou ver? Porque é que me querem mostrá-lo? O texto vencedor do Prémio Acesso Cultura – Linguagem Simples 2018 não deixa margem para dúvidas quanto ao que vai ser visto e ao porquê do tema escolhido.”. Os textos premiados e a justificação sobre a sua escolha estão disponíveis para CONSULTA.

Sobre a relevância deste prémio no contexto da Acessibilidade em Portugal, Maria Vlachou, directora executiva da Acesso Cultura, explicou tratar-se “de um prémio de reconhecimento, um reconhecimento de quem se esforça para contrariar a forma habitual de fazer as coisas (aquela que todos conhecemos e que nos deixa confortáveis) e de tentar enfrentar aquela que todos reconhecemos como uma barreira: a linguagem que usamos para comunicar com o público em geral, com pessoas que não sabem o que nós sabemos. No entanto, a distância é grande entre a teoria e a prática. Reconhecer não é fazer… E enquanto somos todos capazes de identificar os erros de outros, quando se trata de nós, temos medo de arriscar a ser claros, de repente a comunicação clara parece ficar equiparada a uma forma simplista ou infantilizada de comunicar. Sempre no nosso caso, nunca no dos outros.”.

Um mês, um mês muito difícil, UM RECOMEÇO

Rita Care - 1 Mes - Dez2017-Jan2018 (1)

Desde o Verão de 2017, a vida tem sido muito difícil, porque o corpo estava gravemente doente desde há muito mais tempo. Contudo, em Junho de 2017 tornou-se insuportável. A recuperação contínua e não sei se alguma vez mais saberei o que é viver sem Dores. Mas desde há muitos anos, por causa das enxaquecas devido a crises terríveis de sinusite e rinite não deixo que o meu corpo comande o que quero muito fazer. Pelo menos tento. Não é uma vontade racional. É a minha mente que manda mais do que eu. Sei lá, se calhar é o instinto de sobrevivência. Às vezes tenho de racionalmente obrigar-me a ficar parada do corpo e também da cabeça, somente a olhar para uma parede branca, para o mar, para um relvado, para as flores…

Este caderno foi produzido pela Marilisa Mesquita, com grande carinho e  propositadamente para a “viagem” que ambas sabíamos que eu ia ter que fazer. É A6 e não é um “Caderno” clássico, mas em harmónia, concebido para ser leve, mas para pintar aguarela se me apetecesse. Ela produziu 4 destes cadernos muito compridos.

Clicar para ver as imagens em sistema de carrossel
e na setas para avançar ou para voltar atrás

 

Estes desenhos foram feitos no espaço de um mês, de Dezembro de 2017 a Janeiro de 2018. Do primeiro desenho ao segundo há um intervalo de três semanas… Tem de tudo, desde urban sketching (desenho de observação no local), sketchnoting (rabiscos de ideias) a desenho por fotografia e a desenho de memória, a aguarela, lápis de cor e guache. O primeiro desenho foi feito no quarto do hospital, antes da cirurgia, e os restantes foram feitos em Vila Franca de Xira, em casa da família ou na rua.

Este é um caderno muito importante, porque marca um tempo de RENOVAÇãO. A vida jamais será a mesma. Terá que ser LENTA e LEVE. Mas esta viagem tem sido feita sempre acompanhada por Família e Amigos muito queridos que, ao longo dos dias e através das incríveis tecnologias para smartphone não me deixaram esmurecer,  trazendo-me para cima nos dias mais dolorosos.  Essas pessoas sabem quem são :)

Estou a reeinventar-me e isso é mesmo muito bom. Sentia há muito que tinha que mudar e não sabia por onde ir. A vida aponta-me caminhos aqui e ali e vou estando atenta e tomando as minhas decisões consoante as oportunidades que surgem. Estou viva e caminho. Agora parece mesmo um milagre criado pela alta tecnologia e conhecimento médico. Há 5 ou 10 anos atrás talvez estivesse numa cadeira de rodas. É brutal, não é? É, mas eu estou mesmo viva e aqui a andar pela rua e a emagrecer muito para melhorar lentamente o meu Viver. É a terceira vez que a Medicina me salva a vida em 41 anos. Obrigada Deus por inventares as mãos, o desenho, a escrita, o cérebro humano e a Medicina e a Tecnologia do séc. XXI.

Durante aquele mês, deitada na cama a olhar para o tecto imaginei o projecto Salto Virtual (#VirtualJumpSketch). Demorei quase três meses a pô-lo em prática, mas pûs e estou muito orgulhosa de todos os que nele têm participado. É incrível o grande Salto que deram na sua forma de desenhar!

Este post é publicado, por acaso, noutro dia (5 de Abril de 2018) muito marcante e espero que seja o primeiro dia de uma viagem extraordinária que, se correr bem, será partilhada nos próximos tempos.

Pensamentos +++

A Miúda dos Abraços regressou Reformulada para Abraçar a Vida a Sorrir

Rita Caré, 41 anos

 

 

 

 

 

Quando o Prémio de outros é um marco de Vida

Este post é capaz de ser uma seca… e lamechas, mas revelador da minha vivência e também dos últimos meses muito dificeis. Nasce do exemplo do último post “Não passei (2)” da Karina Kushnir, que aborda acontecimentos que nos atiram ao tapete, mas que nos fazem erguer maiores do que nós próprios. Também nasce do marco que o desenho de ontem tem na minha Vida. De certeza que querem ler mais?

Estive na cerimónia do Prémio Acesso Cultura – Linguagem Simples, depois de ter saído de uma consulta com o neurocirurgião. Vou andando devagarinho e vou andando, após mega-cirurgia à coluna por causa de uma hérnia discal que nada teve de simples, agravada pelo facto de ter nascido sem uma vértebra – comigo tinha que ser complicadinho… Ando em recuperação há três meses e hei-de andar. Andar, reparem na palavra! Felizmente encontro-me a Andar!! Pensamentos +++

Bom, vamos mas é ao Prémio! Então, lá estive num ambiente informal e abraçado, tal como já começa a ser hábito nos eventos da Acesso Cultura, da qual sou fã. Reparem nas palavras: Acesso, Acessibilidade e Cultura. Isso! Mais de Pensamentos +++

A Acessibilidade importa-me (mesmo que não soubesse disso assim por estas palavras)  desde que, com seis anos e meio, a minha mãe me levou a enfrentar a dura realidade de pessoas consideradas nessa época como deficientes profundas, ou seja, com limitações muito graves ao nível físico e/ou intelectual. Já se devem estar a perguntar sobre os motivos desta decisão. Foi para me fazer reagir, levando um duro e mega-abanão emocional. Fiquei sem conseguir Andar, após ter estado duas semanas hospitalizada em coma/semi-coma e a recompor-me de duas doenças gravíssimas (a segunda consequência da primeira) que ceifam quase sempre a vida dos adultos, quanto mais as das crianças que delas padecem: miningite e septicémia. Não havia qualquer explicação racional para ter deixado de conseguir manter-me de pé e dar um passo atrás do outro. Então a resposta deveria estar nas emoções… e a minha mãe levou-me ao local onde fizera estágio profissional com aquelas pessoas. Passei lá umas horas, estive com uma fisoterapeuta e saí de lá a Andar novamente e abanada para sempre com um novo olhar para a coisa que é Viver.

Desde então, já lá vão 34 anos, nunca mais Parei… dentro da cabeça pelo menos! Tenho uma louca fobia de estar sem fazer nada… Isso é um desperdício de tempo acha a minha mente. Coitado do meu corpo! Imaginem que estive dois meses na cama a olhar para o tecto… a ter sobretudo pensamentos negativos e ideias parvas. Inventei o Salto Virtual que logo se verá o que vai dar…

Foca-te, concentra-te, Rita! O Prémio! Tem como objectivo chamar a atenção para a necessidade de clareza da linguagem escrita para promover Acessibilidade Intelectual às pessoas que desejam usufruir da Cultura. A Clareza, esse monstro com que luto diariamente, tanto ao nível profissional como pessoal! Este post é exemplo disto mesmo. Clareza e emoções no mesmo texto… está bem, está!

Cerimonia_Premio LS AC_13mar2018_Por_Rita Care_cores_1200

Lá estive muito orgulhosa de fazer um bocadinho parte da Acesso Cultura e desejosa de contribuir. Fui sem saber se conseguiria mesmo lá estar, quanto mais fazer um desenho de pessoas! Fui sem expectativas. Logo se veria o desenrolar dos acontecimentos no meu corpo, que de vez em quando ainda fica extenuado mesmo com esforço mínimo. Mas meti o caderno e a caneta na mala antes de sair de casa. Talvez inspirada pela relevância deste Prémio desenhei em público e desenhei pessoas! Consegui e percebi assim que regressei oficialmente à minha vida activa, mesmo que ela tenha de ser o mais leve e lenta possível… para sempre.

Parabéns ao Museu da Presidência pelo Prémio Acesso Cultura – Linguagem Simples e à Formas Efémeras (que nome tão giro!) pela Menção Honrosa. Obrigada aos Membros do Júri, que tiveram uma clara trabalheira, ao Teatro Nacional D. Maria II, a todos os que tornaram este evento possível e à Acesso Cultura.

Desenho_PremioACLS_PorRitaCare_FotoPorMariaVlachou

Maria Vlachou, obrigada por teres tirado esta foto com o meu caderninho abraçado por mãos! Fiquei muito emocionada!