MC estás no Ar em meu redor

MC, sinto falta da tua força,
do que fazias para te sentires livre.
Inspiras-me!

Rita Care _ Para MC _ Out 2017 (2)_1200

O estilo abstracto é inspirado no trabalho de Ana Crispim
e de Ana Hatherly

 

De seguida criei este.
Lembro-me de me sentir vazia de pensamentos
e de deixar correr a caneta pelo papel…
Devia fazer mais vezes…

Rita Care _ Abstract _ Out2017_1200

 

 

 

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Desenhar Jazz “anárquico”

Gosto tanto de sair de casa e 15 minutos depois poder entrar num concerto de Jazz. Isso acontece na Casa de Chá do Palácio do Egipto, em Oeiras (todas as quintas-feiras à noite durante os meses de Verão), e também na SMUP, na Parede.

As pessoas não precisam de ir a Lisboa para assistirem a concertos incríveis pelo preço de uma refeição ou de um bilhete muito acessível.

Os Albert Cirera Cròniques 5et. (Cirera reuniu Carlos “Zíngaro”, Ulrich Mitzlaff, Alvaro Rosso e Olle Vikström num quinteto em estreia) deram um concerto desconcertantemente “anárquico” (*) em Outubro de 2017. Se gostei do estilo? Não, mas foi incrível. Tão incrível que consegui fazer estes desenhos de que gosto muito e que surgiram por entre outros sem jeito nenhum, distribuídos por várias páginas preenchidas. Foram desenhos quase cegos, porque o sítio é de uma estranha escuridão e aquele tipo de som ensurdece o pensamento.

Rita Care _ Jazz _ Out2017 (2) - 1200

* Anárquicos é uma palavra que a Vanda Dias me revelou para classificar este tipo de Jazz, que parece ser isso mesmo…

 

Edifícios Abandonados no Arneiro

Desenho muito pouco nas redondezas do local que escolhi para habitar. Ainda não percebi completamente os motivos. Talvez um certo pudor. Há recantos muito interessantes aqui à volta, no meio de bairros típicos da “periferia” muito feios.

Estes edifícios andavam a “chamar-me” há anos. Descobri antes do Verão esta vista do lado de cá da auto-estrada, que não é o mais bonito. Em breve, quando o calor voltar, espero ir para o topo do hipermercado seu vizinho e desenhar desse lado, do qual se vê uma grande e bela chaminé. É mais um edifício ao abandono… Há tantos…

Rita Care_EdificiosAbandonados_Arneiro_Out2017 (2) - 1200Pintei em casa.

Rita Care_EdificiosAbandonados_Arneiro_Out2017 (1) _1200

 

Roseiral no Parque Marechal Carmona

Estas páginas foram criadas para preparar um workshop no Parque Marechal Carmona, em Cascais, que orientei em Setembro de 2017. Encontrei este roseiral, no qual nunca tinha  reparado, com umas rosas lindas!

Rita Care_ Roseiral_PMC_Set2017 (2) - 1200

Rita Care_ Roseiral_PMC_Set2017 (1)_1200_72São flores muito boas para praticar a técnica de desenho-cego. Os resultados dos meus formandos – que se meteram para dentro do roseiral e tudo! –  foram muito bons, o que os surpreendeu. Mas não a mim, que conheço bem das vantagens desta técnica maravilhosa para aprender a desenhar e para usar também todos os dias, sobretudo usando técnicas soltas de aguarela. Os rabiscos “cegos” são quase sempre um prazer.

 

Processo dos Rabiscos das galinhas charmosas do Parque Marechal Carmona

Nunca pensei dizer que galinhas são charmosas… acho-os uns animais com tal falta de pensamento…

Mas as galinhas do Parque Marechal Carmona, em Cascais, são muitas, os galos têm umas penas muito coloridas e em algumas épocas do ano encontram-se muitas galinhas com os seus muitos pintainhos atrás. Um charme, portanto!

Tenho imagens do processo de desenho dos bichos, porque os desenhei ao vivo a lápis. Só passado algum tempo passei a linha preta. E passado ainda mais tempo pintei com guache a versão adaptada do original. Não quis pintar no caderno!

 

Rabiscos de Verão num caderno em acordeão

Durante o Verão de 2017 usei este pequeno caderno quadrado e criado em acordeão, (conhecido também por leporello) oferecido pela Teresa Ogando. Pensei que seria óptimo para contar histórias sequenciais das férias. Alguns desenhos foram feitos à vista e outros de memória. Alguns são representações desenhadas, actualmente denominadas por “sketchnotes” ou rabiscos visuais de ideias ou conceitos.

Há um desabafo sobre a minha “ciática” num dos últimos desenhos do caderno… Esse comentário chega aos dias de hoje, mais de seis meses depois em forma de caminho para resolver uma grave hérnia discal, à qual fui operada no final do ano. Nessa altura, não poderia imaginar o quão grave era a minha real situação…

Clicar na primeira imagem que inicia visualização

 

Clicar na primeira imagem que inicia visualização

Oradores de um workshop de 2016…

Fui rever os apontamentos de um caderno de 2016 e encontrei rabiscos dos oradores do Workshop “Agenda 2030 on sustainable development: How shall agriculture research and higher education respond?”, realizado na Fundação Calouste Gulbenkian. 

Rita Care - WS-Agri-FCGulbenkian-2016 (1) - 1200

Gostei muito dos desenhos que fiz destes dois senhores. É muito interessante de verificar que os desenhos de que mais gosto têm, no geral, a ver com o prazer que senti num contexto específico. Gostei muito de os ouvir, claro, mas pareceu-me tudo demasiado teórico.

Rita Care - WS-Agri-FCGulbenkian-2016 (2) - 1200

Além de que nesse dia, mais uma vez, me confrontei com o comportamento paternalista dos países Ocidentais, ditos desenvolvidos, para com África. Enquanto isto persistir não se vai a lado nenhum nos relacionamentos com os países daquele continente. Sinto alguns dos países Africanos (sobretudo os ligados a Portugal, que são os que mal “conheço” de ouvir falar e de ler sobre eles…) tantas vezes perdidos de si próprios, por antigos e enraízados motivos, falta de objectivos próprios consistentes e para lutarem pelo evoluir dos seus povos. Esse evoluir tem de ser, acho eu, de uma forma positiva do seu ponto de vista e não de outros mundos, que nada têm a ver com eles e quase tudo desconhecem sobre a sua cultura e modo de vida.

Biblioteca Viva sobre o Mar

No principio do ano passado, participei num encontro da Jaws que explorou o conceito de Biblioteca Viva, no Museu do Mar, em Cascais. Uma varina, um pescador, uma antropóloga, uma oceanágrafa e um surfista falaram sobre a sua experiência profissional. Criei cinco duplas páginas correspondentes a cada uma das testemunhas, mas partilho apenas estas, que foram as primeiras, porque não gosto das outras e não representam bem o momento, talvez porque já estava muito cansada. No final lanchámos todos e foi mesmo muito interessante conversarmos descontraidamente com a Varina e com o Pescador, com idade para serem meus avós.

Notem, por favor, que algumas das informações incluídas nos balões de fala podem não estar correctas. Tive essa sensação quando estava a escrevê-las lá ao vivo.

Podem saber mais no  link deste projecto e ver a reportagem fotográfica.

RitaCare_BibliotecaViva_MMar_Jaws,_Cascais2017 (1) _ 1200
A Varina
RitaCare_BibliotecaViva_MMar_Jaws,_Cascais2017 (2) _ 1200
O Pescador
RitaCare_BibliotecaViva_MMar_Jaws,_Cascais2017 (3) _ 1200
A Antropóloga e Directora do Museu do Mar

Árvores em aguarelas de “cartão”

Inventaram umas aguarelas cujo o pigmento vem num “cartão”… Estranho, não é?

Pois,… quando estes “cartões” já estavam “gastos” a Ana emprestou-mos para fazer umas badalhuquices experimentais no meu caderno. Bastante tempo mais tarde desenhei estas árvores quando estivemos no Parque D. Carlos I, nas Caldas da Rainha.

RitaCare_ManchasAguarela_Arvores_2017_1200