Depois do workshop de diários gráficos com agendas de manhã, organizou-se um encontro de diários gráficos na Trafaria. O clima não era agradável, mas não arredámos pé!
Continuei a trabalhar na agenda oferecida de manhã e rabisquei uma paisagem da Trafaria, desde a praia até à Fundação Champalimaud – “o centro de investigação para o desconhecido” – do outro lado do rio Tejo, que está na fronteira de Algés-Oeiras e Lisboa. Aquele barco com as bandeiras estava mesmo a pedir que o desenhássemos. Não foi tarefa fácil desenhar os barcos, porque o vento mudou várias vezes. Não “paravam quietos”!!

Acabei o primeiro desenho do dia depois, pintando apenas o céu. Estes cadernos que quase não se vêem da Marilisa Mesquita são muito difíceis, mas muito bons para aprender a seleccionar apenas o essencial do que observamos pela frente e queremos trazer connosco em linhas…

Termino com esse primeiro desenho do dia enquadrado naquela paisagem industrial do rio, que assusta pelo futuro incógnito para toda aquela zona à beira da água… De qualquer forma, a Trafaria precisa de um restauro. Um restauro repito. Para as pessoas. Não uma destruição total de tudo o que já foi…



Sim, gosto muito de ter sempre comigo um desses pequenos cadernos da Marilisa. Dei-lhe um título “Fragmentos”. Talvez um destes dias o fotografe. Por enquanto, gosto simplesmente de o ter !
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Tinha este há mais de um ano à espera que me resolvesse…
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