Dolce Fare Niente com Jazz

Neste sábado, uma miúdita, duas miúdas e uma avó (não destas “garotas”) juntaram-se na relva do Out Jazz no Campo Grande para rabiscos.

Estendi a toalha e deitei-me descalça com os pés na relva. Estive assim muito Tempo. Perdi-lhe a noção. Não sei o que pensei. Ouvia a música lá ao longe… Perdi-me nas formas e na luz a bater nas folhas das árvores por cima de mim. Estava no centro deitada e elas rodeavam-me concentradas nos seus desenhos. Não desenhei um risco naquele Tempo. Bastou-me estar ali a sentir a energia positiva invadir-me e uma rara serenidade.

OutJazz Campo Grande 2015 - Rita Care

No despertar, encostei-me à árvore ali ao lado e desenhei a Paula.

Paula - Out Jazz Rita Caré - 2015 - 72

Depois brinquei com as aguarelas para tentar explicar como faço aquelas aguadas. Primeiro é preciso um bom papel, um bom pincel, água e aguarelas minimamente decentes que é o mesmo que dizer de estudante académico. Depois é preciso muito, muito tempo e paciência para que aconteçam (esta demorou cerca de uma hora).

Temos que as deixar Livres – as Aguarelas – para que Vivam únicas no seu esplendor, mas nunca podemos deixar de tomar conta.

Por do Sol Inventado - Rita Caré - 2015 - 72

A Maria Celeste exclamou que é assim como tomar conta dos netos. E eu pensei que é assim como com as nossas próprias Vidas. Temos que nos deixar respirar livres, mas nunca podemos deixar de nos cuidar. O que nem sempre é fácil…

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