Bilbao: muitos pintxos e estórias para contar

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Aeroporto da Portela, Lisboa by Rita Caré (2014)
  • Do aeroporto de Lisboa para Portugalete e a Ponte “Colgante” de Vizcaya

Nem tivemos tempo de sair do aeroporto de Bilbao (Espanha) e já vínhamos com a recomendação muito insistente de que tínhamos que ir sem falta a Portugalete. Duas Bascas que seguiram no mesmo avião insistiram tanto que assim que deixamos as malas partimos à descoberta da terra dos galeões e da primeira ponte “colgante” do mundo (1893) que é Património Mundial da Humanidade. Na ponte, de poucos minutos em poucos minutos, um transportador suspenso sobre a Ria de Bilbao liga Portugalete a Las Arenas num incessante vai e vem de pessoas e carros.

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Ponte Colgante de Vizcaya, Bilbao by Rita Caré (2014)
  • Muitos pintxos, bar La Embajada e manifestação violenta

O cansaço e a muita chuva, até mais do que a fome, levou-nos a entrar em vários bares de pintxos (ou seja, tapas) ao longos dos dias.

Entrámos derreadas no “La Embajada” para descansarmos as pernas e petiscarmos, depois de uma longa caminhada pela Ria de Bilbao, desde Casco Viejo até ao Museu Guggenheim e de comentarmos sobre a quantidade de polícia de choque que encontrámos pelas ruas, principalmente a rodear o Guggenheim, o que achámos ainda mais estranho, porque era dia de encerramento.

Às tantas a tv do bar mostrava manifestantes e cenas de violenta pancadaria, montras de lojas partidas e caixotes do lixo virados e incendiados… Aquilo tinha-se passado ali mesmo naquela rua do bar e nas principais ruas de Bilbao… horas antes. “Está a haver uma reunião do Fundo Monetário Internacional com o Rei de Espanha presente dentro do Guggenheim” explicou-nos a rapariga por trás do balcão ao perceber o nosso receio. Avisou-nos que a próxima manifestação começaria daí a hora e meia…

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Bar de pintxos La Embajada, Bilbao by Rita Caré (2014)

Muito simpática, Maite percebeu que eu estava a desenhar o balcão do bar e o candeeiro de rua em frente à montra e veio oferecer-me um cartão e um doce típico da região (massa parecida com a de um bom-bocado e recheio com sabor de arroz-doce). Manteve-se à conversa connosco durante todo o tempo que ali estivemos. Ao contrário do que imaginámos, achámos os Bascos muito simpáticos. Também ao contrário do que imaginámos os nativos falam em Espanhol. Maite, explicou-nos que actualmente a juventude aprende a língua Basca na escola, pois passou a ser disciplina obrigatória tal como o Inglês… medida para manter a língua da região viva.

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Bar de pintxos Don Lilpiano, Bilbao by Rita Caré (2014)
  • Guggenheim e Ernesto Neto numa celebração aos Sentidos e à Vida

A escultura enorme de Ernesto Neto suportada por redes “paira” numa das grandes salas altas do Museu Guggenheim, em Bilbao. A parte amarela é o caminho que os espermatozóides – simbolizados pelas pessoas – percorrem até ao óvulo. Neto convida aos Sentidos e ao desfrutar plenamente do espaço e da própria peça.

Cá em baixo, instalei-me numa das mesas para as actividades infantis e estive ali a desenhar um bom bocado, apreciando as pessoas a treparem pela escultura acima, construída a partir de pequenas bolas de plástico ensacadas em redes. Ao chegarem ao topo eram convidadas a sentar-se, a tactear e a cheirar as bolas e as redes, a ouvir os barulho das bolas esborrachadas debaixo dos pés e a contemplar aquele cenário dinâmico, metáfora da criação de Vida.

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Escultura de Ernesto Neto no Museu Guggenheim, Bilbao by Rita Caré (2014)
  • O regresso e um balanço

Choveu tanto que não apeteceu desenhar muito na viagem a Bilbao. Nem consegui parar para desenhar o edifício do Museu Gugganheim. Mesmo sem chuva sinto-me mais motivada na rua em dias de sol. E que linda cidade para se visitar com sol. Pessoas que a visitaram há mais de duas décadas ficaram estupefactas ao verem nas fotos a reestruturação, a limpeza das ruas, a ordenação dos locais que haviam visitado tantos anos antes.

Há pintxos (algo equivalente a tapas) para todos os gostos, claro. E enfim, é uma forma relativamente barata de se comer por lá… Os transportes públicos (metro, eléctrico e bus) têm um cartão único e parece excelente, pelo menos para os turistas. Adorei sobretudo o sistema dos eléctricos que é muito acessível para Todas as pessoas – a linha bem que podia ser muito mais distribuída pela cidade. A deslocação de ida e volta no bus do aeroporto custa 2,80 euros! Comparando com outras cidades europeias é uma pechincha.

No regresso, aproveitando o tempo de espera, desenhei o edifício central do aeroporto em maqueta e uma vista para a torre de controlo.

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No aeroporto de Bilbao by Rita Caré (2014)

 

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